quarta-feira, 29 de julho de 2015

The Better Bottle Project


Um francês, morador das cercanias da fábrica da Evian e fã do movimento de Story of Stuff Project, criou o movimento "Better Bottle" para estimular a população a reaproveitar as garrafas e vidro, enquanto bebe a água gratuita e tratada das torneiras locais.
Aqui no Brasil, seria inviável em função de a nossa água tratada não ser potável nas torneiras, mas em muitos lugares do mundo é possível e muito mais saudável e sustentável.
Não sou eu quem diz isso, a própria Organização Mundial da Saúde afirma que infelizmente ainda não foi possível retirar as fezes da dieta do brasileiro.

O comércio de água engarrafada é um dos maiores crimes ambientais do nosso tempo, além do excesso de lixo pelas garrafinhas plásticas, a água mineral comercializada é quase um produto artificial em função dos minerais serem adicionados sinteticamente, já que as fontes minerais originais terem secado tamanha a demanda. Some a tudo isso o crime de hidropirataria, que ninguém rastreia, afinal a fábrica instala-se em área de concessão pública, conta com isenção de impostos porque gera empregos, seca as fontes de água locais, puxa mais água dos lençóis freáticos do entorno para nos vender a mesma água com minerais adicionados sinteticamente e embalada em plástico que será transportado em caçamba de caminhão. Pior, quando as fontes secarem, os donos da mesma fábrica (ou acionistas majoritários e CEO´s) simplesmente abandonam aquelas instalações fabris, a essa altura obsoletas, para instalar-se em outro local, com isenção de impostos, é claro. Às populações locais, sobram instalações fabris abandonadas, desemprego estrutural, exército reserva de mão de obra super capacitado, solos desertificados e fontes secas.

Pense ainda que uma empresa que vende um produto engarrafado em plástico deveria ser responsável pela logística reversa da reciclagem dessas garrafinhas, de acordo com a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Estou deixando abaixo muitos links sobre todos os assuntos abordados, sugestões de filmes, outros casos de hidropirataria com processos judiciais movidos em Ação Popular pela própria população e sugestões para países com problemas de potabilidade, como o Brasil.

Mais do que nunca, é imprescindível entender que para cada litro de bebida pronta (refrigerante, chá, suco e cerveja), são consumidos em média 5lts de água. O custo indireto desse desperdício não pode ser repassado ao consumidor, afinal 1lt de mate (ou guaraná) não pode custar R$10,00, é inviável comercialmente - mas a longo prazo, a população do entorno das fábricas paga um preço muito mais alto. Hidropirataria é o crime ambiental que ninguém rastreia.

Lembre sempre que cada garrafinha de água mineral consome 8 vezes o seu peso em petróleo para ser produzida e que muitos restaurantes já aderiram ao movimento Água na Jarra, cedendo ou cobrando barato por uma jarra de água potável. Leia sobre o movimento e estabelecimentos que aderiram, na postagem "Água na jarra: estabelecimentos e receitas de águas aromatizadas".

Garantir água potável a todos é um direito constitucional e inalienável - é inaceitável desenvolvermos tecnologia nuclear antes de erradicar a mortalidade infantil.
Uma sociedade que empurra as próprias fezes com água doce, mas que em contrapartida compra água mineralizada quimicamente, tem problemas muito maiores e mais prementes do que autossuficiência em petróleo e urânio.





The Story of Stuff: Não é Evian! É Grátis, a deliciosa água da torneira francesa!

Nós amamos água da torneira e garrafas reutilizáveis. Assim, quando um fã francês da "The Story of Stuff Project" lançou seu próprio projeto "Better Bottle", nós torcemos.

Alexis de Tarade vive em Annecy, França, uma hora de carro a partir da instalação de envasamento da Evian, às margens do Lago de Genebra. Annecy tem o seu próprio lago, bonito com fornecimento de água limpa, refrescante e gratuita da torneira, mas a cidade está repleta de garrafas de água de plástico descartável.

Alexis queria deter o fluxo de garrafas descartáveis em sua cidade, então, ele lançou um projeto para distribuir gratuitamente garrafas de vidro aos residentes e turistas, juntamente com um mapa marcado com lugares onde encher gratuitamente as garrafas com água da torneira.

Go Alexis!


Site oficial (de onde as duas primeiras imagens foram retiradas): The Better Bottle Project






Filmes sobre o assunto:
Flow, por amor à água
Ouro Azul: A guerra mundial pela água
The Story Of Stuff: A história da água engarrafada


Casos brasileiros de Hidropirataria registrados:
Hidropirataria nas águas de São Lourenço
Cachaçaria certificada como orgânica seca lagoa de reserva indígena
Nestlé mata Água Mineral em São Lourenço - a PureLife é uma água química
Empresa japonesa instalada no Aquífero Guarani exporta água mineral engarrafada




Soluções para servir água gratuitamente:
Refrigerante caseiro
Quando a sustentabilidade me deixou na mão 02: filtro de barro
Matando a sede na rua: hidropirataria e embalagens sustentáveis
Água na jarra: estabelecimentos e receitas de águas aromatizadas
Contra hidropirataria, embalagens e transporte: Lassi indiano, Bebida Crioula das Antilhas, refrescos e outras dicas para matar a sede



Mais informação:
Como funcionam os aquíferos
Quanta água existe de fato no planeta?

Consumo de água x aumento da população urbana
Como funciona uma estação de tratamento de água
Bisfenol-A (BPA) das embalagens plásticas em banimento
O mito da venda de água: não existe água mineral engarrafada sustentável

sábado, 25 de julho de 2015

"Estamos perto de provocar um impacto irreversível", diz chefe da Convenção sobre Diversidade Biológica no relatório “Proteção da saúde humana na época Antropocena” da Fundação Rockfeller



"Estamos perto de provocar um impacto irreversível", diz chefe da Convenção sobre Diversidade Biológica
Novo relatório demonstra o quanto a atividade humana está desafiando os limites seguros de nossos sistemas naturais além dos limites necessários para a humanidade continuar a prosperar e florescer.
Com o apoio da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Fundação Rockefeller – Comissão Lancet de Saúde Planetária divulgou nesta quinta-feira (16) um relatório intitulado “Proteção da saúde humana na época Antropocena” em Nova York. O relatório demonstra o quanto a atividade humana está desafiando os limites seguros de nossos sistemas naturais além dos limites necessários para a humanidade continuar a prosperar e florescer.
Na ocasião, o secretário executivo da (CDB) e conselheiro científico para a Comissão Lancet, o brasileiro Braulio Ferreira de Souza Dias, observou que “estamos chegando mais perto do que nunca de provocar um impacto potencialmente irreversível, além de colocar em risco a saúde dos nossos ecossistemas e das gerações presentes e futuras”.
Dias participou de um painel que incluiu outros comissários e especialistas ansiosos para discutir o relatório com o público presente na apresentação. Ele destacou que esses relatórios significam um apelo urgente por ações coerentes e colaborativas que juntas aumentem a resistência dos nossos ecossistemas, do sistema planetário e das comunidades de todo o mundo. Criada durante a Conferência Rio 92, a CDB está profundamente empenhada neste trabalho como muitas das Metas de Aichi de Biodiversidade, adotadas por mais de 190 países em 2010, e direta ou indiretamente relacionadas às questões da saúde humana.
O secretário executivo ficou especialmente satisfeito porque o relatório deu destaque especial à necessidade do desenvolvimento de uma nova disciplina de “saúde planetária”. Isso também sugere uma série de recomendações práticas que incentivem a colaboração entre as comunidades médicas, ambientais, entre outras, e enfatizem a necessidade de tirar vantagem de oportunidades relacionadas por mudanças positivas transformadoras.
A recomendação inclui reduzir o desperdício de alimentos e diversificar a alimentação; proteger a natureza e a biodiversidade; construir cidades resistentes; desenvolver mais sistemas de saúde resistentes; e fazer impostos e subsídios favoráveis para a saúde planetária.






Mais informação:
Relatório Planeta Vivo 2012
Relatório Estado do Mundo 2010
Antropoceno, a era geológica em que o homem ‘desregulou’ a Terra

Principais pontos do primeiro atlas ambiental para América Latina e Caribe 
Greenpeace lança Atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito"

Novo relatório do PNUMA fornece diretrizes para a redução da emissão global de carbono
"Louvado seja", Encíclica ecológica do Papa Francisco: que mundo queremos deixar para quem vai nos suceder?
Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Amazônia e Greenpeace lança Atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito"

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Films for action: documentários para quem quer mudar o mundo



Films for action desenvolve listas imensas de documentários ativistas com a colaboração de muitas pessoas. Alguns filmes já foram citados aqui no blog e eu vou deixar esmiuçado mais abaixo, logo depois das sugestões deles.
As duas listagens que mais chamaram a minha atenção foram os 100 documentários para quem quer mudar o mundo e os 100 documentários inspirados no novo paradigma sustentável. Alguns documentários aparecem em ambas as listagens, o que é muito previsível.

Eu vou listar os documentários da área de sustentabilidade e deixar abaixo o link para os mais políticos, além de muitos filmes se repetirem, os sustentáveis têm um apelo maior na minha modesta opinião. Ambas as listagens estão em inglês, fica como sugestão buscar tudo traduzido no Youtube, é muito fácil de ser encontrado.

Quem estiver muito a fim de ler as resenhas dos filmes, basta clicar nos títulos em inglês listados abaixo, a equipe da Filmsforaction.org escreveu um artigo exclusivo para cada em um trabalho que eu considero monumental.


The Top 100 Documentaries Inspiring the Shift to a Sustainable Paradigm (2012 Edition)


1. The Corporation (2003)
2. The Future of Food (2004)
3. The Economics of Happiness (2010)
4. Dirt! The Movie (2009)
5. Lifting the Veil: Obama and the Failure of Capitalist Democracy (2011)
6. What A Way To Go: Life at the End of Empire (2007)
7. War Made Easy (2007)
8. In Transition 2.0 (2012)
9. 2012: Time For Change (2010) - BRASILEIRO -
10. Gasland (2010)
11. Food Inc. (2008)
12. The Age of Stupid (2009)
13. The Yes Men Fix The World (2009)
14. Capitalism: A Love Story (2009)
15. Dream Worlds 3: Desire, Sex & Power in Music Video (2007)
16. The Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil (2006)
17. The Crisis of Civilization (2011)
18. What Would Jesus Buy? (2007)
19. Manufacturing Consent: Noam Chomsky and the Media (1992)
20. Fierce Light: When Spirit Meets Action (trailer)
21. The Canary Effect: Kill the Indian, Save the Man (2006)
22. Black Gold - A Film about Coffee and Trade
23. Beyond Elections: Redefining Democracy in the Americas (2008)
24. Play Again (2010)
25. Earthlings (2005)
26. Zeitgeist: Moving Forward (2011)
27. Sir! No Sir! - The GI Movement to End the Vietnam War (2005)
28. Golden Rule: The Investment Theory of Politics (2009)
29. The Secret of Oz (2009)
30. The 11th Hour
31. Food Matters (2008)
32. Rich Media, Poor Democracy (2003)
33. The War on Kids (2009)
34. Consuming Kids: The Commercialization of Childhood (2008)
35. Garbage Warrior (2007)
36. Tough Guise: Violence, Media and the Crisis in Masculinity
37. The Billionaires' Tea Party (2011)
38. END: CIV (2011)
39. Rise Like Lions: OWS and the Seeds of Revolution (2011)
40. Class Dismissed: How TV Frames the Working Class (2005)
41. RiP! A Remix Manifesto (2009)
42. Who Killed The Electric Car? (2006)
43. Democratic Schools
44. Collapse (2009)
45. Rethink Afghanistan (2009)
46. Inside Job (2010)
47. FLOW: For Love of Water
48. Barbershop Punk
49. War By Other Means (1992)
50. The Miami Model (2004)
51. 9/11: Press for Truth (2006)
52. Killing Us Softly 3: Advertising's Image of Women (1999)
53. The End of America (2008)
54. Reel Bad Arabs: How Hollywood Vilifies a People (2007)
55. The Money Masters - How International Bankers Gained Control of America (1996)
56. Capitalism Is The Crisis (2011)
57. The Money Fix (2009)
58. Permaculture - A Quiet Revolution (2008)
59. Orwell Rolls In His Grave (2003)
60. PsyWar: The Real Battlefield is the Mind (2010)
61. Peace, Propaganda And The Promised Land (2004)
62. Education For a Sustainable Future (2012)
63. Toxic Sludge Is Good For You (2002)
64. Paradise with Side Effects (2004)
65. The Myth of the Liberal Media: The Propaganda Model of News (1997)
66. Subconscious War (2011)
67. Starsuckers (2009)
68. Uncounted: The New Math of American Elections (2008)
69. Class Dismissed (2004)
70. Freedom of Expression (2007)
71. The War On Democracy (2007)
72. The End of Poverty (2009)
73. No Logo: Brands. Globalization. Resistance. (2003)
74. The Evilness of Power (2008)
75. Sicko (2007)
76. Big Bucks, Big Pharma (2006)
77. Pickaxe (1999)
78. OUTFOXED : Rupert Murdoch's War on Journalism (2004)
79. First Earth: Uncompromising Ecological Architecture (2010)
80. Pyramids of Waste: The Lightbulb Conspiracy (2010)
81. Within Reach (2012)
82. Perma Kultcha (2010)
83. Zeitgeist: Addendum (2008)
84. The Union: The Business Behind Getting High
85. Waste = Food (2007)
86. The One Percent (2006)
87. Trading on Thin Air (2010)
88. Punishment: A Failed Social Experiment (2012)
89. Iran (Is Not the Problem) (2008)
90. A Crude Awakening (2007)
91. Wal-Mart: the High Cost of Low Price
92. The End of Suburbia (2004)
93. A Convenient Truth: Solutions From Curitba, Brazil (2006) - BRASILEIRO -
94. Free to Learn: A Radical Experiment in Education (2006)
95. A Passion For Sustainability (2008)
96. Coming Home: The Reinvention of Localized Economies
97. Greening Sacred Spaces
98. Permaculture - Farms for the Future (2008)
99. Why We Fight (2005)
100. Independent Media in a Time of War (2003)


Os 100 documentários para quem quer mudar o mundo, de acordo com a Filmsforaction: The Top 100 Documentaries We Can Use To Change The World











Os que foram citados por eles e já tinham postagem exclusiva aqui no blog:
Terráqueos
A corporação
The 11th Hour
Garbage Warrior
Os porquês da miséria
A revolução dos cocos
Flow - por amor à água 
2012, Tempo de mudança
O mundo segundo a Monsanto
(os filmes da) Libertação Animal
Forks over Knives (Troque a faca pelo garfo)
The Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil
The Cove, documentário sobre golfinhos ganhador do Oscar
Nação Fast Food - uma rede de corrupção e Food Inc., você nunca mais verá seu jantar da mesma forma



Mais filmes na mesma linha já postados e comentados nesse blog:
Blackfish
Simply Raw
Turista espacial

Levante sua voz
Nação Fast Food
A história das coisas
Diamantes de sangue
A história dos eletrônicos
Ilha das Flores e Estamira
Cruzando o deserto verde
Enquanto o trem não passa
A história da água engarrafada
A revolução não será televisionada
Belo Monte - Anúncio de uma guerra
Ouro azul, a guerra mundial pela água
Filme caso Shell, o lucro acima da vida
Como funciona a indústria de cosméticos
O dia que durou 21 anos (e mais 50 filmes)
Morrendo por não saber, a Terapia de Gerson
Entre rios: o projeto de transporte fluvial de SP
A história das soluções, da falência e da mudança
“O veneno está na mesa 1 e 2” e "Nuvens de Veneno"
Dois filmes sobre o McDonald´s: "Super Size Me" e "Uma jornada criminosa"
"Carne e Osso" e "Moendo Gente": como a carne chega na bandeja de isopor do mercado
A sombra de um delírio verde: a luta dos Guarani Kaiowá para não perder suas terras para a monocultura do etanol
Damocracia: a história de 2 barragens e a luta para manter os últimos rios do mundo desobstruídos correndo livremente



Para quem não é cinéfilo: 75 livros sobre sustentabilidade e Biblioteca online básica sobre Permacultura, bioconstrução e agroecologia com mais de mil títulos para baixar gratuitamente

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Voltar para dar aula na Instituição por onde me formei



Eu sempre vi a docência como uma opção de longo prazo, mas não esperava nunca voltar à Instituição por onde me formei para lecionar com apenas 39 anos.

Em 2009, aos 33 anos, eu me formei como Técnica em Segurança do Trabalho pelo Senac. Com uma faculdade de Economia eternamente trancada, para não dizer abandonada, eu vi na Escola Técnica a opção de ter o emprego dos meus sonhos: embarcada em plataforma desenvolvendo função de campo, longe de planilha. Ex economista de multinacional que vivia no cheque especial (e atrás de um computador), foi com esse diploma de nível médio que eu trabalhei para a maior empresa de perfuração do mundo, embarquei em unidades com pessoas de 25 nacionalidades distintas à bordo, fiz amigos, aprendi a viver com pouco e até comprei meu primeiro apartamento, apesar de ganhar menos do que a maioria dos economistas.

Esse blog mesmo só surgiu porque eu me sentia muito sozinha em alto mar, apesar de adorar tudo, e então, comecei a escrever como hobby sobre um assunto da qual sempre gostei, sustentabilidade, mas que até então, não tinha prática alguma. Deu certo, conheci um monte de malucos que pensavam como eu, formei parcerias com pessoas que sempre admirei à distância, fui voluntária em Parques Nacionais, participei de um monte de oficinas na área, pude ajudar os outros e, por outro lado, pude contar com a ajuda de muita gente também. Hoje, fico admirada quando alguém manda uma mensagem na linha "Aquilo que você escreveu, mudou a minha vida, nunca tinha pensado nisso".
Mas a verdade, é que diploma nenhum substitui a prática, o pouco que eu sei sobre sustentabilidade, foi na base da tentativa e erro, mais erros do que acertos por sinal.

Um técnico em segurança no trabalho, além de trabalhar mais em campo do que um engenheiro, tem um registro junto ao CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) de nível médio, que o capacita a desenvolver determinadas competências em um patamar abaixo do engenheiro. O foco é multidisciplinar, mas o TST geralmente subordina-se ao Engenheiro-Gerente de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), sendo responsável pelas análises de risco laboral e ambiental, elaboração de rotas de fuga, programas de prevenção, controle dos equipamentos de segurança coletivos e individuais, treinamentos e, em muitos casos, reciclagem de todos os resíduos. Tem que ser detalhista e observador, não pode deixar fio solto nem fazer corpo mole. Apesar de ter focado na área de off-shore desde o início do curso, por uma mera questão de praticidade, defendi minha monografia de conclusão sobre construção civil com fotos do canteiro de obras e acho que foi bom, porque me deu outra visão e me obrigou a estudar o que eu não pegaria para ler nem como curiosidade.

Eu acredito que poucas coisas na vida sejam mais louváveis do que ser aceito para dar aulas na Instituição por onde uma pessoa se formou, fico honrada em ver que os muitos sacrifícios que eu fiz ao longo de todos esses anos, não passaram em branco. Hoje, sou grande entusiasta do ensino técnico de nível médio, acredito que seria a base da revolução educacional nesse país de analfabetos funcionais, uma plataforma viável de erradicação do desemprego sistêmico e da redução do exército reserva de mão de obra no setor de serviços.
Um técnico de nível médio é alguém que sabe um ofício, o meio de campo entre os graduados e quem não tem nenhuma formação, ou apenas o capacitante.
Mesmo entre os bem nascidos, o que era o meu caso, a formação técnica abrevia muitas decepções. Aos 18 anos, sem nenhum conhecimento do mundo e de si mesmo, fazer um curso técnico e poder trabalhar um pouco na área, permite que alguém muito inexperiente, tenha pelo menos uma ideia do que o espera pelos próximos 50 anos. A pessoa tem tempo de viver e entender a dinâmica da profissão e, se for o caso, partir para algo completamente diferente de forma muito menos traumática. Ainda há tempo até de fazer outra formação técnica antes de arriscar uma graduação cara com 5 anos de formação, que vai rotular (e restringir) aquele profissional para o resto da vida dele.
Enfim, ter sido técnica de plataforma ajudou-me até a voltar para a faculdade.

Como técnica, tive acesso a um mundo que a maioria dos graduados nem sabe que existe. Fiz formações em paralelo que me abriram um leque de opções, formações capacitantes para pessoas que nem o ensino técnico de 1 ano após o segundo grau seria possível. Estudei e convivi com radioperadores, eletricistas, operadores de óleo, brigadistas de incêndio, socorristas da Cruz Vermelha, instaladores-projetistas de painéis solares e até soldadores. Embarcada, só ia e voltava do trabalho de helicóptero. Enfim, uma diversão! Pelo menos dentro do que eu considero divertido.
E no final das contas, é basicamente isso que importa.



Mais informação:
Salário e Prosperidade
Na Jureia: trabalho de peão
"Eu queria trabalhar com sustentabilidade"
Trabalhando no Porto e vistoriando 3 navios indianos
Para entender o vazamento da Chevron no Rio de Janeiro
Carta aberta dos Bombeiros do Rio de Janeiro à população
Boa Ação de Natal: Dê um destino nobre ao seu 13º, doe uma parte

quarta-feira, 8 de julho de 2015

A dieta contra cândida que eu segui e valeu a pena

Há alguns meses, expus meu problema de saúde, o que me obrigou a seguir uma dieta muito restritiva. Voltei a comer normalmente, mas ainda não fiz todos os exames para saber se estou 100%.
Eu ia esperar todos os exames e até se vai haver necessidade de um segundo turno na dieta, mas por hora, estou sem sintomas e me alimentando normalmente e, se for o caso, retomo o assunto futuramente.

Até agora, essa dieta foi o único tratamento que minimizou meus sintomas. Nenhum tratamento alopático surtiu qualquer efeito em muitos anos. Eu sou mestra em Reiki e faço acompanhamento semanal com acupuntura, o que sequer regrediu meus sintomas.
Alguns rumores surgiram em função da existência de uma blogueira australiana que supostamente forjou um tumor no cérebro e até uma generosa doação em dinheiro, o que viria a configurar fraude. Eu não acompanhei o caso, mas divulguei aqui a história de outra blogueira igualmente australiana, Jessica Ainscough, que faleceu de um câncer extremamente agressivo após anos em tratamento pela dieta vegana e essencialmente crua do Gerson Institute. Ambos os links, a história de Jess e do Dr. Gerson vêm no final da postagem em "mais informação".

Aproveito então para esclarecer alguns pontos, já que sempre fiz questão de abordar quaisquer assuntos da maneira mais aberta possível. Eu nunca cheguei a seguir o protocolo do INCA, que legalmente deve ser aplicado à pacientes de câncer. O ginecologista que mencionou na maior naturalidade a possibilidade de câncer de colo de útero em estágio inicial, além de irresponsável por sugerir mais uma pomada e, fosse o caso, uma histerectomia (que me tornaria estéril aos 38 anos e pior, não curada do problema real), ainda foi leviano por não me explicar corretamente que o câncer obrigatoriamente exige um protocolo e informar o estado do paciente ao INCA e Ministério da Saúde.
Eu estaria até hoje me alimentando de forma equivocada e apelando à pomadas sem qualquer luz no fim do túnel, não fossem os livros de Sonia Hirsch sobre a problemática da candidíase. A ginecologista, obstetra e homeopata sugerida por ela, foi a primeira profissional em muitos anos que não me sugeriu nenhum remédio, mas receitou apenas uma dieta ainda mais restritiva do que a tradicional para candidíase dos livros de Sonia.

Na própria postagem original, "É câncer, mas não é nada", eu menciono que, segundo Dra. Stella Marina, o único problema que eu tinha era um sistema imunológico, além de mal construído como o da maioria da minha geração alimentada à açúcar, agrotóxico e conservante, invadido por fungos os mais diversos. Só existe uma única maneira de extinguir fungos: de fome, e foi isso que eu fiz.

Na verdade, tornar esse problema e até a única cura, públicos, me fizeram bem menos popular, já que muitos leitores desse blog são vegetarianos convictos, como eu também fui um dia e, com a dieta anti-câncer e cândida essencialmente carnívora, essas pessoas chegaram a descurtir o blog imediatamente em protesto...
Existem tratamentos anti-câncer essencialmente veganos e os mesmos são citados na postagem sobre Jess, não era o meu caso dessa vez, que, há 10 anos, curei um ovário policístico justamente com uma dieta vegana, orgânica, integral e sugar free e conto a experiência na postagem "Outras curas".
Eu continuo acreditando que uma pessoa pode ser vegetariana a vida toda, continuo preferindo um bom prato de feijão, arroz e farofa com muitos vegetais e raízes à qualquer carne, mas era a minha saúde e, sendo assim, eu nem titubeei.

É a minha intimidade, eu jamais faria uma polêmica acerca de um assunto tão sério e que me expõe dessa forma, a postagem original "É câncer, mas não é nada" só tem uma única intenção: ajudar outras mulheres na mesma situação. Como já foi dito milhares de vezes por aqui, esse blog nunca me rendeu um único centavo e encontram-se mais fotos dos meus cães do que minhas.

É bom lembrar também que própria medicina convencional ainda não chegou a um consenso sobre o assunto. E que sim, quadros como o meu, infelizmente comuns em tantas mulheres, evoluem muito naturalmente para um câncer se não tratados corretamente. Perder sangue por ingerir cajus e laranjada no verão é preocupante em quaisquer circunstâncias.

Regina Casé cita em seu programa "Um pé de que?" a aroeira, que nos dá a pimenta rosa, como o remédio popular da mulher. Em todo interior, as mulheres usam seu chá para banhos de acento para curar moléstias femininas, que por repetição ao longo dos anos, acabam causando os quadros de câncer na região. Mas elas não levam a nossa vida e, criadas a leite de cabra, andam vestidas em algodão, caminham muito, só comem comida fresca e nem sabem o que é viver exposta ao stress, engarrafamento e ar refrigerado. E eu também comento melhor sobre essas questões imunológicas e os problemas da vida moderna na postagem original sobre câncer já citada e linkada acima e sobre o que é e como se formam células cancerosas na postagem sobre o caso de Jess, também já mencionada. Em todo caso, estão também no final da postagem em "mais informação".


A dieta que eu segui vem abaixo, procurei seguir a linha mais simples possível, não tomei suplementos, chás ou mesmo quaisquer terapias complementares. Algumas mulheres fazem banhos de assentos, compressas, mudam a rotina, adotam fitoterápicos e com isso, são bem sucedidas. Eu segui minha vida normalmente, apenas excluí alguns alimentos e até agora, não senti a volta dos sintomas.
Foi o que funcionou para mim e, apenas por isso, compartilho. Mas não faça nada sem saber se é o indicado para o seu caso, não existe nada que substitua a consulta com a médica. Se chegou agora, a postagem "É câncer, mas não é nada" conta o início dessa história e ajuda a entender a diferença entre as fases da dieta.


O que eu bebi: basicamente água.
A dieta draconiana (recomendada para o meu caso) não libera nenhuma fruta, já a versão suave da cândida libera frutas vermelhas, goiabas e melancias. Eu tentei introduzir na alimentação e senti os sintomas voltarem, cortei e a dieta foi mais eficaz. Então, fiz muitas águas aromatizadas com ervas, especiarias e limão.





Água aromatizada em gengibre, limão, pepino e hortelã na primeira garrafa. Na segunda, abobrinha, um dos três legumes liberados (abobrinha, pepino e chuchu). Para mais receitas, vá na postagem águas aromatizadas aqui no blog.


















Águas aromatizadas em limão e gengibre e o segredo da dieta: geladeira vazia, comida pronta cria fungo mesmo no frio e incentiva nossa gula. Meus antigos suplementos, dos tempos do concurso para os bombeiros, continuam esperando sua vez.




























No congelador, só maquiagem, comida de cachorro, manteiga (na segunda fase) e um resto de frango.












Missohiro de fermentação caseira e soja orgânica, sem aditivos como glutamato e afins. Para a fase mais suave da dieta, que libera feijões em geral. Em dieta ou não, soja, só fermentada. Leia melhor as questões acerca da soja na postagem "Kombucha, missô e shoyu caseiro" e tudo sobre transgenia e toxidade em "Soja é desnecessário".



Chás, podem ser uma boa ou não. Alguns chás melhoram os sintomas, outros pioram.
chá mate (gelado) da foto abaixo piorou os meus, o de hibisco não alterou em nada. O limão, que pinga-se nos chás, piora os sintomas de muita gente, por outro lado, há muitos relatos de melhora com chás de camomila, cidreira e hortelã, é o caso de tentar.







Sopa fria de pepino com hortelã em iogurte natural de fermentação caseira em leite orgânico, também pode ser em kefir de leite e eu ensino a fazer ambos, o iogurte e o kefir nas postagens "2 anos sem forno e fogão" e "Kefir e Iogurte". Para a segunda fase da dieta, mais suave, que libera o iogurte natural desde que caseiro. Na fase draconiana, não pode.



























Sopa quente de legumes com frango, eu adaptei essa receita de uma sopa da Nigella em abobrinha e caldo de frango. Achei pesada quando vi no programa dela e fiz minha versão adicionando chuchu para dar volume e substituindo o caldo pela carne do frango desfiada. Gostei mais, é mais leve. Muito simples de ser feita, são 2 partes de chuchu, 2 de abobrinha e 1 de frango. Cubra com água e deixe apurar até todos os legumes estarem desmanchando. Bata no liquidificador se quiser. Eu adiciono salsa e sal, mas não coloco mais nada, nem alho ou azeite. Fica deliciosa e pode ser consumida em todas as fases da dieta.












Sopa creme de aspargos feita em leite de coco acompanhando omelete de cebola e alho poró (todas as fases).  sopa creme de aspargos sem leite faz-se fervendo rapidamente um maço de aspargos frescos (corte a base branca) e batendo tudo no liquidificador com um litro de leite de coco caseiro ou iogurte. Volte a ferver para engrossar. Não precisa refogar em alho, basta salgar e juntar salsa picadinha se quiser.







O que eu comi:

Salada verde variada, liberada em todas as fases. Molhos bons: azeite de alho, limão e gengibre ou pestos simples sem queijo e castanhas (fase draconiana) e shoyu de fermentação natural com cebola picadinha de véspera (fase suave).




Folhas refogadas em um fio de azeite, liberada em todas as fases.
Eu tenho mania de refogar folhas para que elas durem mais na geladeira, abaixo trago cebolinha, espinafre e agrião, mas aqui no blog você encontra mais opções incomuns na postagem "A Feira de orgânicos do Flamengo".




























Acompanham na fase suave, purê de inhame com beterraba ou aipim cozido

























Ovo cozido com cebolinha, sal e um fio de azeite, liberado em todas as fases.





Espinafre e almeirão sautée (todas as fases)





Kibe de forno (fase suave)






















Torta fit de farinha de grão de bico com abóbora, frango (bacalhau) e ovos (fase suave). A receita original é em batata doce, substitua por abóbora.







Frango assado com salada, liberado em todas as fases.





Abóbora em todas as formas, apenas na fase suave. Com alecrim e azeite.




Legumes passados no ovo em empanado sem farinha no azeite, liberados em todas as fases. Na foto com abobrinha, cebola e brócolis. Couve flor também pode ser usada, já o chuchu e o pepino não.










Chuchu sautée na manteiga com cheiro verde, apenas na fase suave. Tentei fazer com azeite na fase draconiana e não deu certo.



























Chuchu sautée na mateiga com cheiro verde acompanhando cebola e brócolis passados no ovo, pela manteiga do chuchu liberado apenas na fase suave.










Falafel com cebola, apenas na fase suave.



















Purês variados de inhame com manteiga, liberados apenas na fase suave.
Receita básica: inhame cozido batido com manteiga e pouca água do cozimento. Sal, pimenta, salsinha e noz moscada. Quem não consome manteiga, pode usar manteiga-óleo de coco ou azeite, já manteigas de castanhas e tahine não são liberados em nenhuma fase.





Purê de inhame com cenoura:

























Purê de inhame com abobrinha:



Para fazer creme de espinafre, a mesma receita do purê com um punhado de espinafre cru ou cozido adicionado no liquidificador:




Shakhuska sem tomate ou queijo, versão simples com carne moída onde a berinjela é substituída pela abobrinha, liberado em todas as fases.










Posta de dourado grelhado no limão e pimenta. Na fase suave, acompanha aipim na manteiga.













Sardinha na chapa como nos botecos. Essa gordura toda é do próprio peixe. Não junte óleo, deixe um pouco de água embaixo que o pescado já solta muita gordura naturalmente. 



















Bife simples, para os dias de pressa. Liberado em todas as fases.




















Carne moída e bife acebolado, liberados em todas as fases.

































E, na sanduicheira, hambúrguer de carne moída com pedaços de fígado de boi, muito alho e um toque de canela como nos food trucks.



















Coração de frango e fígado de galinha com muito limão, liberados em todas as fases.









Comendo na rua:
Em qualquer lugar, picanha ou galeto ou peixe grelhado com salada verde.

Descobri uma ótima sopa de acelga com frango, coentro e limão. Receita tailandesa em restaurante chinês a quilo. Fácil de fazer, barata e substanciosa.




Quentinha de bandejão, com tudo liberado na fase suave. Eu comi anos a fio em bandejão, gosto muito e conto a experiência na postagem "Encarando o bandejão". Essa levou salada de alface com acelga, beterraba, grão de bico, um pedaço pequeno de inhame, outro de brócolis e uma boa porção de iscas de fígado acebolado.




Comida a quilo, prato com couve à mineira da fase draconiana, a mais restritiva.





Porque nada é perfeito:
Nenhuma versão libera, mas de vez em quando eu tomava um cafezinho orgânico não adoçado, me dava um up e fez toda diferença.





A versão suave da dieta da cândida libera feijões. Não quis fazer feijão em casa sem poder comer arroz, farofa e afins. Então, pedia sopas de feijão como a de feijão branco com camarão e de grão de bico com bacalhau do pessoal da Ki-Sopa, estabelecimento simpático aqui na Tijuca. A vaca atolada e bobó de camarão deles, receitas liberadas na fase suave, também são ótimos e sem tomate no refogado. Esse blog ama caldo, a postagem com todas as receitas "Caldos: a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso"















A saga do azeite de alho:
Essa dieta é outra com um bom azeite de alho, é fácil de fazer mas tem segredo. Não deixe fora da geladeira, alho fermenta e o vidro estoura. Encheu o vidro de azeite com alho picado-moído, vede e guarde na geladeira. Além de evitar a explosão que emporcalha a cozinha inteirinha de algo impraticável como azeite oleoso, seu alho não vai ficar rançoso. As fotos abaixo, na minha antiga cozinha do sobrado, não me deixam mentir. Para mais receitas de azeites aromatizados, com urucum, tomilho, fungui, pimentas, azeitonas e até em versões doces, a postagem Azeites aromáticos orgânicos e "manteigas" de legumes caseiras traz as receitas.





























Fiz e esqueci de fotografar: 
Leite de coco caseiro, muito gostoso bem gelado (fase suave da dieta)

Sopa creme de aspargos frescos, em leite de coco caseiro, muito simples e saborosa.



Não fiz por puro esquecimento, mas cabem na dieta:
Yakissoba de macarrão de trigo sarraceno, cevichestabule com triguilho, macarronadas em massa de grão de bico, risoto de quinoa, farofalho de aveia, cuscuz de semolinaescondidinhos de cenoura-aipim-abóbora-inhame (preferi comer a carne separada dos purês como mostram as fotos cima), pão caseiro de fermentação natural, sopa de cenoura-aipim-inhame-abóbora tortilhas de abóbora-inhame, nada com canela da China,  demais bebidas indicadas, como o kvass de beterraba e o rejuvelac de trigo em grão.

Uma sopa viável e muito gostosa é a canja substituindo o arroz por quinoa.

Uma sobremesa possível é o manjar de coco em leite de coco caseiro com gelatina de agar agar.

Duas comidas deliciosas, que tenho feito recentemente são o Cilbir e o Borani Esfanaaj, ambos em base de iogurte, que cabe na dieta suave. Nas fotos abaixo, ambos com pão para quem não está de dieta.



























Outra que também faço sempre é a deliciosa pastinha de cenoura pura (com alho, azeite e os temperos que quiser), a receita dela está na postagem das maioneses caseiras em ovos-inhame-cenoura





O que ajudou muito: dormir bem, beber muita água e ficar em contato com a natureza.





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