quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Boa Ação de Natal: Dê um destino nobre ao seu 13º, doe uma parte

Todos nós temos obrigações, alguns mais, outros menos. Mas das contas ninguém escapa.
Quando entra o décimo terceiro, muitos respiram aliviados e aproveitam para quitar um cartão de crédito, renovar o seguro do carro, etc.

Se não estiver encalacrado, doe uma parte. Se estiver com a vida que pediu à Deus, doe uma  boa parte ou mesmo tudo.
De qualquer forma doe, use um dinheiro extra no seu orçamento para fazer alguém feliz. O Espírito Natalino que tentamos ensinar às crianças trata disso: altruísmo e generosidade.

Para lembrar sempre: Natal não é sinônimo de shopping, cidra, panetone e tender
O aniversariante foi um rebelde em seu tempo, rechaçado pelo Império vigente (Romano) e que escolheu viver cercado de prostitutas, pescadores, marceneiros e outros membros menos cotados da sociedade em que nasceu. Condenado à morte mais humilhante, espancado pela "polícia" e o povo quando consultado, ainda escolheu salvar em ladrão violador de mulheres em seu lugar.
Um rei, cujo nascimento pobre foi acompanhado pelos animais da região e que recebeu como primeira visita, 3 magos guiados por uma estrela em noite escura do deserto.

As melhores coisas da vida não são coisas. Você não precisa de mais bugigangas, precisa de um mundo mais justo. A angústia e solidão que tenta aplacar comprando coisas que não precisa com um dinheiro que não tem para ser aceito por pessoas que nem sabem que você existe, sequer existiria numa sociedade mais fraterna e igualitária.

Fiz meu dever de casa e doei em forma de ração veterinária à Sozed, abrigo para cães e gatos do meu bairro. A Sozed está listada na barra lateral de sites que valem a visita e citada no guia orgânico do bairro linkado abaixo.

Não conhecia o abrigo e aproveitei para ir entregar pessoalmente. Valeu a pena, vi que meu dinheiro teve um destino justo, os animais são muito bem tratados e fui bem recebida por gente que adora o que faz, ainda que voluntariamente.

As compras empilhadas na calçada da loja em frente à Sozed e a equipe atravessando a rua para entregar. Não levou 5 minutos.



A sede da Sozed e Maria, que me recebeu com muita simpatia numa manhã de sábado, segurando uma das latas de ração renal doadas.



Um dos donos da casa verificando os presentes recebidos e o gatil.




Eles só querem carinho.
















Os animais idosos precisam de mais cuidados, mas em compensação não fazem bagunça.



Se nunca adotou um animal, visite um abrigo e tire um vira-lata da rua. Há mais cães e gatos do que pessoas no mundo e não há lares para todos. Cada animal adotado do abrigo, é uma vaga que se abre para que outro seja resgatado da rua.

Se não puder adotar, apadrinhe. Mantenha financeiramente um animal já instalado nos abrigos e diminua as despesas deles com um valor irrisório para o seu orçamento.
Você pode inclusive apadrinhar e levar para casa apenas nos finais se semana, como pais divorciados com guarda compartilhada.

Se já tiver animais em casa, castre todos. Um casal de cães gera até 80.000.000 de filhotes em uma década. A gente sabe para onde vão os filhotinhos dos nossos, mas e os filhotinhos deles? E os filhotinhos dos filhotinhos dos filhotinhos???

Se quiser doar para qualquer Instituição de natureza distinta, mas não sabe se são sérios e se seu suado dinheirinho pode vir a ser extraviado para fins menos lícitos, doe cestas básicas. Eu doei ração e itens de higiene, a cesta básica da Sozed.

Se estiver sem um centavo e não puder doar nada, separe os jornais do prédio, recolha essa pilha pesada e leve nos abrigos de animais. Lá, precisam muito do jornal que você joga no lixo.

Doe seu tempo, vá ajudar na Festa de Natal do Orfanato ou Asilo mais próximo. Os moradores sempre esquecidos pelo mundo externo, vão adorar a visita.


Os vira-latas lá de casa:
Olímpia
Margarida
Pipa



De acordo com a Lei 14483-SP, animais devem estar CASTRADOS antes de doação ou venda. "A castração previne tumores e evita doenças e comportamentos inadequados ao convívio com pessoas e outros animais."

Atente que em 1800, havia somente 20 raças de cães. Durante a 1ª Guerra Mundial já eram 70 e hoje são cerca de 400 raças diferentes. Em 100 anos, reduzimos o cérebro do buldogue, encurtamos as patas do salsicha e turbinamos as orelhas do bassê. Essas mudanças deixaram sequelas: um em cada quatro cães sofre de alguma doença genética e eles têm mais câncer do que os humanos.
Nós criamos essas raças por vaidade, como um resquício nazista numa sociedade supostamente perfeita do ponto de vista genético





Mais boas ações de final de ano:
Natal Sustentável
Boa ação de Natal: Papai Noel dos Correios
Boa ação de Natal: O Natal Azul do Dr. Veit
Boa Ação de Natal: Cartões de Natal pintados com a boca e os pés
Boa ação de verão para o ano todo: deixe água para os animais de rua
Boa Ação de Natal: Anistia Internacional: cartões de Natal pela liberdade de expressão



Mais informação:
Natal Sustentável
Microchipei meus cães
Porquê castrar seu animal de estimação
Comprando orgânico, justo e local na Tijuca

sábado, 24 de novembro de 2012

Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"

Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido. A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização". Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.

A indústria produz barato e descartável para que você compre barato e descartável cada vez mais.
"dinheiro que você não tem, para comprar coisas de que você não precisa, para impressionar por pouco tempo pessoas com quem você não se importa.", Tim Jakson

Por outro lado, o conceito marxista de que a quantidade levaria à qualidade se provou ambiental e socialmente ineficaz numa sociedade de consumo. As nossas reservas de metais, madeira e água não estão aguentando tanta demanda, que precisa de combustível fóssil na logística de transporte e cujo resíduo é descartado rapidamente sem qualquer critério.




Seu computador quebrou de novo. Há uma conspiração da indústria para que ele seja descartável? Especialistas ouvidos pela SUPER dizem que não, pois isso queimaria a imagem da marca. Mas há outro lado: para deixar produtos baratos, é preciso cortar custos e, com isso, a vida útil dos produtos.


A corrida para o lixo
Quanto tempo produtos durariam se não fossem trocados ao parecer obsoletos?

Isqueiro - 5 meses
É o quanto vai durar se o fumante queimar 20 cigarros ao dia. São 3 mil chamas - "idênticas à primeira" -, segundo a fabricante Bic. Mas a questão é: quem conhece alguém que não perde o isqueiro antes de acabar?

Lâmpada fluorescente compacta - 1 ano
Segundo fabricantes, as lâmpadas fluorescentes compactas aguentam de 5 mil a 10 mil horas, mas, num teste do Inmetro, 7 em 11 marcas queimaram antes de completar 2 mil horas. Já as incandescentes não passam de mil horas.

Tênis - 1 ano, se andar 1,5 km por dia
Um tênis aguenta em média 800 km - o equivalente a ir e voltar de São Paulo ao Rio de Janeiro a pé. Depois disso, a sola perde a resistência. Mas isso depende de seu peso, de onde caminha e se você corre ou anda - e do tênis, claro.

Smartphone - 3 anos
Sim, ele vai aguentar mais. Mas depois de 400 a 800 recargas, sua bateria vai durar cada vez menos. E, antes de arriar de vez, o processador do celular não dará mais conta de aplicativos mais novos.

CD/DVD - 5 anos
É comum essas mídias começarem a dar problema pela deterioração do material e pelo mau acondicionamento - umidade, sujeira, poeira, calor excessivo e fricção. Melhor salvar no hd? Nem tanto - seu risco de quebra também aumenta após os 5 primeiros anos.

Geladeira - 20 anos
Com o tempo, o motor começa a falhar. Hoje, são baratas o suficiente para comprar outra mais moderna em vez de levá-la para conserto. E você poderá ter a que filtra água, faz gelo ralado e acessa a internet.

E as geladeiras de antes? Elas não duravam a vida inteira? Não, diz Renato Giacomini, coordenador do curso de Engenharia Elétrica da FEI. "Elas tinham problemas mecânicos, enferrujavam, e a gente tinha de mandar consertar."

Carro - 20 anos
Tudo depende do uso e da manutenção. Aos 10 mil km é o filtro de ar. Aos 20 mil km, as velas. A partir dos 40 mil km, os amortecedores e pneus, se o carro for sofredor. Mas é entre os 100 mil e 150 mil km que começam os problemas sérios.

As trocas começam já entre 3 e 5 anos de uso, bem antes de o carro começar a dar problema de fato. Uma razão para isso são os redesenhos anuais, que fazem o carro perder a cara de "modelo do ano". Outra é bem simples: evitar manutenção.

Televisor LCD/LED - 25 anos, ligado 8 horas por dia
Depois de 75 mil horas de uso em condições ideais, a luz de fundo (backlight) começa a escurecer até queimar. Dá para mandar consertar, mas até lá, já terá virado peça vintage. Como a tv de tubo nos tempos de hdtv.

Livro - 50 anos. Ou séculos.
Livros de bolso são feitos de papel-jornal, ficam com páginas amareladas e quebradiças. Afinal, não são feitos para sobreviver numa estante. Já os de papel bom duram mais de século. O problema é o manuseio, que leva a problemas na encadernação.

Numa biblioteca, os livros aguentam até 35 empréstimos. Mas, se ficarem longe das mãos dos leitores, duram bem mais. O manuscrito mais antigo da Biblioteca Nacional, por exemplo, tem 10 séculos.

Nem vale consertar
Eletroportáteis ficaram tão baratos que o conserto pode sair mais caro do que um novo

TORRADEIRA
Novo - R$ 90
Troca de resistências - R$ 120

ASPIRADOR
Novo - R$ 150
Troca de motor - R$ 120

BATEDEIRA
Novo - R$ 100
Troca de motor - R$ 65

LIQUIDIFICADOR
Novo - R$ 100
Troca de motor - R$ 55




As soluções para o problema já existente:

Meio ambiente e sustentabilidade: ação conjunta inicia recuperação do lixão

O projeto de revitalização do espaço usado como depósito do lixo doméstico, na Estrada Alzira. O espaço será cercado, aterrado e arborizado. A previsão é que os trabalhos levem um mês para ser executados. Mil mudas de espécies nativas como ipê e jatobás serão plantadas no local. O projeto de revitalização conta com o apoio das Secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e da Embrapa.
 Em média, diariamente 89 toneladas de lixo são recolhidas em Sinop, chegando a 2.314 mensais, com 26 dias de recolha/mês. O local vem sendo usado há mais de dez anos para depósito. O projeto de revitalização será executado em etapas. Primeiramente um hectare será recuperado.  As secretarias envolvidas na recuperação iniciaram um trabalho para a elaboração do projeto de aterro sanitário que possibilitará a recuperação de toda a área, já que os resíduos sólidos serão destinados a local com adequadas condições para recebimento.

O plano contempla 31 metas, ente as quais estão recursos na ordem de R$ 10 milhões para a construção de um aterro sanitário, recuperação de áreas degradadas, implantação da coleta seletiva de lixo, de cooperativas de catadores, prevendo a correta destinação. “A partir de novembro as linhas de crédito da Caixa Econômica e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para obtenção de recursos estarão liberadas e o município irá buscar as duas linhas para ver em qual será possível obter recursos e executar o projeto”, explica Aumeri.
Entre as ações imediatas de revitalização está também a destinação de um novo espaço para o depósito de resíduos sólidos como galhos de árvores e sobras de materiais de construção plenamente adequado á legislação. “O espaço está sendo viabilizado e nos próximos dias faremos reuniões com jardineiros e podadores para discutir o assunto. A gestão municipal está comprometida em adequar, recuperar e revitalizar áreas degradadas”, finaliza o prefeito.


Entre Rios do Oeste será o primeiro do estado a ter suprimento de biogás canalizado

O município paranaense Entre Rios do Oeste, com cerca de 3,8 mil habitantes, será o primeiro do estado a ter suprimento de biogás canalizado. Cerca de 80 km de tubulação vão interligar biodigestores localizados em propriedades rurais aos pontos de consumo.

O sistema poderá contar inclusive com oferta de GNV para abastecimento da frota pública. Também está prevista a instalação de geração elétrica com 1 MW de capacidade. O projeto está orçado em cerca de R$ 17 milhões, com recursos a serem pleiteados junto ao BNDES.

A Itaipu Binacional oferece orientação e apoio técnico à prefeitura. A geradora tem interesse no sucesso da iniciativa porque a produção de biogás será viabilizada a partir do esterco disponibilizado pelas propriedades de criação de suínos, num total de 130 mil cabeças. A maior parte dos efluentes dessas granjas deságua hoje no lago da hidrelétrica.


Catadores de Gericinó discutem fechamento do lixão com prefeito

Um grupo de 240 catadores do aterro de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, se reúne no próximo dia 15 com o prefeito Eduardo Paes. Vão reclamar da ausência de um fundo de amparo, nos moldes de Jardim Gramacho. O lixão de Gericinó só recebe hoje uma pequena parcela de resíduos industriais. A maior parte do lixo doméstico da região já está indo para o aterro sanitário de Seropédica, onde há tratamento adequado.
- Com o fechamento do aterro, queremos discutir uma alternativa aos cooperativados. Gericinó está dentro do município do Rio, mas as soluções até agora só foram discutidas com Jardim Gramacho - diz Custódio da Silva, coordenador da Cooperativa de Catadorres de Materiais Recicláveis de Gericinó.

Fechado mais um lixão no entorno da Baía de Guanabara

O lixão de Guapimirim, na região metropolitana do Rio de Janeiro, o último dos 15 lixões situados às margens da Baía de Guanabara, foi interditado ontem (25) em operação coordenada pela Secretaria Estadual do Ambiente em conjunto com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Localizado em meio à vegetação de Mata Atlântica, com uma área de 60 mil metros quadrados, o aterro recebia diariamente cerca de 35 toneladas de lixo que contaminavam o lençol freático e os rios da região.
O secretário Carlos Minc explicou que a partir de agora, com o fechamento do lixão, os catadores que trabalhavam no local vão ganhar uma quantia equivalente a um salário mínimo e passarão a atuar em uma cooperativa organizada por técnicos do Inea, com o objetivo de iniciar uma coleta seletiva que ainda não existe no município.
De acordo com Minc, todo o lixo que era depositado em Guapimirim será levado agora para o aterro sanitário de Itaboraí, também na região metropolitana, que está licenciado para receber resíduos de diversos municípios. “É um aterro próximo, moderno e que nós licenciamos. É impermeabilizado, trata o chorume e capta o gás metano, um gás poderoso para o efeito estufa”, disse.
O catador de lixo Almir Leite da Silva, de 51 anos, que trabalhava há nove anos no local, disse que a partir de agora terá que procurar outro tipo de atividade para se sustentar. De acordo com ele, com os materiais coletados no lixão conseguia arrecadar, em média, de R$ 900 por mês.” Trabalhar aqui é sacrificado, é quente, mas infelizmente tenho que tentar alguma coisa. Tenho conhecidos que trabalham em obras. Vou tentar trabalhar com eles”, disse.
Maria Salete da Silva, de 49 anos, há dois no lixão de Guapimirim, manifestou sua esperança de uma vida melhor com o projeto da secretaria para os catadores. “Espero que esse novo projeto melhore a situação da gente. A gente dependia desse serviço para pagar as nossas contas”.
Desde o início deste ano, grandes lixões no entorno da Baía de Guanabara já foram fechados, como os de Gramacho, em Duque de Caxias; Babi, em Belford Roxo; e Itaoca em São Gonçalo.



O plástico, quem diria, está deixando de ser vilão ambiental e se tornando alternativa para projetos de construção sustentável. Telhas plásticas feitas de polipropileno puro, proveniente de materiais 100% recicláveis, garantem alta resistência, leveza e longa durabilidade a casas e edificações em geral. Essas são as características dos produtos da Plasacre, empresa de Rio Branco (AC), participante do Amazontech 2012 em Macapá.
“O projeto de nossa telha plástica foi desenvolvido pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) de São Paulo e é certificado pelo Inmetro, Falcon Bower e pelo IPT”, informa Camila Consolo, gestora ambiental da Plasacre. A telha de plástico reciclado da marca acreana é produzida no estilo romano e em sete cores: azul, vermelho, branco, amarelo, cinza, verde e translúcida. Um telhado feito com o produto inovador da Plasacre fica até 40% mais barato do que um com telhas tradicionais, segundo material promocional da empresa.
A Plasacre está no mercado há três anos. O empreendimento adquire resíduos de plástico de cooperativa de catadores de Rio Branco e remunera os cooperados com cerca de um salário mínimo/ mês. Eles coletam o material na unidade de tratamento de resíduos sólidos do aterro sanitário da capital acreana e das ruas da cidade.
A equipe da Plasacre, composta por 57 colaboradores, faz a triagem do material, separando apenas os resíduos de polipropileno.Todo o processo de transformação do material até as telhas plásticas é realizado na própria empresa, que conta com equipamentos importados e nacionais para executá-lo.
Além das telhas plásticas recicladas, a Plasacre produz mangueira para irrigação, conduite corrugado, caixa multiuso e mourão, do mesmo material. Tijolo ecológico, feito de sacola plástica, indicado para apenas para piso, será o próximo produto da marca. No momento, esse projeto se encontra em fase de teste, mas já foi patenteado.

Um relatório da organização ambientalista Greenpeace afirma que no ano passado os argentinos jogaram no lixo o equivalente a 228 kg de ouro, 1,7 mil kg de prata e 81 mil kg de cobre, por falta de reciclagem.
Segundo o Greenpeace, o material está presente em dez milhões de celulares que são jogados fora por ano no país, e que – para piorar – poluem a terra, o ar e a água.
O relatório chama atenção para um setor conhecido como mineração urbana, uma atividade muito pouco difundida na América Latina, mas que na Europa, no Japão e na Coreia do Sul está se transformando em um importante gerador de emprego e riqueza, comparável até à mineração tradicional.
Ouro inexplorado
Mineração urbana é a reciclagem de materiais de valor presentes em resíduos eletrônicos, como ouro, prata, cobre, platina, alumínio, aço, terras raras e até mesmo plástico.
O ouro é um dos diversos componentes de computadores e celulares devido às suas propriedades de condução e estabilidade.
Um estudo recente da Universidade das Nações Unidas no Japão estima que a fabricação de equipamentos tecnológicos receba o equivalente a US$ 16 bilhões de ouro e US$ 5 bilhões de prata. De acordo com a pesquisa, apenas 15% deste material é reaproveitado via reciclagem.
A proliferação de dispositivos eletrônicos e o curto período para que eles se tornem obsoletos geram milhões de toneladas de resíduos. O número de depósitos para lixo eletrônico cresce exponencialmente por ano.
A reciclagem ainda é limitada, mas alguns analistas acreditam que exista neste setor uma grande oportunidade de negócios.
Um estudo da empresa Frost & Sullivan destaca que a mineração urbana gerou US$ 1,42 bilhões em 2011. A expectativa – segundo o relatório “Oportunidades globais no mercado dos serviços de reciclagem de lixo elétrico e equipamento eletrônico” – é que este mercado alcance um valor de US$ 1,8 bilhões até 2017.
O mercado crescente é o dos países emergentes. Mas na América Latina, este tipo de reciclagem ainda é incipiente.




Já que a Black Friday é um engodo, onde se liquidam estoques encalhados ao mesmo preço anterior e para piorar a vida do consumidor (cidadão), as condições de troca e garantia são mais restritivas "afinal, foi comprado promocionalmente na Black Friday", repense seus valores, reveja se necessita comprar mais alguma coisa. Se o que está comprando "porque estão liquidando", além de desnecessário, pode te trazer uma dívida a mais, impactar ambientalmente em milhares de aspectos e até colaborar para a manutenção de um padrão social de subempregos e sucateamento de produtores locais.

A Reciclagem é um conceito apoiado num tripé: Recusar, Reutilizar e só então Reciclar.
Recusar a compra de algo novo é o primeiro gesto do consumo consciente.

O termo sustentável provém do latim sustentare (sustentar; defender; favorecer, apoiar; conservar, cuidar). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas".


Ninguém gosta de Black Friday, nem os americanos!
Leia mais sobre a aversão dos próprios criadores à ilusória "compra da felicidade":

Money ≠ Happiness. QED. The formula for human well-being used to be simple: Make money, get happy. So why is the old axiom suddenly turning on us?

Buying Happiness Can shopping solve our problems?


E aqui no Brasil: Procon-SP notifica empresas por 'maquiagem em descontos'





Quer fazer algo "Black" nesse fim de semana?
Que tal a Back2Black?
Evento gratuito com os maiores nomes mundiais da música negra. Mais inteligente do que passar horas num shopping lotado para levar um tênis "americano" caríssimo fabricado precariamente na China, que não é exatamente o que você sonhava e provavelmente sequer precisa.

Para ver a programação do Back2Black: 
O fino da Bossa: Com atrações inéditas, o festival Back2Black volta a sacudir a Estação Leopoldina


Para comer algo "black":
O simpático guia do Come-se sobre comidas pretas, todas antioxidantes naturais. Lá, também não gostam de "black friday":
Black Friday. Consciência Negra


Os filmes que se aprofundam na questão:
Lixo Extraordinário
Ilha das Flores e Estamira
The Story of Stuff Project: A História das coisas
The Story of Stuff Project: A História dos Eletrônicos



Mais informação:
Morro do Bumba
A Eco-ilha, ilha-lixão ou eco-barco
"Quem trouxe a fome, foi a geladeira"
"Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível"
Quais os truques do shopping para você comprar mais?
A praga da reciclagem artesanal: não é sustentável e é horrível
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Como funciona uma corporação e como o que você consome, implica nisso
A rede capitalista de 147 empresas que controla 60% das vendas no mundo
Metais em risco de extinção: meia tabela periódica em cada aparelho celular
Sem obsolescência programada e com garantia de 25 anos, mas não se encontra em lugar nenhum

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comendo a ração que vende - parte 06: ventiladores vintage



Eu não dormi na minha primeira noite na casa nova, como contei na postagem inicial sobre a casa nova, uma garrafa se espatifou no meu pé, eu estava gripada e havia me esquecido que casas (ou apartamentos de andar térreo) são mais propensos à mosquitos.
No dia seguinte, comprei correndo um ventilador. Escolhi a Black&Decker por ser uma marca tida como boa, o meu liquidificador é Black&Decker e aguenta os meus piores experimentos. Eles mereciam crédito.
Comprei com garantia estendida, já acostumada à obsolescência programada dos eletrodomésticos novos, mas com menos de 1 mês de uso o ventilador pifou, para piorar pifou na semana em que fez 44ºC.

Não entende porque os eletrodomésticos das nossas avós estão firmes até hoje e os comprados na semana passada não aguentam nem a garantia? Leia a postagem específica sobre eletrodomésticos retrô.

Corri então para a Rua do Lavradio no Centro do Rio, havia acabado de chegar em casa do Centro da Cidade, começava a escurecer e com medo de o comércio local já ter fechado, corri de volta para o centro antigo.
A Rua do Lavradio é uma rua da Lapa, bairro boêmio carioca, conhecida pelo mercado popular de antiguidades. Há uma postagem exclusiva sobre a Feira de Sábado na Rua do Lavradio, quando todos os expositores arrumam os objetos nas calçadas a preços mais baixos, como um grande Mercado das Pulgas. Todos os móveis de minhas muitas casas foram comprados lá, móveis de madeira de lei em segunda mão, para não derrubar mais nenhuma árvore e tampouco estimular reflorestamento por eucalipto do MDF.



Como não tenho ar refrigerado há 25 anos, comprei 2 ventiladores antigos em ferro, pesados e funcionando perfeitamente, pelo preço de um único ventilador novo. Um eletrodoméstico reciclado e mais forte do que os atuais em plástico.


A vendedora, uma moça claramente humilde a julgar pela letra do Recibo acima, estava fechando a loja quando entrei correndo. Ao me ver pedir logo de uma só vez 2 ventiladores, entendeu a situação e resumiu em uma frase o conceito sofisticado de obsolescência programada: "comprar dos modernos não dá, não dura nada".

Por hora, estou satisfeita com minhas aquisições. E felizmente a loja onde havia comprado o ventilador da Black&;Decker permitiu que eu trocasse pelo que quisesse, já me conheciam por ter trocado a panela elétrica que durou uma semana e aparece na postagem das mesas de bobina.
Levei um edredon levinho e caríssimo, item que considero indispensável comprar de primeira mão, mas que só vou usar daqui há uns 6 meses.












O tempo passou e peregrinando nas feiras de antiquariato da vida, comprei também um antigo circulador de ar. Ótimo para distribuir o ar pelo ambiente.















Eletrodomésticos antigos nem sempre consomem mais energia, minha conta de luz abaixo não me deixa mentir.





Mais informação:
Shopping dos Antiquários
O mito do reflorestamento de eucalipto
Comendo a ração que vende - parte 02: as bobinas do Camarão
Controle de pragas e pesticidas biodegradáveis para uso doméstico
A casa sustentável é mais barata - parte 05 (eletrodomésticos vintage)
Comendo a ração que vende (ou a mudança de uma blogueira sustentável) - parte 01: mesinha de cabeceira



Comendo a ração que vende - parte 05: lavanderia

A postagem de hoje apenas ilustra a lavanderia lá de casa, para receitas de produtos de limpeza caseiros pelo Instituto de Permacultura da Mata Atlântica, a postagem específica sobre a casa sustentável traz todas as opções e mais dicas do tempo da vovó para remoção de manchas, deixo linkado abaixo.

Quando comecei a escrever o blog, morava em apartamento antigo com grande área externa, como uma casa, essa área aparece na postagem sobre reúso de águas cinzas. Como havia grande necessidade de limpar o terraço diariamente em função dos cães, uma única cisterna era o suficiente e não havia tempo hábil de acumular água para futuras lavagens.

Uma leitora do blog deixou a sugestão de uma segunda cisterna justamente para separar a água da lavagem da água do enxágue. Na época, como mencionei, não havia a necessidade, mas quando mudei para o apartamento do Flamengo, a necessidade surgiu e a segunda cisterna foi adotada na lavanderia improvisada dentro de um banheiro.

É muito comum as pessoas pensarem que para adotar práticas sustentáveis é preciso morar em casa. Morar em casa, como hoje eu moro, ajuda muito. Mas o meu antigo apartamento era um loft moderno duplex e sem área de serviço. Arquitetonicamente lindo, mas inviável na minha modesta concepção.
Para adaptar minha lavanderia à então nova realidade, abri mão de um banheiro e não me arrependo.

Hoje, na casa nova do Maracanã, tenho 2 áreas de serviço e posso ter quantas cisternas quiser, mas a verdade é que qualquer um pode implantar o sistema da foto abaixo num banheiro de empregada ou aquele lavabo que se usa uma vez ao ano, basta se desfazer de louças e box, como eu fiz no antigo apartamento do Flamengo.
















Lá em casa, uso sabão de coco em pó biodegradável e o sabão líquido da Ecobril, a linha biodegradável da Bombril. No lugar do Cloro da Água Sanitária, água oxigenada comprada em quantidade em laboratórios, mais em conta do que os frascos pequenos da farmácia e uma única embalagem a ser reciclada.










Medidas sustentáveis que podem ser adotadas em qualquer residência:
1. Adoção de produtos biodegradáveis
2. Abolir secadora de roupas
3. Reutilizar as águas cinzas
4. Sal, limão, amônia e vinagre para remoção de manchas mais persistentes. Ferver a roupa com um pedaço de sabão de coco também ajuda. A postagem da lavanderia na casa sustentável traz todas as dicas que encontrei.






A cada batida, sua máquina de lavar gasta no mínimo 60 l. de água. O modo "mini-carga" enche a vazão com 30 litros para lavar e outros 30 para enxaguar. Usando a "carga máxima", o modo lavagem usa então 60 litros para outros 60 de enxágue num total de 120 litros que podem ser reaproveitados.

Essa água vai literalmente pelo cano (de esgoto), uma água doce, tratada e potável, com um resíduo mínimo de sabão. A água da lavagem e do enxágue pode e deve ser reaproveitada de diversas formas, tanto para novas lavagens na máquina, quanto para limpeza de cozinhas, banheiros e áreas externas em geral, normalmente limpas com mangueiras, desperdiçando mais água doce.


Se tiver um jardim com horta, a água do enxágue pode ser usada facilmente em irrigação por gotejamento.

Um forma muito inteligente de maximizar o potencial de reuso, é lavar primeiro roupa branca, depois a roupa de cor, então a roupa preta-vermelha (que larga tinta) e por último os panos de chão.
Adotando esse processo, a economia de água é de pelo menos 300 l. semanais em uma única unidade residencial.

E a água dos panos de chão, tradicionalmente imunda, vai servir ainda para lavar o piso como já descrito acima.

Cada cisterna da foto custa R$20,00 no supermercado, a mangueira acoplada custa em média R$5,00 nas lojas de ferragem. Mais barato do que o cesto da roupa suja.


É uma questão de hábito, fomos ensinados a deixar a água correr para limpar melhor, a fazer uma segunda batida com água quente na máquina de lavar depois que os panos de chão são lavados... Todo esse desperdício aparece no verão, quando somos então obrigados a pagar por caminhões pipa disponíveis aos que podem se dar esse luxo.

Para lembrar sempre: você lava a roupa, o piso e empurra as próprias fezes com a mesma água doce e tratada pela Companhia Pública de Abastecimento que alimenta o filtro da sua cozinha.

Sinceramente, torço pelo dia em que máquinas de lavar sejam obrigatoriamente reutilizadoras da própria água da lavagem para o enxágue, original de fábrica e fiscalizado pelo Inmetro como já são os eletrodomésticos com o uso inteligente da energia e que o Código Nacional da Construção Civil obrigue as edificações a adotar padrões de reúso nas tubulações de águas cinzas, ou que as mesmas sejam destinadas ao descarte das águas negras (esgoto).




Em tempo, biodegradabilidade é a medida de degradação de uma substância por microorganismos em um tempo determinado. Tudo é então biodegradável, até petróleo, só que a degradação do mesmo leva 400 anos. É uma questão de quantidade despejada (por nós) versus o tempo de resposta do planeta, cada vez mais saturado. 
"A natureza não se previne, se vinga", Einstein.
Para entender melhor o impacto ambiental dos nossos produtos químicos não biodegradáveis nos rios, mares e lençóis freáticos, veja a postagem homônima Biodegradável




Mais informação:
Reuso de águas cinzas na lavanderia
Pia cheia de louça suja não é problema, é solução
Consumo de água x Aumento da população urbana
A casa sustentável é mais barata: parte 09 (lavanderia)
A casa sustentável é mais barata : parte 12 (faxina e controle de pragas)
Comendo a ração que vende ou a mudança de uma blogueira sustentável - parte 01: mesinha de cabeceira

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Além do pré-sal, o mito da autossuficiência em petróleo




O que para o Brasil é considerada a última fronteira antes do espaço, no resto do mundo é uma forma de energia poluidora que deve ser subtituída nos próximos anos por energias realmente limpas, não impactantes e de produção mais co-gerida, se não autogerida. Da mesma forma que o texto abaixo nos lembra da ineficiência do agronegócio em detrimento da agricultura familiar, fazendas de vento e hidrelétricas de grande porte tampouco são a solução.
Sinceramente, se petróleo trouxesse benefícios socias, Campos do Goytacazes e Macaé (as capitais nacionais do petróleo) estariam em melhores condições.
Não existe prospecção de petróleo "verde", da mesma forma que um carro elétrico por brasileiro (ou movido a biodiesel transgênico) não é solução de longo prazo. Quem acredita que a prospecção não impacta deve se perguntar por que qualquer praia perto de porto é poluída, se barcos de pequeno calado poluem, embarcações imensas e em atividade mineratória impactam ainda mais.

Lembrar sempre: a agroindústria transgênica corporativa e poluidora não erradicou a fome (nem as pragas), as vacinas não erradicaram a mortalidade infantil, o boom imobiliário não trouxe mais opções de moradia e a autossuficiência em petróleo não baixou nem o preço da gasolina nos postos.


The Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil é um documentário que aborda como Cuba “sobreviveu”, ou melhor, precisou se adaptar radicalmente quando a União Soviética (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas-URSS) dissolveu-se. Assim, todos os subsídios, especialmente petrolíferos foram cortados, fazendo com que toda a agricultura cubana, até então petróleo e química-dependente (como a grande parte da nossa agricultura-agronegócio), tivesse que se modificar radicalmente sob a pena de não dar conta de alimentar sua população. Abordando a agricultura ecológica, a agricultura urbana, tal documentário se desenrola, fazendo uma grande crítica ao consumo e dependência do petróleo.
(...) pareceu que para a sociedade cubana a questão da agricultura não mais petro-dependente está tão introjetada, que não parece nenhuma novidade discutir tais questões com os estrangeiros que lá visitam.
A agricultura em grande escala, mecanizada e monocultural é totalmente petro-dependente e consumidora de insumos químicos, sejam estes fertilizantes/adubos (também derivados do petróleo) e agrotóxicos.
Claro que o bloqueio econômico, imposto à Cuba pelos Estados Unidos trás uma série de implicações e sanções para a população e o desenvolvimento local. No entanto, ouso dizer que por conta do pouco acesso ao petróleo, em parte sanado pelo solidariedade bolivariana da Venezuela, a agricultura cubana tem avanços importantíssimo visando uma sociedade para além do petróleo, para além da dependência desse ouro negro que degrada a natureza e explora as sociedades.
Alguns males, podem até vir para bem, veja o documentário e faça suas próprias conclusões.

Site Oficial do movimento com link para o filme: The Power of Community

Página do filme no Youtube: The Power of Community





O que aconteceria se ocorresse um vazamento no pré-sal das mesmas proporções que o recente vazamento de petróleo da BP no Golfo do México? A imagem acima tenta responder. Ela faz uma sobreposição do tamanho total da mancha de petróleo vazado no Golfo com o litoral brasileiro, mostrando quais unidades de conservação marinhas seriam atingidas – além de assustar qualquer um preocupado com as nossas praias.
A imagem é apenas ilustrativa, e sem fins científicos, mas ajuda a mostrar a dimensão do perigo que um vazamento no pré-sal representa. Ela foi apresentada nesta terça-feira (25) pelo Geólogo americano John Amos, que participa do VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), em Natal (RN).
Amos é Presidente da SkyTruth, uma pequena ONG de West Virginia que teve uma incrível ideia: usar a tecnologia de satélite, disponível para qualquer um por meio do Google Earth, para monitorar impactos ambientais, como os causados por exploração de petróleo no mar. A SkyTruth fez análises de manchas de petróleo em uma série de vazamentos, e foi a primeira organização a alertar para o maior acidente de petróleo do Brasil, o vazamento da Chevron na Bacia de Campos.





Para John Amos, vazamentos de petróleo vão acontecer, mais cedo ou mais tarde. Por isso é importante estar preparado. “Gostaria de acreditar que não vão ocorrer vazamentos no pré-sal. Mas como pode acontecer, o Brasil precisa estar preparado, ter os equipamentos necessários para limpar o óleo e priorizar as áreas protegidas que podem ser afetadas”, disse.
A dificuldade em se preparar para o pior ainda é grande. Uma das multas que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aplicou na Chevron foi devido a falta de equipamentos para controlar o vazamento. Além disso, a tecnologia para limpar petróleo está defasada – foi investido muito mais dinheiro em tecnologias para explorar óleo do que para limpar vazamentos. Amos acredita que o Brasil deveria assumir a liderança em desenvolver essas tecnologias. “Sei que a exploração não vai parar. Mas eu queria ver o Brasil liderando o desenvolvimento de tecnologia para limpar petróleo e prevenir acidentes, porque parece que essa liderança não será assumida pelos Estados Unidos”.

A pergunta que todo o proprietário de carro se faz constantemente no Brasil é a seguinte: Por que o preço do combustível é tão alto? Por que a nossa gloriosa gasolina é tão cara? Por que os nossos próprios vizinhos sulamericanos, que não produzem petróleo, têm preços de combustível mais baixos do que nós? Por que diabos é tudo tão caro por aqui?

O Brasil possui atualmente a segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobras. No ramo petroleiro, temos Eike Batista, um dos homens mais ricos do mundo. Além do petróleo, temos um mercado automobilístico em constante expansão e a um passo de se estabilizar como o quarto país que mais produz e vende carros em todo o mundo. Também somos pioneiros em combustíveis como etanol e biodiesel. Então?

Por que esse combustível é tão caro? Por que a gasolina é cara?

Ter carro é um pecado. Além de todos os impostos embutidos no preço do carro, que chegam a 29% do valor de tabela em um carro médio, e de outros tributos, como IPVA, ainda há aqueles que são pagos em uma série de serviços como abastecimento, troca de pneu, amortecedores, entre outros.

Mas, não foge do assunto. Por que o preço da gasolina é tão alto?

Quase 60 por cento (57,13%) do preço da gasolina é apenas imposto, segundo os especialistas. Mais da metade do preço do litro.

Quase alto suficiente em petróleo e com invejável cultura de cana de açúcar, por que um preço tão elevado? E o Brasil tem a gasolina mais cara do mundo.

E não é pouco não, os especialistas calculam que o preço do combustível esteja até 60% acima das cotações internacionais.

O que vocês acham da Petrobras exportar petróleo a um preço menor do que pagamos aqui no Brasil, enquanto nós, consumidores, temos que arcar com o valor altíssimo pela gasolina. Por que o preço não reduz? Até quando vamos comprar uma gasolina tão cara?

O Brasil é o único país do mundo onde a população não se beneficia pela riqueza de seus recursos naturais. Apenas os investidores internos, estrangeiros, o governo e poucos funcionários da estatal lucram com as riquezas minerais do país.

E como você explica o fato da Petrobras cobrar de outros países metade do preço que nos cobra pelo barril de petróleo? Para a extração desse petróleo que é exportado os custos são menores? Os bilhões de dólares de lucratividade trimestral obtidos pela Petrobras, os valores milionários gastos pela Petrobras com patrocínio de times de futebol inclusive na Inglaterra? Os cerca de cinquenta milhões de reais anuais pagos a titulo de conselho por “especialistas” em petróleo.

Por que os custos de produção da Petrobrás são cerca de 20 vezes mais que outros países produtores? Pois é o que pagamos a mais em média pelo litro de gasolina no Brasil. A Petrobrás vende a gasolina no Brasil e extraída no Brasil em média a R$ 2,50, como pode vendê-la na Argentina por R$ 1,60? A mesma gasolina extraída dos mesmos poços com os mesmo custos?

E olhem que os preços no norte do Brasil são ainda mais altos. Belém do Pará deveria reivindicar esse título: nós vendemos a gasolina mais cara do mundo. Que orgulho!

A Petrobras não é do governo. O governo federal tem só 37% das ações da companhia, mas tem 56% do voto, e como acionista majoritário, tem poder de decisão na empresa. Ou seja, a Petrobras é uma empresa como outra qualquer, porém controlada pelo Estado.

Mas, o preço da gasolina no Brasil é mais caro por causa da carga tributária.





Quem Faz a Festa?

No Paraguai, que não tem nenhum poço de petróleo, não tem pré-sal nem Petrobras, a gasolina custa R$ 1,45 o litro e sem adição de álcool. Na Argentina, Chile e Uruguai, que juntos, somados os três, produzem menos de um quinto da produção brasileira, o preço da gasolina gira em torno de R$ 1,70 o litro e sem adição de álcool.

E o Brasil anunciou que já é autossufiente em petróleo. Serve pra quem? Quem faz a festa?

Estamos pagando quase 3 reais pelo litro da gasolina. Realmente, só tem uma explicação para pagarmos tanto: menosprezo e desrespeito ao consumidor.

Já houve quem sugerisse um boicote aos postos da Petrobras. Como?

A verdade é que parece que a cada dia que passa o custo do etanol e da gasolina ficam mais caro para o cidadão, o que me indaga muito, pois, não somos um país autossuficiente em cana-de-açúcar e petróleo? Então, logicamente, os preços não deveriam estar entre os mais altos da América Latina.

Antes de tudo, para analisarmos o preço de um produto precisamos pensar em seus custos de produção, armazenamento, deslocamento, lucro do produtor, lucro do distribuidor, impostos, safra (no caso do álcool), enfim, uma série de variáveis que resultam no valor final de um determinado bem ou serviço. Esta é à base do pensamento de um preço justo, mas, muitas vezes empresários se utilizam da ideia de preço do “vamos cobrar o que o mercado está disposto a pagar”. Muitos produtores de cana argumentam que a safra não está lá para estas coisas, já os donos de postos argumentam que a culpa é que estão pagando mais caro pelo combustível que também é altamente tributado pelo governo, e a população.

Dentre os diversos combustíveis, a gasolina, além de petróleo, tem em sua composição química o álcool, ou seja, cada vez que o preço deste produto subir, o preço da gasolina irá acompanhar o seu aumento. No entanto, o que podemos observar em diversas cidades do Brasil é que existe um grande cartel na venda dos combustíveis, seja diesel, etanol, gasolina ou GNV, pois, os postos, de diferentes bandeiras, praticam os mesmos preços ou valores similares. Quem perde com isso é o consumidor! Pois, fica sem opção de compra, tendo que pagar o que o mercado combina e ponto, o que contraria os valores essenciais do capitalismo.

A base do pensamento capitalista está na redução de custos e melhor qualidade de produtos e serviços para os consumidores, onde o cliente tem o poder de escolha na hora de optar por uma marca ou outra, por um produto ou outro, por um preço ou outro, mas, como lhe dar no caso de todos praticarem o mesmo preço do mesmo produto? É o fim da livre-concorrência, viramos reféns dos grandes cartéis, é um caminho sem saída.

Se somos um país autossuficiente em petróleo, se somos os maiores produtores de etanol do mundo, isto tem que refletir no preço dos combustíveis para o mercado brasileiro. Que se venda mais para o mercado interno em detrimento do exterior, que os cartéis sejam combatidos e punidos, e que os produtores e donos de postos que agem de má fé tenham mais transparência em todo esse processo, praticando preços honestos e justos.

O que nos anima é olhar para o futuro e ver que os combustíveis fósseis serão substituídos por energias limpas e renováveis, o que além de permitir preços inferiores, também contribuirá para despoluição de nosso planeta, refletindo numa melhor qualidade de vida para todos nós.

Mas, até lá… também já seremos fósseis…


Fonte: Portal Marítimo



Outros filmes para entender a questão:
A Revolução dos cocos
Cruzando o deserto verde
A sombra de um delírio verde


A pergunta que não quer calar: Por que todos os países produtores de petróleo, a exceção da Noruega, são pobres?

O que falta no debate sobre os royalties




Atualização de 2013: Importações brasileiras de petróleo mais que dobram em julho



Mais informação:   

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Comprando orgânico, local e justo na Tijuca



Quando comecei a escrever esse blog, morava no Maracanã, num apartamento antigo com jeito de casa, metade da sala com telha aparente e linda vista para os jardins e pedreira do Colégio Militar. Olímpia, meu único cão na época, passava seus dias num terraço.
Depois, consegui realizar um antigo sonho e me mudar para o Flamengo, que viria a aparecer aqui em tantas postagens, como a Feira Orgânica do Flamengo por exemplo.
Mas eu detestava o apartamento, meus vizinhos detestavam os meus cães e me vi novamente voltando a morar no Maracanã, sub-bairro da Tijuca, numa casa de vila, cuja vista tem direito a mangueira. Eu gosto muito do bairro, em alguns aspectos gosto até mais do que o Flamengo.

História engraçada: uma vez por ano, comemora-se o aniversário do Colégio Militar (centenário), normalmente junto com as Olimpíadas do Colégio, que recebe alunos de outras unidades do Colégio Militar pelo país inteiro. Uma semana antes, quem mora nas cercanias recebe um aviso formal do Colégio pedindo para, na véspera da festa de abertura dos jogos, deixar as janelas abertas, a fim de que o disparo dos canhões não estilhasse os vidros. Canhões!!!

Não é brincadeira, na véspera à noite, os síndicos normalmente interfonam relembrando e logo cedo pela manhã, você sente o prédio inteirinho estremecer com um abalo ensurdecedor. 
São os canhões do Colégio Militar... 
Em segundos, você levanta apavorado, corre à janela (previamente aberta) e ouve rufar de tambores, uma corneta de convocação de batalhão e  uma voz máscula e potente (normalmente masculina) ordenando "Alunos, em formação! Uma salva para os alunos do Colégio Militar de Manaus!" (segue salva de tiros), "Uma salva para os atletas do Colégio Militar de Belém!" (outra salva de tirose assim segue...

Abaixo, deixo a foto da vista dos jardins do Colégio Militar no meu apartamento antigo. Muito bonito, mas uma vez ao ano, tem disparo de canhão e rufar de tambor com direito à corneta e salva de tiros.






Uma reclamação muito recorrente a quem não é dos bairros da Zona Sul (nobre) do Rio é a ausência de opções orgânicas à venda.
Realmente a oferta não é igual em proporção, mas em qualquer lugar é possível encontrar muitas opções de orgânicos e todo um comércio justo e slow, até porque se a especulação imobiliária não chegou com a mesma fúria, as chances do comércio tradicional ter sobrevivido são muito maiores.

O próprio Guia Slow Food Carioca, linkado abaixo, cita 2 estabelecimentos na Tijuca, 1 no Grajaú e outros 2 na Praça da Bandeira, os dois últimos bairros são na verdade sub-bairros da região. Indicam também dezenas de outros estabelecimentos no subúrbio e mais 2 em São Cristóvão, bairro vizinho.
São Cristóvão e Benfica são redutos tradicionais da colônia portuguesa na cidade, sede do Vasco da Gama inclusive, come-se melhor do que em qualquer outro lugar, apesar de serem bairros mais modestos. 

Em São Cristóvão, de onde se chega a pé do Maracanã, também é possível visitar um dos meus lugares favoritos na cidade: O Centro de tradições nordestinas Luiz Gonzaga, ou a feira dos paraíbas como se chama a boca pequena, aparece aqui em dezenas de postagens e também indicada pelo Guia Slow Food.
O único restaurante da cidade específico com gastronomia da Sardenha e Sicília também fica no bairro, a Casa do Sardo, que ainda oferece feira de trocas de livros e discos temáticos. E na minha humilde opinião, um dos os melhores restaurantes portugueses dessa cidade está em São Cristóvão, pertinho do Pavilhão Nordestino por sinal: Adegão Portuguêsindicado pelo Guia Slow Food, é claro. Indo à São Cristóvão, aproveite para conhecer também outros 2 lugares únicos: o Museu de Astronomia (MAST) e a Quinta da Boa Vista.

E indo à Benfica, não deixe de conhecer a Cadeg, o Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara, promovida à Mercado Municipal do Rio de Janeiro. Os festivais gastronômicos anuais são preciosidades.

O documentário "Boteco", igualmente linkado abaixo, também indica mais botecos genuínos na região da Tijuca e Vila Isabel (mais um sub-bairro local) do que em qualquer outro bairro da cidade. A postagem é decorada com 2 fotos, uma da Adega Pérola (em Copacabana e indicada pelo Guia Slow Food) e outra de um pé sujo a 5 minutos de minha casa, o Bar do Bode Cheiroso (premiado pelo Comida di Boteco), com placa de prata nas paredes azulejadas em homenagem às muitas turmas de ex-alunos do Cefet (escola técnica e universidade federal da vizinhança) que por lá passaram. Comovente.

Lembrou do Festival Comida de Buteco? Pois a Região da Grande Tijuca é geralmente a que envia a maior parte de botecos concorrentes na versão carioca, justamente porque o bairro tem um perfil provinciano e seus bares são realmente os mesmos há 50, 60 anos. Mais abaixo, eu indico meus botecos favoritos no bairro, mas adianto que Juarez Becoza, que assina a coluna Pé Sujo do Globo, também é habitué da região e fornece dicas preciosas nesse setor.





O bairro também tem Feiras Orgânicas semanais como as da Zona Sul, a da Praça Afonso Pena, estação de metrô, toda quinta pela manhã e na Praça Xavier de Brito, aos sábados.
Além da Feira Orgânica semanal do Grajaú, às quintas na Pça. Edmundo Rego. 


As fotos abaixo são da Feira semanal da Afonso Pena às quintas, mais próxima de minha casa do que a da Xavier de Brito e do Grajaú.













O senhor acima vendia nabos e bananas, parei para olhar sem muito interesse e ele generoso me "doou" folhas de nabo. Disse que quem compra o nabo, pede para ele se desfazer das folhas, que não cabem na sacola e tampouco teriam serventia. Levei e aqui em casa, teve muita serventia, virou suco verde fotografado em postagem homônima daqui do blogNão se joga comida fora, principalmente orgânica. Folha de nabo, além de fonte de nutriente, é gostoso no omelete, arroz, feijão, refogadinha...


Projeto Hortas Cariocas, ainda não fui visitar. Mas deixo o link desse projeto que incentiva cultivo e consumo de produtos orgânicos. Fazem parte da rotina de famílias nas Comunidades (Favelas) da Formiga, Borel, Salgueiro e Chácara do Céu. A proposta visa a utilização de técnicas orgânicas e aproveitamento da mão de obra local em sistema de mutirão remunerado. Do total produzido, 50% fica na comunidade para ser distribuído entre escolas e famílias em situação de risco nutricional e a outra metade é vendida a preços populares, gerando renda adicional. Os preços: o pé de alface orgânico não chega a R$1,00.



Cooperativa do Vale Encantado, no Alto da Boa Vista, citados pelo Guia Slow Food e já presentes por aqui em outras postagens, até pelas questões de posse da terra, que renderam. Vá conhecer essa comunidade com aspectos ainda quilombolas em meio ao verde e cachoeiras com produção agroflorestal de alimentos orgânicos. O eco-passeio guiado ainda oferece um café da manhã da roça no local.


Desapegue-se, evento mensal no Grajaú (outro sub-bairro), promove além da Feira de Orgânicos, feira de trocas, oficinas de reciclagem e arte, coleta de óleo de cozinha para futura reciclagem, bibliotecas livres, oficinas de suco verde, compostagem, alimentação natural, horta urbana e até meditações coletivas. É um evento imperdível que leva o dia todo e na postagem linkada abaixo em "Mais informação", você poderá encontrar mais informação e fotos de quando lá estive. Indo ao Grajaú, não deixe de conhecer o Parque Estadual do Grajaú e comer os pastéis do Bar do Adão, é claro.










O SESC Tijuca, na Barão de Mesquita (altura de Rua Amaral - quase em outro sub-bairro, o Andaraí) promove todo terceiro domingo do mês uma feira de trocas e venda de orgânicos debaixo de uma frondosa tamarineira. Nunca fui por ser distante de minha casa, mas o local e programa valem a tentativa, estive nessa unidade do Sesc quando de uma oficina da Sociedade do Sol e achei tudo muito bonito, uma construção parcialmente moderna que aproveita uma antiga casa de fazenda em cima de uma pedreira. 









Uma coisa que as pessoas não sabem é que quase todos os templos da Igreja Messiânica Mundial, os Johrei Centers, oferecem uma feirinha orgânica semanal. A Igreja Messiânica Mundial é uma religião japonesa que acredita na cura do espírito pelo Johrei (a oração silenciosa via imposição de mãos característica deles), da mente pela arte e na cura do corpo pela alimentação natural. Seu fundador e mentor, Mokiti Okada que, quando ascendeu, recebeu o nome religioso de Meishu Sama, escreveu verdadeiros tratados de agricultura biológica e orgânica numa linha que foi chamada de "agricultura natural"A Korin, empresa de orgânicos tão querida e citada nesse blog modesto, é uma empresa da Fundação Mokiti Okada, que pertence à Igreja Messiânica Mundial. A Fundação leva o nome civil de Meishu Sama justamente para desvincular os dois assuntos, o sagrado do mundano.
A Fundação Mokiti Okada é inclusive uma das certificadoras nacional de procedência orgânica.

O mapa de Johrei Centers em todo mundo, está no site oficial da Igreja Messiânica Mundial, por país, estado e cidade, muito amigável de se localizar.




Na Tijuca existem 3 Igrejas Messiânicas (Rua Felipe Camarão, Rua Itacuruçá e Rua Melo Mattos), além de 1 Igreja no Andaraí, pelo menos outras 2 no Grajaú (incluindo a grande sede regional) e outra no Rio Comprido (mais um sub-bairro tijucano).  Quem for observador, poderá notar que as únicas feiras orgânicas no subúrbio são justamente as dos Johrei Centers.

Claro que morando na Tijuca, fui à Feira de Orgânicos do Johrei Center Itacuruçá e lá recebida por Lúcia Pacheco, que além de me atender com simpatia ímpar, também me deu uma receita ótima: bater a couve no liquidificador e congelar em cubas de gelo, para usar esses cubinhos nos sucos verdes diariamente sem perda dos nutrientes da couve. Muito prático, uma forma de manter a couve crua, que estraga em 3 dias mesmo na geladeira.






O Centro Holístico e de Cura localizado à Alm. Gavião 55 oferece Feira Orgânica todo sábado o dia todo. 





A Korin, maior produtora de frangos, ovos e produtos orgânicos do país, tem uma loja oficial no bairro, Rua Carlos de Vasconcelos 152, 2568-7899Vendem de tudo na linha, de picanha e tilápia aos aceleradores de compostagem e fertilizantes naturais, além de todos os produtos naturais que você possa imaginar.


No Supermercado Pão de Açúcar do outro lado da Praça Afonso Pena e nos Hipermercados Extra também encontram-se orgânicos à venda, assim como as muitas lojinhas de produtos naturais e estabelecimentos do tipo hortifruti - mas é mais caro. Assim mesmo, listei as lojinhas e hortifrutis, justamente para que meus novos vizinhos tenham sempre opção de orgânico.
Um dos Hipermercados Extra do Bairro merece nota, está instalado na antiga fábrica de tecidos Confiança, o Boulevard de Vila Isabel. A prática de reaproveitar edificações antigas num país onde tudo é posto abaixo  em questão de horas, está detalhada com fotos na postagem sobre fábricas antigas injustamente demolidas.

Em todos os supermercados da Rede Extra e Pão de Açúcar, encontram-se pontos de coleta de reciclados.





Um Ecomercado especializado em produtos orgânicos, muito farto e variado, decorado com pallets, móveis antigos e um clima de casa, com espaço para Pilates e Yoga, eventos abertos de Yoga, Meditação, Alimentação natural e afins, Ecomercado Brasil, Rua Mariz e Barros 272 (foto acima da página deles no Facebook). Feira Orgânica toda terça-feira.





























As lojas de produtos naturais e hortifrutis que vendem orgânicos:

Loja Oficial da Korin Tijuca, Rua Carlos de Vasconcelos 152 (ao lado do Shopping 45), 2568-7899. Vendem de tudo na linha, de picanha e tilápia aos aceleradores de compostagem e fertilizantes naturais, além de todos os produtos naturais que você possa imaginar

ISEO, Rua Carlos de Vasconcelos 125, 21 2204-4200 / 2264-5707. Vendem umas coisinhas diferentes, que não se encontra fácil, como espaguete de farinha de grão de bico sem glúten.

Própolis Produtos Naturais, Rua Conde de Bonfim 722, com feira semanal de orgânicos às quintas.

Chá Verde, Rua Conde de Bonfim 648, 21 2238-6909. A primeira foto acima, das hortaliças, é de lá.


Naturalmente Orgânicos, Rua Conde de Bonfim 66, 21 2567-0579

Os picolés orgânicos de maracujá com couve e batata doce com beterraba (sucos verdes!) são deles. Promovem feira orgânica 3 vezes por semana, enviam o conteúdo por email e aceitam encomenda de reserva. Vendem também iogurte, queijo e manteiga orgânica a preço de mercado.

A franquia Hortifruti com suas lojas imensas e maravilhosas cheias de frutas exóticas.

Global Hortifruti, Rua Mariz e Barros 554 (tem um clima de delicatessen também, é uma tentação)




Não são orgânicos, mas valem a visita sempre:

Dona Maria, feirante da Feira (convencional) da Rua Gonçalvez Crespo aos domingos. Sua barraca é a mais animada desde minha primeira moradia no bairro, há 6 anos. Sou muito fã de Dona Maria, portuguesa com sotaque, que faz uns doces de arrepiar e dá provinhas de tudo (vá de barriga vazia). Hoje, vende também queijos e embutidos do interior de Minas. Mais um caso de "pode levar de tudo que é sempre bom". Atende encomenda e distribui seus cartõezinhos "Barraca de frutas e doces Mãe e Filho, direção Silvio e D. Maria, 7819-6714 / 9281-1312"
Essa feira merece outra nota, é a única que já vi com pastel de queijo de Minas, uma raridade nesse mar de mussarela vagabunda e oleosa que nos empurram pela goela.


























Nessa mesma feira de domingo, outra portuguesa de olhos azuis arrasa com seus Pastéis de Belém em nata e bacalhau à moda da terrinha. A barraca mais chique da feira.
Para quem pensa que pastel é uma massa frita cheia de recheio duvidoso, veja que em Portugal parecem tartelletes de massa folhada e no caso de de bacalhau, cada um traz uma azeitona descaroçada. Divinos e baratos.
Para levar um monte e passar a semana comendo.






Seu Alex, o vendedor de cupuaçu da Feira (convencional) da Rua Professor Gabizo às quintas - foi nessa feira que descolei meus caixotes que virariam os móveis daqui de casa.
Ele vende pouca coisa, água de coco, mel de abelhas, sal com sete temperos (bom, comprei há alguns anos e durou muito), sucos e sacolés de frutas exóticas e claro, imensos cupuaçus trazidos de Magé, uma cidade próxima.
Vende a polpa ensacada, R$15,00 o quilo, ou abre o cupuaçu à tesoura na sua frente e retira a polpa.
Vale a pena levar, 1 kg de polpa de cupuaçu dura muito, rendeu um sorvete de mais de 2 litros.
Atende encomenda, 21 9364-2653 / 2659-5676






Os kibes, esfirras, doces árabes caseiros e um sanduíche vegano de falafel com salada dos imigrantes sírios. Na saída do metrô da São Francisco Xavier, em frente ao número 11 da Conde de Bonfim no Largo da Segunda Feira, na Dr. Satamini ao lado do Pão de Açúcar, na Pça Saenz Peña na calçada da C&A (quase esquina de Gal. Roca), na esquina da Barão de Mesquita com Major Ávila, na pracinha entre o Tijutrauma e o Corpo de Bomeiros, etc... Levo sempre as esfirras de espinafre e berinjela, esquento no dia seguinte e fica ótimo. A de berinjela é a melhor esfirra que já comi em qualquer sabor.











A melhor comidinha: do Camaleão Café, na Rua Dr. Satamini, restaurante membro do Circuito de Restaurantes Orgânicos do Rio. Música ambiente boa, fotos em preto e branco nas paredes, casa antiga restaurada. E a comida, além de ótima, é a quilo.







O bistrô imperdível: Forneria Santa Filomena, na Praça da Bandeira, vizinho de 2 bares badalados citados no Guia Slow Food (Aconchego Carioca  e Bar da Frente), esse pequeno restaurante charmoso é, se não o melhor do bairro, dos melhores do Rio.
Servem refrigerantes e pães caseiros, feitos por eles, levinhos. Casa antiga restaurada, decoração moderna, música ambiente ótima e servem em pratos e travessas de ágata, um charme.
Não deixe de entrar no site deles linkado acima e babar pelas marmitas chiques. Lá, tudo é muito bom, bem feito, diferente e a preço justo.


O árabe "raiz": Camelo´s Kebab, na Rua Soares da Costa 69 (ao lado do Shopping 45)


O japonês chiqueMitsuba, Esquina de São Francisco Xavier com Benevuto Berna.



O português chique com adegaRampinha, na Praça da Bandeira



Os portugueses populares para comer bem e muito, sem frescura: 
"Rei do Bacalhau" na Praça Xavier de Brito
"Fernando's" na esquina de Major Ávila com Rua Babilônia, intitulado "o melhor bacalhau e lula do Rio". 
Na mesma linha, o consagrado "Siri", na esquina da Rua dos Artistas com Alm. João Cândido Brasil.








O único restaurante do Rio que não vende outra coisa a não ser cuscuz paulista em farinha de milho: Cuscuz Amado, na Rua Uruguai



Os clássicos que têm que ser visitados

Salete (Rua Afonso Pena), "desde 1956 a melhor empada e risoto do rio" - decoração de boteco com parede azulejada decorada com centenas de artigos elogiosos emoldurados. E uma empada divina, de comer em pé com barriga no balcão.

O restaurante da Associação Cultural Chinesa (Rua Gonçalves Crespo) com seu lindo e imenso pagode chinês em vermelho e dourado.


Otto, prata da casa, com os tradicionais festivais anuais de fondue, carnes raras e palmito assado.


As pizzarias chiques de massa fininha com recheios diferentesTurino e FiorinoO Turino ainda tem uma déli e lanchonete com produtos feitos por eles a preço de balcão.







Os pés sujos onde se come divinamente (os 4 primeiros participam do Comida di Buteco):
Bar Varnhagen (ou Bar da família da D.Maria portuguesa), Pça Varnhagen com R. Jaceguai, também citado no filme Boteco (linkado)
Bar do bode cheiroso , Rua Gal. Canabarro
Bar do Momo, Uruguai com Gal. Espírito Santo Cardoso
Bar da Gema, Rua Barão de Mesquita
Bar do Chico's, Gal Canabarro 119. A melhor relação custo x benefício em qualquer tiragosto, o favorito de quem vai assistir jogo no Maracanã.
Boteco do Peixe, na Rua do Matoso 7, Praça da Bandeira. O cardápio deles ao lado fala por mim. Vou sempre que posso e é divino.





A barraca de caldos: Caldos da Nega na Pracinha do Rio Comprido, citados pelo Guia Carioca de Gastronomia de Rua


Os acarajés de rua: num carrinho chique de aço inox em frente à Galeria do 422 da Conde de Bonfim e na barraca da Feirinha da Praça Saens Peña às sextas e sábados. Ambos limpíssimos


Empório a granel: Casa Pedro, com 4 lojas no bairro e outra em Vila Isabel.
Esse blog adora um empório a granel e tem uma postagem específica sobre o assunto. Quem quiser se aprofundar, basta digitar "granel" na ferramenta de busca interna para ver a quantidade de postagens sugerindo esse tipo de compra.
Ainda sobre granel, na mesma postagem, são sugeridos alguns mercados orientais no meu antigo bairro, o Flamengo. Pois aqui na Tijuca também tem mercearia coreana (ou mercado chino) com toda aquela infinidade de produtos, louças, ervas e congelados impronunciáveis.
Eu adoro, para mim é como uma ida à Miami: Mercearia UNLONG, Conde de Bonfim 519 e Mercearia Meisim, Barão de Mesquita 456


A padaria antiga maravilhosa que tem tudoSanta Marta, há mais de 60 anos na Praça Saenz Peña, chamada também de Padaria da PraçaRua Carlos Vasconcelos, 156
Outras padarias incríveis de bairro com serviço de Déli, cervejas importadas e até açougueSanta Rita de Cássia e Tijuca Mix


A padaria sofisticada com pães de inspiração francesa, rústicos e de fermentação naturalPão&Cia, com outras lojas em bairro nobres.


As melhores queijarias com tudo de deli e da fazenda que amamos:
Queijeiro da Muda, Rua Cde Bonfim 758
Laticínios Nebel, Rua Cde Bonfim 35



As Casas italianas de massas frescas caseiras com déli:
Dorem, desde 1952, na Rua 28 de setembro 257, Vila Isabel
Pane&Vino, Rua Conde de Bonfim 518, Tijuca


Fábrica de chocolates artesanaisArmazém do Cacau, em Vila Isabel


Fábrica de BrowniesBrownie do Luiz, Praça da Bandeira


Hareburger, a hamburgueria vegana carioca, que começou como um negócio de praia e tem nomes únicos. Na Santo Afonso, altura da Praça Saenz Peña.


O café em pé com a barriga no balcãoPalheta, quiosques dentro das Drogarias Venâncio (Rua General Roca e Conde de Bonfim, ambas em frente à saída do metrô Saenz Peña)



detalhe do interior da FARMÁCIA HOMEOPÁTICA SIMÕES, rua Pereira de Almeida 100, na Tijuca, foto de Eduardo Goldenberg




A Pharmácia Homeopática:  Clínica Médica e Homeopática Simões, na Praça da Bandeira. Para entender o porquê do meu xodó, preste atenção na foto e entre no site deles.










Universidades e Centros Culturais: vou me ater às 3 Universidades Públicas com seus auditórios, centros culturais e de pesquisa: UERJ, Uni-Rio (Gafrée) e Cefet. 
Para a programação mensal de música clássica e recitais, que podem ser nas Universidades, Museus ou Igrejas, veja: Guia Viva Música

Para exposições de artes-plásticas, o jornal diário, mas na UERJ sempre tem alguma coisa, até por comportar uma galeria com exposições itinerantes e 2 teatros pródigos em programação gratuita.


O teatro de vanguarda: Ziembiski, inaugurado por Walmor Chagas e com direito à movimento de resistência cultural. Mas observe que a UERJ também tem 2 teatros com intensa programação gratuita.


Sobrado Matoso das Artes - sede da Companhia de Teatro Muito Franca, um sobrado lindo e colorido na Rua do Matoso


Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeirona José Higino, sempre recebem alguma companhia de dança.


Centro de Referência da Música Carioca - no Palacete Garibaldi da Conde de Bonfim, com página no Face, que eu curto, e intensa programação de shows e recitais gratuitos em auditório próprio.


Os museus: Museu do Açude (Alto da Boa Vista) e em São Cristóvão: Museu de Astronomia (MAST), Quinta da Boa Vista e Museu do Primeiro Reinado na Casa da Marquesa de Santos.


Um hostel em contêiner: Arena Maracanã, link de postagem daqui.



A locadora cult: Vídeo 142, trabalham com tudo, mas também têm os clássicos e raros que não se encontram na Blockbuster



A livraria cult: Casa Verde - Capital das Letras Livraria, numa das ruas mais bonitas do bairro, a Jurupari. Promovem encontros e seminários.


Os sebos: felizmente muitos, mas destaco a Babel Livros na Praça da Bandeira, com leilão de livros raros
A banca de livros da Major Ávila (a rua das flores) funciona 24hrs, assim como as barracas de flores anexas. 
A barraca da Praça São Francisco Xavier (estação de metrô) havia fechado mas reabriu!
A Praça Saenz Peña (estação de metrô) também tem feiras semanais de vendas de livros usados organizadas pela Associação Brasileira do Livro.






As bibliotecas públicas, ambas em casas antigas em ruas sem saída estritamente com casas:
Biblioteca Popular Municipal da Tijuca Marques de Rebelo, Rua Gapeni 61
Biblioteca Popular Municipal do Rio Comprido Aluísio de Azevedo, Travessa Nestor Vítor 64


Espaço Ciência Viva, educação e divulgação da ciência para crianças de todas as idades. Na Heitor Beltrão, perto da Praça Saenz Peña. Funcionam também como ponto de captação de óleo para reciclagem.



Oi Futuro Nave, centro de educação e tecnologia voltado para capacitação de estudantes nas áreas de formação digital.


Lojas de instrumentos musicais: muitas, das clássicas ao batuque, além de inúmeras escolas de formação. Uma das lojas mais antigas da cidade, a Violão Carioca , está instalada há décadas na Conde de Bonfim.

Deixo um link de destacar para quem curte uma batera: Instituto de Bateria Bateras Beat com unidades no mundo todo, mas na Rua Comandante Prat também, em casa antiga restaurada.




Os blocos e bandas: centenas graças a Deus, já calhou de eu ir direto emendando de um para o outro para desespero da amiga que me acompanhava exausta. Grajaú e Vila Isabel também arrasam nesse sentido, a Vila é terra do grande Noel Rosa inclusive.
Até na Muda (outro sub-bairro) tem bloco! O "Nem Muda nem sai de cima". 




As grandes escolas de samba com ensaios semanais e feijoadas o ano todo
Estação Primeira de Mangueira
Acadêmicos do Salgueiro
GRES  Estácio de Sá
Unidos de Vila Isabel,
Unidos da Tijuca,
Império da Tijuca e
GRES Paraíso do Tuiuti


O "sambão" de raizClube Renascença, Rua Barão de São Francisco 54, Andaraí.


Sebo de CD´s e LP´s em ótimo estado: Boogie Oogie, no Shopping 45 (Praça Saens Peña)


Os clubes de rock Calabouço Heavy Rock Bar e o Heavy Duty Beer Club


O quarteto de jazz que se apresenta gratuitamente toda semana: All Brazz Quarteto


E a banca de jornais da foto abaixo, convertida em sebo de LP´s, na esquina da Campos Salles com Mariz e Barros, de frente para uma loja de artigos de skate incrível, que também vai ser indicada, a SK8 Rock (a foto abaixo não é minha, foi retirada da internet)





O espaço incrível e gratuito com oficinas em tudo que for artístico (fotografia, cerâmica, aquarela, dança africana, de salão, do ventre, forró, yoga, taichi, canto, percussão...), COART UERJ na Universidade pública homônima.


Escola Nacional de Circo, a única do país, com rigorosa prova de admissão e administrada pela Funarte, na Praça da Bandeira


Formação em Ballet: ARRJ, parceira do teatro Municipal do Rio de Janeiro, São Francisco Xavier 194 (sobrado antigo) e o Conservatório Brasileiro de Dança (casa antiga), Alm. Cochrane 85


Aikidô: Ganseki Dojo Aikido


Krav Magá Tradicional: Clube Monte Sinai


Taekwondo tradicional: Kwan Artes Marciais


Karatê Honbu Dojo, Rua Félix da Cunha 65



Kung Fu, AABB


Boxe clássico: Delfim Escola de Boxe


Prática de Arco e FlexaClube Municipal


Piscina Pública com natação e aulas de hidroginástica gratuitas: Parque Aquático Júlio Delamare, Estádio do Maracanã. Basta ser morador do bairro e ter exame médico em dia, piscina olímpica de padrão internacional e plataforma de saltos ornamentais com direito à arquibancada do Maraca. Incrível, eu nado lá.
Postagem sobre os desdobramentos da Copa: Os Parques Aquáticos Júlio De Lamare e Maria Lenk"


Natação Particular: Arte de Nadar, 21 2264-9072, funcionam numa casa antiga quase na Praça da Bandeira. Como nadei por 20 anos, fui visitar para ver preços, matrícula, etc. Fui atendida por uma família, pai e filho. O pai, um senhor de mais de 70 anos, ao ver meu interesse na casa, pôs a mão no meu ombro e começou a mostrar "Carolina, essa janela tem 110 anos".
A casa é original, adaptada para a escola. Eles construíram uma piscina semi-olímpica no segundo andar de um sobrado colonial, mantendo a estrutura original. É a minha definição de paraíso: uma um sobrado colonial tombado com uma piscina semi-olímpica coberta dentro de casa.



Dança de salão: Luiz Valença, também funciona em outra casa antiga restaurada, promovem bailes abertos semanais que lotam.


Escola de FilosofiaNova Acrópole, arrasam com sua formação livre em módulos ao longo de 5 anos. Também funcionam numa casa antiga num quadrilátero de ruas formado só por casas preservadas.


Grupo aberto de Meditação Cristã, Igreja dos Capuchinos (Rua Haddock Lobo), toda quarta às 18hrs.


Refeitório vegan e lactovegetariano com delivery de comidaMissão Prabhupada Vani, Rua Felipe Camarão 140
O PF deles é imenso, cheio de acompanhamentos e entradas, inclui duas bebidas, o refresco do dia e uma inacreditável caipihare não alcóolica fortíssima no gengibre.




























As boas comprinhas e os achados dos shoppings:

Budha Khe Rhi, loja de camisetas e roupas com tecidos ecológicos e em algodão orgânico, é franquia e fica no Shopping Tijuca, mas não tem igual.


Ana Capri, loja de calçados modernos e a preços justos 100% sintéticos em materiais alternativos, como o PU. No Shopping Tijuca.

Os macarons, eclairs, chocolates e sorvetes franceses de patissérie com ingredientes DOC: Paradis Délices FrançaisDe novo, fica no Shopping Tijuca, mas não tem igual. 
Informação básica: seu fundador comandou o restaurante da Maison Dior em Paris, precisa mais?

Lindt ChocolatesNShopping Tijuca.

L´Entrecot de Paris, o badalado restaurante que só vende praticamente bife com batata frita gourmet, o steak paris aux frites. E que todo mundo ama. NShopping Tijuca.

Restaurante Da Silva. A comida do melhor restaurante do Rio, o Antiquarius,  só que a quilo e quase pelo preço de um combo familiar. No Shopping Tijuca.








Food Park Carioca, um espaço muito legal, apenas food trucks fixos. No imenso estacionamento a céu aberto do Hipermercado Extra da Mariz e Barros. Mesas em bobinas, sofás em pallets e banheiros em contêiner. Nos finais de semana, tem cuidador com piscina de bolas para as crianças e telão para assistir aos jogos (foto da página deles no facebook).












Espaço Livros Livres, um espaço aberto e gratuito onde você pega o livro que quiser, devolve quando e se quiser. Basta deixar outro no lugar. No Shopping Iguatemi em Vila Isabel.













A loja de artigos esportivos imensa, quase um shopping, com parede de escalada: Hawaii Sports, vendem Nike, Puma, Adidas e afins, o que não é o foco aqui, mas a parede de escalada me conquistou.

Camisas de bandas de rock, Club do Rockno quiosque do segundo andar do Shopping 45










Camisetas em malha de fibra de bambu, da Respire. Na sapataria Pele Rara da Cde. de Bonfim 289, que ironicamente só vende calçados em couro.











Pharmácia Granado, na loja tradicional e centenária da Praça Saenz Peña. A Granado não testa seus produtos em animais e já apareceu aqui em postagem exclusiva homônima e também linkada abaixo. Tudo da Granado é maravilhoso, eu sempre presenteio com os produtos deles. (foto da internet)






Flores em material reciclado, feitas por uma nonagenária há meio século, a Flores Cariocas. Também vendem enfeites de cabelo em couro reciclado dos retalhos de grandes confecções. Como não uso nada em couro, fiquei nas flores. Escolhi as do pessegueiro no galho de madeira da própria árvore. São um presente lindo e barato, o ramalhete lá de casa saiu por R$25,00.













Coletivo de Moda, Decoração e Presentes tocado pelos próprios criadores, com comidinhas, oficina de fotografia e tatuagem: Coletivo Casa Amarela, na charmosa Rua Babilônia.
















Toalhas, colchas, caminhos de mesa, jogos americanos e o convencional em bordado nordestino: a tradicional barraca na esquina da Afonso Pena com Dr. Satamini (na calçada em frente a da pizzaria Sol Nascente). Você encontra esse trabalho em muitas barracas de feiras livres e de moda, mas ela vende muito mais em conta e diariamente no mesmo local. Aceita encomenda, entrega em casa e negocia se em quantidade.















Os brechós: centenas, dos "poeira" aos classudos. Os melhores: 
Bazar de Caridade da Igreja dos Capuchinos, diariamente na própria Igreja, Rua Haddock Lobo
Bazar de Caridade da Basílica de Santa Terezinha, às quartas na própria igreja, Rua Mariz e Barros
Bazar de Caridade da Casa Ronald Mac Donald (Rua Pedro Guedes, outra rua só de casas antigas); 
Bazar de Caridade das Senhoras Israelitas (Rua Afonso Pena 171); 
Bazar de Caridade da Igreja Presbiteriana (Rua Alzira Brandão) e
Bazar de Caridade da Irmandade Espiritualista Verdade Eterna "IEVE" (Rua Teixeira Soares, Praça da Bandeira) - a "IEVE" também tem um restaurante vegetariano com prato feito diário bem em conta.
Professor Gabizo 286 - brechó e antiquário tocado por 3 irmãs numa linda casa antiga de rua, eu morei no andar de cima dessa casa. Aparecem aqui no blog em postagens linkadas abaixo;
Brechó do Casarão com oficina de costura Balaio de Panos, Rua Haddock Lobo
Abapha Vintage Pop, a barraca mais transada do mundo na foto abaixo. Presente em quase todas as feiras de moda itinerantes da cidade, como a FICQ na Saenz Peña, a Confraria dos Barbas no Grajaú, a Arte de Portas Abertas em Santa TeresaSó brechó multimarcas muito garimpado. A dona, Flávia, é muito simpática e atende em casa para consultoria de moda. 







casa antiga mais bonita: Escolha dificílima num bairro com ruas inteiras preservadas, mas meus votos vão para o Clube Português "Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria", cuja sede funciona numa casa de 1816 inteiramente conservada. Rua Haddock Lobo 195.
O bairro por sinal é pródigo em clubes portugueses, deve haver pelo menos uma dúzia. Os nomes são ótimos (inspiram sotaque de piada) e todos servem Cozido e Feijoada nos finais de semana - justamente as minhas comidas favoritas.
A Casa do Chalaça, conselheiro de D. Pedro I, também é linda e inteiramente conservada. Na Gal. Canabarro em frente ao IBGE, uma casa rosa imensa onde hoje é um batalhão militar.
A casa do Centro Espírita Discípulos de Jesus, na esquina de Félix da Cunha com Barão de Itapagipe 
A sede da Capital das Letras, na Barão de Mesquita 123, uma antiga sede de fazenda.




Adoção de animais abandonados: Abrigo Sozed, no Rio Comprido
Essa blogueira adotou 3 vira-latas abandonados e não quer outra vida, adote um cão e entenda o significado da expressão "amor incondicional". A Sozed também aparece aqui no blog em dezenas de postagens, o buscador ajuda.



Para doar sangueHospital Grafrée Guinle (Rua Mariz e Barros), Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), INCA (Vila Isabel) e Hospital da Ordem Terceira (Alto da Boa Vista).
Veja mais no link abaixo os pontos de doação de sangue na cidade.











iniciativa urbanaFlores da Vasconcelosum grupo de vizinhos que se uniu para algo simples: encher a vizinhança de flores.












Ninhos de Livros, você deixa o livro que não quer mais e pega outro, se gostar. Nas Pças. Saenz Peña e Vargnagen























A maior Floresta Urbana do Mundo: Floresta da Tijuca. A Floresta aparece na postagem da Pedra Bonita linkada mais abaixo, não deixe de conhecer, é um lugar incrível com pelo menos meia dúzia de cachoeiras e mutirões quase que diários de reflorestamento.



Curiosidade sustentável do bairro: a notícia "verde" de hoje foi o lançamento de uma escova de dentes biodegradável, a primeira brasileira, tecnologia 100% nacional digna de todos os méritos. Lendo a reportagem, vi que o dentista que a desenvolveu, Dr. Veit, tem seu famoso consultório numa casa na Tijuca, à Rua Melo Matos.





Mais informação:
Desapegue-se
Boteco, o filme
Pharmácia Granado
Guia Carioca Slow Food
Come-se pelas ruas da Tijuca
O hostel em contêiner do Maracanã
Pontos de doação de sangue no Rio
Acordei 1hr mais cedo e subi a Pedra Bonita
O projeto de aquecimento solar na Mangueira
Os Parques Aquáticos Júlio De Lamare e Maria Lenk
2 fábricas antigas, que deveriam ter sido tombadas, mas foram postas abaixo
Apresentando um catador da Amazônia ao restaurador de São Cristóvão e morando em cima de um antiquário e brechó no Maracanã