segunda-feira, 14 de março de 2011

Por que Tóquio não alaga?

Há algumas semanas recebi as fotos e respectivo texto abaixo por email, guardei para postar futuramente e hoje, não vejo razão melhor para divulgar a informação.

O Japão é provavelmente um dos países mais rico e desenvolvidos do mundo, sua população tem acesso à melhor educação e sistema de saúde do planeta e onde todos os investimentos em tecnologia imagináveis são feitos. Quando pensamos num cenário futurista, nos Jetson´s, imediatamente associamos à imagem ao Japão.

Leia abaixo, veja as fotos e pense como seria se um país como Brasil, sofresse um terremoto e fosse acometido pelas ondas gigantes que acometeram o Japão. Pior, imagine como seria garantida à população a segurança dos reatores nucleares de Angra dos Reis, se ainda nem resolvemos como desafogar a Marginal Pinheiros...

E o mais incrível, a idéia inicial foi captação de água da chuva para reúso, afinal o Japão não tem a reserva de água doce que nós temos.


"Anualmente, uns 25 tufões assolam o território japonês. Desses, dois ou três atingem Tóquio em cheio, com chuvas fortíssimas durantre várias horas ou até um dia inteiro. Mas nem por isso ocorrem enchentes ou alagamentos na cidade.
Por que será? Veja as explicações abaixo... Subterrâneos de Tóquio
 
 
O subsolo de Tóquio alberga uma fantástica infraestrutura cujo aspecto se assemelha ao cenário de um jogo de computador ou a um templo de uma civilização remota. Cinco poços de 32 m de diâmetro por 65 m de profundidade, interligados por 64 Km de túneis, formam um colossal sistema de drenagem de águas pluviais destinado a impedir a inundação da cidade durante a época das chuvas.


A dimensão deste complexo subterrâneo desafia toda a imaginação. É uma obra de engenharia sofisticadíssima realizada em betão, situada 50 m abaixo do solo, fato extraordinário num país constantemente sujeito a abalos sísmicos e onde quase todas as infraestruturas são aéreas. A sua função é não apenas acumular as águas pluviais como também evacuá-las em direção a um rio, caso seja necessário. Para isso, dispõe de 14.000 HP de turbinas capazes de bombear cerca de 200 t de água por segundo para o exterior.






Conclusão:
Não existe problema insolúvel! Basta querer enfrentá-lo.
Para esse nível de tecnologia, as "enchentezinhas" de São Paulo, Rio, etc. seriam tiradas de letra."


E agora, José?




Mais informação:
Como sobreviver a um tsunami
Consumo de água x aumento da população urbana
A tragédia de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo
Antropoceno, a era geológica em que o homem ‘desregulou’ a Terra
Ressacas marinhas são um fenômeno natural, previsível e contornável

Onde foi parar o dinheiro destinado à reconstrução da Região Serrana?
Empresa japonesa instalada no Aquífero Guarany engarrafa, exporta e lucra com nossa água mineral

Nenhum comentário: