quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Canoagem oceânica





Já conhecia, mas nunca havia praticado. Tive sorte, fui apresentada ao técnico da equipe de canoagem oceânica paraolímpica e olímpica, Ricardo Freitas Maia, e pude praticar em grande estilo.
Para minha felicidade, o percurso foi no meu bairro carioca favorito, Copacabana e assim, pude realizar um antigo sonho, ver o forte do meio do mar e de dentro da água. Incrível.






Ricardo treina pessoas com toda espécie de limitação física, atletas com próteses de membros inteiros e oferece remadas avulsas na Lagoa Rodrigo de Freitas também, o que pode ser mais interessante para quem está começando. Em alto mar, as ondas impressionam.
Um cargueiro carregado de contêineres passou na nossa frente, que não nos assustamos.
Eu trabalhei embarcada, fiz curso de mergulho e já pratiquei natação em mar aberto (na praia de Copa inclusive). Enfim, tenho espírito e encaro. Mas, deparar-se com aquela imensidão de água em cima de uma canoa estreita no meio do oceano sem qualquer visualização do fundo, não é para qualquer um. Tem que gostar muito de água. É mais desafiador do que os passeios de caiaque comuns.






O Ricardo organiza passeios idílicos, remadas em Angra dos Reis e Arraial do Cabo, além da Volta da Ilha Grande, uma remada que contorna uma das maiores ilhas de mar aberto do país. Nunca consegui participar de nenhum, mas recomendo muito, são lugares lindos e que podem ser desfrutados com toda segurança a um preço muito acessível.
 







Fui num sábado e com isso, pude curtir outras delícias do bairro, onde morei em mais de uma ocasião e que é na minha opinião o melhor do Rio para se viver. Sábado é um dia feliz em Copacabana, além de o comércio estar todo aberto, é o dia da feirinha de orgânicos do Bairro Peixoto, da feira de antiguidades do Shopping Cassino Atlântico (um programa imperdível, a moda das feiras europeias de mercado das pulgas), as lojas do Shopping dos Antiquários e o Parque da Chacrinha também estão abertos até pelo menos o meio dia e ao mesmo tempo, também há todo aquele clima de final de semana com as pessoas passeando pelo calçadão.

Junto com a outra moça do grupo comprei blusas em crochê de máquina de um boliviano que vendia suas peças no calçadão. Com receio das implicações sobre trabalho escravo, perguntei a ele como eram feitas e ouvi uma frase inesquecível "Eu sou um homem livre".
Ele mesmo comprava as peças de tecido, costurava e revendia em cima de uma canga na orla. Morador do Pavão-Pavãozinho (favela próxima) não depende de ninguém, aluga seu quitinete e costura  lindas blusas e minivestidos na sua própria máquina. Não fotografei e me arrependo.


A trilha urbana de 1km do Parque da Chacrinha, uma surpresa escondida entre os prédios.



Outras coisas deliciosas em Copa para todos os dias do ano: o sanduba do Cervantes e os sorvetes de bola do Lopes e os picolés da Delícias do Cerrado (fotos abaixo), os tira-gostos da Adega Pérola, a filial da Colombo dentro do Forte, as bandas de bairro no Carnaval, a pastéis do Caranguejo e do Príncipe de Mônaco, os pescadores da pedra do Leme e da Colônia na altura do Posto 6...








Ricardo, Diretor de Canoagem Velocidade (Olimpica) e Paracanoagem (Paralímpica) da Fecaerj, Fundador & Chefe da RJ Kayaks, Atleta no Ministério do Esporte Coordenador e Head Coach da Equipe de Canoagem e Projetos Sociais no Clube de Regatas Boqueirão do Passeio



Na foto, com o uniforme da Comissão Técnica durante as Olimpíadas e seu projeto para patrocinadores de um esporte, que trouxe medalhas, pode ser praticado por todos, de qualquer idade e condição física, e deveria ser mais prestigiado num país com tanta costa e rios navegáveis.
Para colaborar com o projeto, que precisa de patrocínio:
Ricardo Canoagem Freitas Maia
RJ Kaiaks







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