terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A seca do Mar de Aral, quando um dos berços da civilização virou um deserto

Com medo que algum dia o mar também virasse sertão já foi trecho de música, hoje é realidade.
Há alguns anos, divulguei algumas imagens da seca do Amazonas e hoje a perda de volume em rios como o São Francisco, já é um problema real.
Contudo, as imagens do Mar de Aral desertificado em tão pouco tempo são chocantes pelo volume e extensão de uma fonte de água perene desde a Antiguidade.
Vou deixar que os artigos e imagens abaixo falem por si. Mas o que você pode começar a fazer é economizar a maior quantidade possível de água, reduzir o consumo de carne, apoiar áreas reflorestadas, não consumir de forma alguma madeira não certificada e, se for o caso, adotar as formas de irrigação por gotejamento no lugar da aspersão tradicional. 






Imagens mostram desaparecimento do Mar de Aral e outros desastres

Imagens registradas entre 1973 e 2009, por exemplo, registram o desaparecimento quase total do mar de Aral - que na verdade era um gigantesco lago de água salgada -, na Ásia Central, que tinha o tamanho da Irlanda e virou um grupo de lagos. Em abril, o secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, disse que o Aral passava por "um dos maiores desastres ambientais do planeta". 

O Aral, que fica entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, já foi o quarto maior lago do planeta. Contudo, desde os anos 60, ele perdeu mais da metade de seu volume. Os rios que alimenta o mar foram sobrecarregados por irrigações nas plantações de campos de algodão, ainda na época da União Soviética. 


Além da falta de água, Aral sofre com poluição, que chegou a níveis perigosos. A destruição do lago também dizimou a indústria pesqueira local, causando desemprego e problemas econômicos para os moradores da região. 

O berço da civilização vira um deserto 
No Iraque, a histórica região entre os rios Tigre e Eufrates também sofre com a exploração do homem. Na metade do século XX os pântanos da Mesopotâmia começaram a ser drenados para a agricultura e para atingir a região onde viviam contrários ao partido que dominava o país. Imagens registradas da região em 1990 e 2000 mostram em um pequeno espaço de tempo drásticas mudanças na região (confira mais detalhes na aba "fotos" acima. 


"Ultimamente, os desastres vistos no mar de Aral e nos pântanos são uma combinação dos efeitos do homem e do aumento da temperatura nessas regiões. (...) Não há uma grande mudança no volume de chuva nessas áreas, mas desde os anos 70 a temperatura subiu 1°C, o que aumenta as perdas devido à evaporação. (...) A poluição na área está ficando pior porque, enquanto a água evapora, poluentes na água ficam mais concentrados e menos diluídos", diz Benjamin Lloyd-Hughes, do Instituto Walker - instituição que pesquisa o sistema climático - e da Universidade de Reading, no Reino Unido, à reportagem. 


Imagens de satélite mostram bacia do Mar de Aral drasticamente seca

Acredita-se que os atuais níveis de  água representam menos de 10% do que existia há cinco décadas.  
Imagens feitas por satélites da Nasa mostram que o Mar de Aral teve sua extensão drasticamente reduzida nos últimos anos. O lago de água salgada que se estendia entre o Cazaquistão e o Uzbequistão já foi o quarto maior do mundo. Atualmente, acredita-se que os atuais níveis de água representam menos de 10% do que existia há cinco décadas.
"Esta é a primeira vez que a bacia oriental esta completamente seca nos tempos modernos", disse o geógrafo da Western Michigan University, Philip Micklin, à Nasa. "E é provável que esta seja a primeira vez que esteja completamente seca em 600 anos."
 Na década de 1950, dois dos principais rios da região - o Amu Darya e O Syr Darya - foram desviados pelo governo soviético para fornecer irrigação para a produção de algodão no Uzbequistão e no Turcomenistão, privando o Aral. Ele vem diminuindo desde então, com a queda do nível do mar de 16 metros entre 1960 e 1996, segundo o Banco Mundial.
A falta de chuva e neve na Cordilheira Pamir também tem contribuído para os níveis particularmente baixos de água neste verão, disse Micklin.


Um dos maiores lagos do mundo desapareceu deixando uma paisagem assustadora







quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Fotógrafa retrata as árvores mais velhas e curiosas do mundo



As imagens faz parte da série "Retratos do Tempo"
Durante 14 anos, a fotógrafa Beth Moon procurou por árvores "velhas" para retratar em uma série de fotos que ela batizou de "Retratos do Tempo". A jornada a levou até os Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e África, onde Beth fotografou algumas das árvores mais antigas do planeta.
























Para mais informações sobre o trabalho de Beth Moon, acesse o site www.bethmoon.com ou www.fassbrasil.com

Fonte: Portal do meio ambiente



Outros fotógrafos que já andaram por aqui:
Michael Poliza 
Jane Fulton Alt 
Sylvie Robert e Alain Degré

Bahman Jalali e Amirali Ghasemi 
Marcos Prado (Jardim Gramacho)
Charles Maxwell e Lance Cheung

Sebastião Salgado e a luta dos Awás
Yann Arthus Bertrand e Sebastião Salgado
O ensaio de Sebastião Salgado em Serra Pelada
A expedição de Sebastião Salgado ao território Ianomâmi
“Se foto bonita divulga, por que os parques dificultam?”

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Gripes e resfriados



Verão chegando e com ele, chuvas, ruas abafadas, táxis e escritórios refrigerados e claro, muitas gripes de nome engraçadinho. Segundo Dr. Drauzio Varella, gripes e resfriados não são a mesma coisa e o mais importante, espirrar porque abriu a geladeira não é sinônimo de resfriado. A imagem acima do portal SentirBem do UOL  esclarece as principais diferenças.

Eu não tenho tendência a gripar, demoro a cair, mas como nem todos têm a mesma sorte, resolvi escrever um manual de sobrevivência baseado estritamente na minha experiência pessoal. Não tenho a menor intenção de substituir médicos e demais profissionais de saúde.
O meu grande aliado o ano todo é o azeite de alho cru. Aprendi com uma leitora, Luciana Camuzzo, autora do blog Aragem Contemperânea. Eu sempre fiz muito azeite aromatizado com alho, alecrim, tomilho, ururum e o feitio desses azeites aparece na postagem Azeites aromáticos orgânicos e "manteigas" de legumes caseiras. Então, Luce comentou que, quando fazia em alho, não esquentava como eu, mas simplesmente socava muito alho cru dentro de um vidro de azeite e, depois de uma semana, havia um delicioso azeite de alho fresco. Adorei a ideia e adotei, desde então, quando faço em alho, deixo tudo cru. Uma observação: alho fermenta, deixe na geladeira para que os gases não explodam o vidro, emporcalhando a cozinha. Socou alho no vidro, feche e leve a gelar. Já estourou comigo e foi um pesadelo para limpar. Espere a semana indicada e comece a consumir, o alho que sobrar ao término do azeite, não pode ser reaproveitado, mas é muito gostoso.

Beber muita água também ajuda para tudo, até para evitar o envelhecimento. Há mais de 20 anos, comecei a beber meio litro de água todos os dias em jejum e outro meio litro toda noite antes de dormir, além de beber pelo menos outro litro ao logo do dia. Acredito que grande parte das mazelas que acomete a maioria das pessoas deriva de um organismo desidratado. 

Dormir bem, eu durmo pelo menos 7 horas todas as noites, quando gripo, aumento o período. Mais uma vez, uma boa noite de sono é antídoto contra a maioria dos problemas, até o envelhecimento. O organismo adapta-se a quase tudo, é naturalmente programado para isso. Quando algum vírus o ataca, o organismo pode curar-se normalmente na maioria dos casos, mas precisa "desligar-se" das outras funções (principalmente a digestão) para se restabelecer e colocar a casa em ordem. Mãe de filho pequeno leva a criança ao médico e ouve "Não é nada, só uma virose, passa em poucos dias".

Um resfriado significa que o organismo resfriou, pode parecer óbvio, mas muita gente não associa as gripes e resfriados à perda de temperatura corporal e, tentando curar-se, bebe litros e mais litros de laranjadas e limonadas. Eu adoro limonada suíça, tenho aqui no blog uma postagem exclusiva dedicada à ela, Limão Galego. Entretanto, quando estou gripada, não bebo das minhas limonadas e explico melhor.
O limão e a laranja são alimentos de natureza fria. No ocidente não existe a tradição de catalogar os alimentos por natureza e movimento, mas a medicina oriental chinesa faz isso há milênios com muito sucesso. Para um médico ocidental, que se prende às análises bioquímicas, a limonada seria indicada pela presença de vitamina C. Para um médico que siga a linha oriental (ou acupunturistas), as limonadas são contra indicadas por resfriarem um corpo que precisa de calor e te indicaria o mesmo limão, mas em chá ou numa sopa. Sem leite, que cria muco e também é de natureza fria.

Alimentos de natureza quente (Yang): todas as especiarias, mel de abelhas, alho, cebola, a maioria das carnes (exceto pescados)

Alimentos de natureza fria (Yin): quase todas as frutas, ovos em geral, lácteos em geral, folhas cruas em geral e a maioria dos pescados.

A tabela abaixo ajuda e foi retirada do site IMTO - Instituto de Medicina e Terapia Oriental






Como os alimentos também podem ser classificados pelo seu movimento, durante as gripes o indicado seria ingerir os de movimento descendente, para expulsar o muco e com ele, as bactérias que tornam o campo fértil para o vírus da gripe se instalar. O texto abaixo, retirado do site A arte do Tao exemplifica:
"Os alimentos de Movimento Ascendente, aqueles que movem para cima, são bons na Primavera e geralmente são picantes, ácidos ou doces e de natureza neutra. Exemplo? arroz, milho, abóbora, damasco, carne bovina, etc.
Já os alimentos de Movimento Descendente, aqueles que movem para baixo, são bons no Outono, geralmente possuem natureza fresca, quase fria, como alface, broto de bambu, melão…
No Verão o bom são aqueles que movem para fora, tirando o calor de dentro do corpo para que este não fique excessivo. Geralmente eles são picantes, como gengibre, agrião e rúcula.
Para aquecer no Inverno, alimentos que movem para dentro, geralmente de sabor salgado ou amargo e natureza morna, chicória, mariscos, caranguejos…
Claro que não vamos só ingerir um tipo de alimento em cada época do ano, mas dar uma realçadinha pode fazer toda diferença. Também é de extrema importância na Dietética Chinesa a Natureza do alimento, ou seja, se ele é Yin, Yang ou Yin/Yang; além de mastigar bem os alimentos, não ingerir líquidos gelados, etc."

Muitas orientações podem não se aplicar a você, eu me dou muito bem com canja de galinha com pimenta, sopas de feijão com cravo e canela, caldos de abóbora com gengibre, açordas alentejanas em alho e cúrcuma, missoshiros com cebola e um preparado indiano que é uma das duas únicas receitas desse blog com mel de abelhas, o Brahmastra:

Brahmastra para curar gripes e resfriados:
0,5 lt de água
1 col de sopa de mel de abelhas
1 pau de canela
3 cravos da Índia
1 "dedinho" de gengibre
1 pitada de pimenta 
sumo de 1 limão
Ferver todos os ingredientes, exceto o limão. Apagar o fogo, esperar esfriar um pouco, espremer o limão e tomar ainda quente. Não deve ser ingerido por gravidas, pode causar aborto espontâneo. Eu tomo antes de dormir, calçando meias e devidamente enfiada debaixo do edredon.
Não existe nenhum estudo científico relacionando o consumo de especiarias ao aborto espontâneo, mas a sabedoria popular e a medicina oriental não indicam o consumo das mesmas em caldos quentes principalmente no início da gestação. Receita de chá abortivo usado sem critério em todo o país: chá de canela em pau. Faz sentido, a canela, além da natureza quente, também é de movimento descendente. Bota para fora. Não tente em casa, um aborto induzido pode fazer com que a gestante sangre até morrer e é crime pela legislação brasileira.  Curiosidade: poucos alimentos são de natureza ascendente, "sobem", sinal de que temos mesmo que deixar sair e parar de impedir as reações naturais do corpo humano, como diarreias, corizas, suores e afins. O corpo é um canal que, quando obstruído, entope.

Provavelmente as duas receitas mais tradicionais brasileiras para gripe são a canja de galinha e o leite de açúcar torrado. Ambas proporcionam calor e fazem suar, o que é ótimo. Vai ajudar a derreter o muco e com o sono, que geralmente acompanha, a pessoa tende a acordar mais bem disposta.
A canja de galinha portuguesa é uma adaptação de um alimento chinês consagrado desde a antiguidade, a Kanji, que foi incorporada quando das navegações. É basicamente uma papa de arroz com vegetais e alguma fonte de proteína, bem quente para restabelecer o organismo. O caldo de frango realmente dissolve muco e muita gente começa a sentir necessidade de assoar o nariz ainda com o prato cheio em função de uma proteína presente, a caseína. Junte umas pimentas, muito alho e o efeito potencializa. O arroz, além de ser a base da alimentação do oriental, é um carboidrato ótimo para essa fase pela rapidez com que é digerido, especialmente se for do integral, que vai facilitar outra eliminação, pelo bolo fecal. 
E, acredite, quanto mais gorda a canja, mais rápido desentope. Se não suporta canja, faça o caldo de frango gordo e use para o preparo do feijão bem temperado no alho. Mas o que elimina o muco é o caldo, catar o arroz e o franguinho desfiado não adianta nada.
O leite quente no açúcar torrado não traz nada de bom, além do calor. Um missoshiro é muito mais fácil de ser feito e não vai te intoxicar com açúcar nem encher de muco, como o leite faria. Um bom chá quente com umas gotinhas de limão, 1 cravinho ou 1 pedacinho de gengibre já resolve o assunto. O que você precisa nesse momento de resfriado, é se reesquentar. Na falta até do chá, um banho morno e muitas horas de sono, sem o ar ligado, já vão fazer muita diferença. O organismo se restabelece normalmente se parar de ser atacado. "É só virose, vai passar" dizem os pediatras, lembra?
Eu cresci sendo posta no sol quando gripada, acreditava-se que "desencatarrava". A verdade é que melhora sim, principalmente se pegar o sol no peito e nas costas. E contrariando a preguiça e ignorância, caminhar ao ar livre, pedalar, nadar e até pegar uma praia podem trazer muito bem estar. O sangue circula, o metabolismo acelera, respira-se um ar mais fresco do que o de um quarto fechado e assim, a cura é mais rápida. Praia faz assoar o nariz até de quem não está gripado, sinal de que o muco está lá a despeito do aspecto de saúde do banhista.
Para quem tosse sem parar, principalmente à noite e não dorme nem deixa os outros dormirem, mais uma dica da minha infância: amarre um lenço de algodão (na falta do lenço, serve camiseta velha)  no pescoço, deite e jogue álcool no lenço. É para encharcar mesmo. Dá um susto na hora, mas o álcool esquenta em contato com a pele e a tosse acaba no segundo seguinte. Se a garganta já estiver muito arranhada, tomar uma colher de mel com limão pode aplacar a irritação. Muitas pessoas compram ou mesmo fazem seus xaropes em casa, o de calda de açúcar com agrião é o mais comum. Funciona, pelo calor e pelas propriedades expectorantes do agrião. Mas observe que o uso do açúcar deve-se a 2 fatores, torna qualquer coisa mais palatável e a sacarose é tão tóxica que funciona como um veículo de transporte mais rápido do que qualquer outra substância encontrada na natureza. Um chá de poejo (ou do próprio agrião) tem o mesmo efeito com muito menos toxidade.
O que eu não como nessa fase: carboidratos e laticínios, principalmente farináceos, que criam muco. Tampouco bebo gelado e procuro ficar longe de frutas frescas. Uma maneira deliciosa de ingerir frutas quando estamos nos sentido frios, vulneráveis e cansados por nada, é preparar as frutas assadas a moda da roça, cozidas lentamente em panela de barro com cravo, canela, gengibre, cardamomo, raspas de limão ou laranja e até um pedacinho de rapadura, óleo de nozes, tahine... O calor do fogo passa para o alimento, que deixa de ser frio e proporciona sensação de calor.  E mais uma vez, as postagens antigas desse blog me ajudam, para fazer as frutas assadas e cozidas: Frutas AssadasTradição brasileira de Festas Juninas (nos meses de inverno): banana, batata doce e espigas de milho assados na própria casca. Para beber, Quentão de pinga com especiarias e açúcar mascavo. Para ninguém gripar e perder a festa. 
Se estiver se sentindo um lixo, fuja do bolinho com chocolate quente (ou pão de queijo com capuccino), dias na frente da tv mamando Nescau e ar refrigerado ligado à noite. É tudo que você NÃO precisa. Muita gente toma um laxante ao primeiro sinal de resfriado, acredita-se que elimina rapidamente grande quantidade de muco acumulado e assim, o organismo se restabeleça mais facilmente, impedindo o vírus de se instalar. 
A Gula, a Vaidade e a Preguiça são pecados capitais, enquanto as Sete Virtudes são: a Autossatisfação, Diligência, Temperança, Desprendimento, Generosidade, Paciência e Modéstia. E não se admire se no dia seguinte, você acordar pedindo uma ducha fria com direito à ensaboada de bucha vegetal, daquelas para acordar. Bom sinal, está voltando ao normal e disposto para a vida.


sábado, 18 de outubro de 2014

2 anos sem forno e fogão




Agora, estou seguindo uma dieta muito rigorosa e morando de novo em apartamento, mas até uns 3 meses atrás, morei por quase 2 anos numa espécie de casa de vila, onde o gás era a botijão. Tive medo e nunca instalei, afinal, sabia que me mudaria de lá ao final do contrato de aluguel. No início, fiquei um pouco perdida, mas lembrei de um livro de Sonia Hirsch onde ela conta que uma sobrinha, quando estudando em Israel, teve que morar num estúdio mínimo com uma cozinha idem, onde só cabia um fogareiro de uma boca e que essa moça se virara bem. Não lembro exatamente em qual dos muitos livros da Sonia essa história aparece, mas o que chamou minha atenção foi a dieta, ela deixava uma panela de arroz integral com qualquer tipo de feijão cozinhando a manhã toda em potência baixa, juntava algum tipo de vegetal ao preparo, como repolho, pimentão, alho poró, etc. Voltava da aula, almoçava os cereais cozidos lentamente e à noite, se virava com saladas, pão integral, queijo de cabra, frutas, um ou outro chocolatinho...
Então, foram 2 anos cozinhando em panela elétrica, grill, sanduicheira e até fervendo a água do missoshiro na cafeteira. Tudo elétrico. Quando faltava luz, o que foi raro, fiquei a fruta com iogurte natural caseiro de leite orgânico em fermentação natural, salada e pão integral com os queijinhos orgânicos da geladeira (apagada, é claro). O teflon, como o alumínio, não é a melhor opção para cozinhar nada, os links sobre ele vêm abaixo. Mas eu prefiro, ainda que sem as minhas panelas de barro, comer a minha comida (orgânica, integral e feita com algum critério em azeite de oliva extravirgem orgânico) a qualquer outra opção, até porque, na maior parte do tempo e sem uma boa marmita, a gente não tem escapatória. Na verdade, por força do trabalho e anteriormente da faculdade, comi grande parte da minha vida em bandejão e restaurantes a quilo, o que me deu disciplina e boa vontade para sempre contornar quaisquer limitações.
Você pode comer bem sempre, tendo ou não uma super cozinha, sem precisar de microondas e congelados caríssimos.


Dicas de quem sobreviveu bem: 
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O trio ternura: cheiro verde e quaisquer outras ervas picadinhas sempre a postos na porta da geladeira. Para colocar em tudo, hortelã vai até nas frutas e sobremesas. Estraga rápido, o que te obriga a usar. Compre na feira orgânica, deixe de molho em água com vinagre, escorra e armazene o mais seco possível. Aguenta 1 semana.
O manjericão de sempre vira pesto e aparece mais abaixo em várias receitas.






Suco verde, estraga rápido e, por ser geralmente orgânico, você morre de pena de deixar de lado para pedir pizza. Então, acaba tomando e a pizza só é comida na rua com os amigos, muito raramente. Melhor assim.













Iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural, alimenta, sustenta e complementa pratos doces e salgados, até comprados na rua, fazendo as vezes de coalhada seca. Com 1 colher de sopa de mostarda l´ancienne é dos melhores molhos para salada verde.
Na foto  acima com caqui, abacaxi e manga, na foto abaixo, incrementando um kibe de forno comprado no restaurante árabe do Largo do Machado. Acompanha refresco da compota de goiaba diluído em muita água. A receita dela vem abaixo em banana. É uma boa manter essas frutas cozidas como base de refresco, não estraga e rende muito mais do que o suco, é como ter um xarope sem açúcar na geladeira para de vez em quando. O ideal é não beber nada durante as refeições e, se beber, que seja água. Mas no calor, não é fácil encarar qualquer comida.



Fazendo Iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural, passo a passo no link. E é muito mais fácil do que picar e higienizar as frutas da saladinha de caqui acima. Paninhos lindos em croché feitos pela Mafê Senger.



















Os comes:

Gazpacho Andaluz, é claro. Minha obsessão.




Açorda alentejana com batata baroa previamente cozidaA receita da açorda está linkada, essa ficou mais gostosa porque levou batata baroa amassada. Com pão do Bento caseiro 100% integral  e manteiga orgânica.








Sopa fria de kefir e pepino orgânicos. Não precisa de mais nada, nem sal e azeite.














Saladas: lindas, frescas, orgânicas, variadas e maravilhosas.
Em sentido horário, capim limão e hortelã, chicória frisée, manjericão, espinafre, couve e rúcula. Mangas, bananas, limão galego e gengibre orgânicos.









Almoço rápido: pão do Bento caseiro 100% integral , manteiga orgânica,  presunto cru caseiro de D. Maria, salada verde mista orgânica e limonada de galego orgânico.




Salada verde orgânica com azeitonas, grão de bico cozido al dente com pesto caseiro tradicional de manjericão (em agrião também é delicioso) e pão do Bento caseiro 100% integral.



Mix de saladas com pão do Bento caseiro 100% integral: Raita de tomates orgânicos em iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural, cogumelos no vinagrete de cebola, salada de grão de bico com pesto caseiro tradicional de manjericão (em azeitonas também é delicioso) e castanhas de caju muito crocantes.
Para humilhar: junte Guacamole







Almeirão roxo, na salada com radicio ou refogado num fio de azeite "à mineira". Para outros vegetais improváveis à mineira, as fotos estão todas na postagem da Feira de Orgânicos do Flamengo, quando eu morava no bairro.





Salada de radicio com rúcula e cheiro verde orgânicos, pura ou em Sanduíche crocante de salada fresca com a salada de grão de bico cozido al dente com pesto caseiro tradicional de manjericão (em coentro também é delicioso).
Outros molhos bons: maionese de cenoura ou inhame





Preparando o grão de bico na panela elétrica. Da mesma maneira adotada nas minhas panelas de barro. Deixe de molho de um dia para o outro com um pouco de kefir de água ou limão. Escorra e leve a ferver. Ferveu, apague o fogo (ou tire da tomada, se for elétrica) e escorra. Despreze essa primeira água cheia de gases, que, se não forem pelo ralo, vão para a sua barriga.
Leve a ferver de novo em água limpa com cravo, louro, folhas de algas marinhas, etc.























Fervido, com água evaporada naturalmente e ponto al dente. Reaproveite a folha de algas marinhas em refogados.





Ovos caipiras mexidos com tudo, nas fotos: bacalhau com alho e pimenta calabresa, frango defumado com cebola orgânica e açafrão da terra orgânico da Cúpula dos Povos da Rio+20  ou ramas de cenoura orgânica com manteiga orgânica: Não tente fazer omelete, cola no fundo. É o mesmo esquema da Couve chinesa com ovos sautée.






Ceviche de tudo e caviar doméstico em ovas de tainha, anchova e até sardinha norueguesa. Reaproveite o sal para preparo de feijão. Já faço com sal grosso porque é mais fácil de coar.










Falafel de qualquer feijão, que eu não frito em bolinhos, mas formo hambúrgueres e grelho num fio de azeite na sanduicheira. Os da foto, em grão de bico, levam também cenoura, alho, todos os verdes possíveis e claro, sal, pimenta, cominho, gengibre...






Entre 2 sardinhas frescas temperadas com limão



Curry com pimenta calabresa e açafrão da terra orgânico da Cúpula dos Povos da Rio+20 de frango orgânico em leite de coco, cebola orgânica e a base que você escolher. Na foto, é o Requeijão caseiro tipo catupiri de D.Maria , mas poderia ser o iogurte natural caseiro de leite orgânico e fermentação natural ou qualquer creme de raízes (aipim, inhame, batata baroa, abóbora). E o frango pode ser trocado por cogumelos. Cozinha tudo junto, sem preparação. Acompanha bolachas de arroz macrobióticas.




Bacalhoada de batata doce com cebola, ervas finas, pimenta rosa e alecrim fresco. Tudo orgânico, exceto o bacalhau, que era em lascas - os restos das postas.









Cuscuz marroquino, basta adicionar água quente ou água quente com suco de laranja em partes iguais.












A excentricidade, arraia cozida com batata cenoura orgânica como moqueca. É bom, mas não fica bonito. Não fotografei depois de pronto. Batata cenoura é difícil de encontrar até nas feiras orgânicas, lembra um cruzamento da batata doce com a cenoura. Arraia é muito barato - esse pedação, que mais lembra uma barbatana de tubarão branco, custou R$3,00. Na panela elétrica simples, é claro. E não coma barbatana de tubarão.







E não é que a panela elétrica também fez arroz!


Mania minha de muitos anos, armazeno meu arroz integral cateto vermelho biodinâmico comprado a granel  com quinoa. Como não suporto o gosto e até o cheiro da quinoa, cozinhando junto do arroz, o sabor e aroma dela desaparecem - foi a minha saída quando fiz a dieta vegana orgânica, integral e sugar free, que curou meus ovários policísticos. Se não guardar na geladeira, deixe um ramo de louro para não dar bicho.


Arroz integral cateto vermelho biodinâmico comprado a granel (com quinoa), grão de bico al dente e couve. Cozinhei o arroz normalmente com o grão de bico, que já estava cozido. Temperei com o sal grosso do caviar doméstico e pimenta fresca. Juntei ervas finas depois e a sala toda ficou cheirando.





















A couve só entra depois de pronto para não escurecer, o próprio calor do arroz já a deixa tenrinha. Um fio de azeite extra virgem por cima.












No dia seguinte: salada fria de arroz com grão de bico, couve, frango orgânico previamente cozido e desfiado e os verdinhos da porta da geladeira em profusão.






Arroz à moda da roça. O mesmo arroz integral catete vermelho biodinâmico comprado a granel (enriquecido com quinoa) faz a receita da comida mineira que nos mata de prazer em arroz branco.

Linguiças caseiras de D. Maria refogadas em muita cebola orgânica. Reserve.



Na panela ainda engordurada, acomode a batata doce orgânica inteira (eu cortei a base para facilitar).



Arrume nas laterais as linguiças, o arroz cru, mais cebola crua e tempere a gosto.



Cubra com o dobro da quantidade de água usada normalmente para fazer o arroz. Para cada xícara de arroz, use 4 de água, a batata vai absorver tudo.



Não mexa e deixe cozinhar assim mesmo. Há quem vire a batata no meio da coisa, eu não tomo nem conhecimento. O vapor faz o trabalho. Sirva com um fio de azeite por cima!







Você também pode fazer de modo mais simples, sem refogar a linguiça e cozinhando tudo junto com a batata e a linguiça já picadinhas. Mas não chega aos pés. As fotos abaixo não me deixam mentir.
Acompanhado do restinho da farofa de pequi do Cerrado, comprada na Cúpula dos Povos da Rio+20 (enriquecida com cenoura crua ralada). Para beber, kefir de água com limão.

























Arroz de lentilhas. O mesmo arroz integral catete vermelho biodinâmico comprado a granel (enriquecido com quinoa), lentilhas, cebola orgânica e a folha de algas marinhas. Cozido simples, sem muitos temperos. Trocando a lentilha por feijão de corda, vira Baião de Dois.
Para cobrir com fiozinho de azeite e comer com as saladas verdes.








Nos primeiros dias, quando nem panela elétrica havia:

Melhorando um frango de padaria:



Sanduíche de frango no pão francês integral, com molho de mostarda l´ancienne sem açúcar, a raspa da geleia de hibiscus do Cerrado, comprada na Cúpula dos Povos da Rio+20 e os verdes da porta da geladeira em profusão. Acompanhado de suco de maracujá com couve orgânica.



Desfiadinho na farofa, com salada de azedinha orgânica e pimenta biquinho



Melhorando a pizza de berinjela em massa fininha de forno a lenha e o salpicão do supermercado:



A pizza levou pesto caseiro tradicional de manjericão (em tomate seco também é delicioso), pimenta biquinho, azeitonas e um pouco dos queijos de D. MariaAcompanhou a salada de azedinha e rúcula orgânicas.


Melhorando o salpicão do supermercado. Com todos os verdinhos da porta da geladeira, muita cebola e cenoura crua orgânicas, muito azeite também orgânico, algumas azeitonas e passas orgânicas. Não precisa de mais maionese. Junte maçã se gostar.






As sobremesas: 

Banana assada na sanduicheira, não tem coisa mais simples. Polvilhe canela da China, junte castanhas de caju, coco ralado... Outras frutas possíveis na grelha: pêssego, nectarina, maçã, abacaxi, figo, carambola...



Doce de banana simples, receita que aprendi com Sônia Hirsch em seus livros e também citada no Sugar Blues. Normalmente faz-se na panela de pressão, fiz na panela elétrica comum e deu certo também. Receita: banana, água para cobrir, paus de canela da China e cravos inteiros, 1 pitada de sal para puxar a frutose. Com frutas secas, como damasco e figo, vira geleia. Com outras frutas também polpudas, como maçã, manga, mamão, abacaxi, pêssego, nectarina, caqui e goiaba, vira compota sem açúcar. Para fazer xarope, bata a compota no liquidificador com muita água e congele, dilua em mais água quando for beber. Fermente em kefir para um refrigerante caseiro e sem sacarose alguma.

Antes

Depois 


Doce de banana cremoso na panela elétrica. Muito simples, basta cozinhar as bananas com o que você tiver disponível. Na foto com: leite de coco caseiro, rapadura, amêndoas, nozes, tahine, manteiga orgânica, cravo, canela da China e mais coco ralado e passinhas orgânicas. Feche a panela e deixe até ficar do seu gosto. Com maçã, batata doce e abóbora também é gostoso.























Sorvete de mamão com maracujá (ou abacaxi ou amoras). Bata um grande mamão vermelho com uns 200ml de sumo de maracujá e digamos umas 2 colheres de sopa de melado. Vai ficar bem grosso, quase uma papa. Congele e veja como ele fica no dia seguinte!
Nunca fiz com caqui, mas imagino que atinja o mesmo ponto. Abacate também dá o maior pé! Banana e manga, se picados e congelados previamente, rendem ótimos sorvetes também. 


Sorvete de cupuaçu da roça em base de inhame orgânico da feirinha. Eu tomei um sorvete de juçaí (o açaí da palmeira juçara da Mata Atlântica) na Rio+20, ele aparece aqui no blog até, era divino e basicamente só levava a polpa do juçaí e um pouco de mel silvestre orgânico. O cozinheiro me deu o segredo: ele colocava 1 inhame cozido para cada litro do juçaí. Mas ele tinha uma incrível sorveteira industrial do tamanho de uma máquina de lavar roupa, imensa e com capacidades hipercongelantes, que eu não tenho. Então, quando eu consegui a polpa de cupuaçu abaixo, bem pedaçuda, decidi aumentar a quantidade de inhame e deu certo!
Medidas aproximadas: 2kgs de polpa de cupuaçu (da pedaçuda, a líquida só presta para suco, essa polpa aparece aqui em 2 postagens, a específica sobre o Cupuaçu e a das Compras Orgânicas da Tijuca), 1kg de inhame cozido, 1/2kg de melado de cana, 200ml de água, cardamomo a gosto. Outras frutas possíveis: graviola, bacuri, taperebá, açaí, grumixama e todas as frutas de polpa grossa e sabor pronunciado.







No dia seguinte!



Pavê integral de castanha do Pará com iogurte orgânico caseiro de fermentação natural. Essa receita é muito antiga aqui no blog e eu mesma nunca havia fotografado o feitio. Eu faço adaptando, o que as fotos abaixo explicam melhor. É simples, levinha e deliciosa. Boa para fazer de véspera e deixar no congelador. Sem fogão, comprei os cookies e geleias prontos, orgânicos no caso dos cookies e sem nenhum aditivo no caso das geleias. Juntei castanhas orgânicas na base, cobri com melado e fiz o acabamento do creme em iogurte caseiro orgânico também.
Mas você encontra dezenas de receitas de geleias caseiras, bolos e afins em rapadura e melado, a ferramenta de busca te ajuda.



A base do pavê em biscoito integral orgânico e castanhas orgânicas triturados na colherada, polvilhe canela para dar um toque quente.



Cubra com a geleia do sabor escolhido.



Adicione um fio de melado de cana se não usar geleias caseiras em rapadura:



Cubra tudo com o iogurte caseiro de fermentação natural (decorei com manga fatiada) e leve a gelar.




O iogurte endurece e o biscoito vai ficar muito molhadinho!




Fazendo na geleia de laranja (gostei mais, prefiro tudo que é cítrico):



Decorei com canela da China, combinou também. Da próxima vez, faço adicionando umas frutas frescas entre a geleia e o iogurte, vai combinar também, a manga ficou especial.




Torta mousse de damasco crua. É uma adaptação de outras receitas, usei a massa da torta crua de tâmaras com castanha do Pará, cobri com uma geleia de damasco crua e levei a gelar. Bom e muito levinho. Na foto com coco ralado grosso.






















Lanches, visitas esperadas e inesperadas:



O lanche favorito de minha falecida avó portuguesa, 1 fatia de queijo entre a banana. O queijo é da canastra, a banana orgânica e a canela da China foi ideia minha. Dizia minha avó que esse lanche era bom para comer no meio da tarde, quando batia a fominha antes do jantar. Defendia que alimentava, mas não engordava como pão, biscoito, doces e outros beliscos.








Um dos meus lanches favoritos, saladinha de caqui orgânico da feira do bairro com queijo de Minas orgânico do supermercado.

















Sacanagem, foi moda nos anos 70 e o nome é esse mesmo. Com tâmaras e azeitonas compradas a granel e os queijos de D.Maria. Chame de espetinho ou stick se preferir.






Requeijão caseiro tipo catupiri de D.Maria com pesto caseiro tradicional de manjericão (em agrião também é delicioso) no pão do Bento caseiro 100% integral e um vinhozinho que ninguém é de ferro.












Pamonha salgada. Por salgado, entende-se sem açúcar, não é de sal. Quando encontrar, compre, está cada vez mais difícil, tudo é muito doce hoje em dia. Eu mantinha congelado para poder ferver e comer com melado, huile de noixcanela da China, coco ralado...











Pé de moleque feito 100% na rapadura, comprado na barraca tentação da feira da rua. Os outros doces abaixo são lindos, mas todos açucarados, eu ficava no único de rapadura e não me arrependi, tenho o mesmo hemograma desde a adolescência.
Os pés de moleque são imensos, quebre e sirva com café orgânico com cardamomo e sem adoçar. Combina muito.











Para carregar na bolsa e não comprar porcaria na rua:

Banana Passa, Castanha do Pará e, a delícia das delícias, amêndoas obtidas pela semente do cacau (tem gosto daqueles chocolates 99,9%). Tudo orgânico e sem açúcar.























Algas marinhas secas, um cracker do fundo do mar. Vi que existia em doce e salgado, preocupada com açúcar, só li o rótulo da doce. Não tinha e, como era adoçada em caldo de cana, levei. A versão salgada era açucarada (???). Fica a dica.




Crespinhos de gergelim, girassol e linhaça - como barrinhas de cereal, mas sem cereal. Algumas são em mel outras em melado.



Cookies, frutas secas e castanhas orgânicas em geral. As opções que eu menos curto.



Frutas secas a granel. Essas bolinhas que lembram bolas de volei em miniatura são maçãs desidratadas inteiras! O morango e o kiwi levam açúcar, provei e não comprei mais. Versões de frutas mais polpudas, como mangas, pêssegos, abacaxis, bananas, caquis, figos, damascos e ameixas, geralmente não são açucaradas e valem a pena ter sempre como lanche.





As bebidas:

Águas aromatizadas, leites vegetaischás gelados, refresco de capim limão e claro uma quantidade de vitamina de abacate que teria enchido a piscina olímpica do Júlio De La Mare. 





Smoothie de morango orgânico com mirtilo em água de coco, porque todos amamos as frutas vermelhas





Uvas verdes, rubis e em todas as suas configurações possíveis. Por que? Porque eu adoro. Pena que ainda não exista da orgânica a venda aqui no Rio.









Beterraba com cenoura e gengibre (orgânicos) nas jarrinhas. No jarrão, o restinho do refresco de mamão vermelho com maracujá, que é quase um vício para mim.









Uva verde com mirtilo, ficou escuro, mas bom.








Limonadas de xepa, todas as folhas que não tinham mais serventia, acabaram no liquidificador com muita água e meio limão galego orgânico (que é mais barato nas feiras do que o convencional do mercado)

Limonada suíça de limão galego orgânico com folhas da beterraba orgânica. Cor de açaí e espuma de cerveja preta.






















Limão galego, couve, gengibre e um restinho de cenoura que não deu nem para a salada. Tudo orgânico.


Os caules do morango orgãnico não foram para o lixo e, somados às ramas da cenoura também orgânica, viraram limonada de limão galego com um dedinho de gengibre orgânico.






O que não saiu nas fotos, mas fazia sempre: todos os caldos, especialmente em feijão e abóbora, as sopinhas rehab e uma receita nova ainda não fotografada por falta de tempo, a paleoqueca de banana que vive nas páginas badaladas do Facebook.
Assim: bata 2 bananas com 1 ovo caipira, faça panquecas na chapa. Sem glúten nem lactose. Eu colocava chia, canela e coco ralado. Alguns marombeiros colocam até Whey Protein. Quando voltar a comer normalmente, faço, fotografo e posto.

O que não fiz por puro esquecimento: Cheesecakes crus, patê de fígado, panqueca integralbebidas quentes de inverno (como capuccinos, chocolate quente e afins), Nutella caseiracreme de espinafre, sorvete semifreddo...

O que não deu para fazer: pães de raízes, pizzas, pão de queijotortillas, milanesassouflée de milho com queijo de cabratapioca e os bolos integrais e de chocolate.


O forno solar que não aparece nessa postagem, mas rendeu umas brincadeiras na primeira semana: Comendo a ração que vende - parte 04: forno solar




Todas as fotos são minhas e relacionam-se às comidas mencionadas nas respectivas receitas descritas ou linkadas à postagens anteriores daqui do blog. À exceção da primeira e da última, foram todas feitas na minha casa antiga, de sala branca e cozinha bege - a casa nova é exatamente o oposto.
Abaixo, meu café da manhã favorito aos domingos, em pé na feira, com tapioca de banana com coco, bolo de milho verde ralado, café preto e o suco de caju vermelho fresquinho.







Mais informação:
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