segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Água na jarra: estabelecimentos e receitas de águas aromatizadas


Quem já visitou os EUA e Europa, sabe que é muito comum sentar em algum bar-restaurante e ser recebido por um garçom com bloquinho e jarra de água gratuita.
Você não precisa pedir uma bebida pronta nem pagar pela água, o próprio estabelecimento fornece água potável gratuitamente.
Parece coisa de primeiro mundo, mas não é - pagar por água mineral (ou potável) deveria ser considerado inconsitucional, já que todos os recursos hídricos e respectivo subsolo são considerados soberania nacional e de posse da União.
Fontes particulares, como a Perrier em Petrópolis, não são uma propriedade, mas uma concessão pública de exploração (da mesma forma que a Petrobras defende que "o petróleo é nosso" e não pode ser privatizada) e sempre é bom lembrar que o plástico deve ficar longe de nossa comida e bebida.

Leia mais sobre o projeto Água na Jarra, que se propõe ao básico: matar nossa sede sem hidropirataria:

A Iniciativa Água na Jarra tem como objetivo incentivar a substituição do consumo de água em garrafa pela água tratada e purificada servida em recipientes reutilizáveis, em restaurantes, empresas e eventos. Desta forma promovemos o consumo responsável da água eliminando todos os impactos ambientais da produção das embalagens, seu transporte e disposição final.






Água de beber - Restaurantes no Rio e em São Paulo oferecem o líquido em jarras para refrescar a clientela
Por Tânia Nogueira

Cortesia da casa
Antes de abrir o Le Jazz Brasserie no início deste ano, em São paulo, o empresário Gil Carvalhosa trabalhou em hotéis e restaurantes de várias partes do mundo. Da Espanha aos EUA, passou por alguns dos pontos mais luxuosos do planeta como o hotel Geoge V, em Paris, e o Four Seasons Resort Punta Mita, no México. Todos ofereciam água filtrada de graça. "Com a abundância que temos no Brasil, não tem por que só servir água mineral", diz. Em seu restaurante, Gil faz questão de oferecer água em jarra para os clientes. "As pessoas adoram", conta. "Elas acabam gastando o que gastaraim com água em outras coisas." O mesmo procedimento foi adotado no paulistano La Frontera, restaurante de inspiração argentina. Lá a água purificada sem gás é grátis, assim como no carioca Aprazível, especializado em comida brasileira contemporânea.

Consumo consciente
Foi justamente para tornar o hábito de beber água filtrada em restaurantes algo comum, diminuindo assim o consumo de garrafas plásticas, que a ong Igtiba lançou este ano a campanha Água na Jarra.
"Por que consumir algo que polui tanto quando a água encanada é tão boa?", questiona a diretora da ong, Letycia Janot. A Campanha procura convencer estabelecimentos de São Paulo a oferecer água filtrada como opção.

O fim das garrafinhas
No ICI Bistrô, em São Paulo, reciclar faz parte da rotina dos funcionários há algum tempo. "Tudo que é de papel vai para a reciclagem", diz Renato Ades, sócio da casa. "As latinhas ficam para os funcionários venderem. Mas estava difícil conseguir alguém que levasse todas as garrafinhas de vidro", conta. Por isso, o emprersário decidiu instalar na casa um puirificador  e passou a oferecer água em jarras aos clientes (depois de filtrada, a água passa por um processo de purificação em que se retira quase todo o cloro). Segundo Ades, o restaurante investiu em uma máquina moderna e profissional, que fornece água com ou sem gás, natural ou gelada. Por se tratar de um produto mais caro do que um filtro comum, o restaurante acaba cobrando quase o mesmo preço pela jarra ou pela garrafa de água mineral nacional: ambas custam R$3,90 (a jarra tem 350ml, enquanto a garrafa tem 330ml). "O purificador elimina todos os resíduos e deixa a água fresquinha e gostosa", diz.


Salve Simpatia
Por Claudia Lima
Restaurantes que oferecem jarrinhas com água são, a meu ver, de uma simpatia sem tamanho. Acho que isso demonstra, antes de qualquer coisa, um prazer em receber quem chega ali, à procura de uma bela refeição. Melhor ainda se você for recebido com águas aromatizadas, saborosas e sempre muito refrescantes. Vale a pena usar a imaginação: ervas, frutas e até legumes podem dar um toque de glamour à água de todo dia. Anote duas receitas ótimas que pedi ao chef Rodrigo Yashimura, do Suri Ceviche Bar, recém inaugurado em São Paulo, para você receber seus amigos em casa de um jeito mais original. O sucesso é garantido!

Água de lima da Pérsia com hortelã: misture água fresca, cascas de lima da Pérsia e raminhos de hortelã

Água de gengibre com manjericão: misture água fresca, palitos de gengibre a gosto e folhas de manjericão


Fonte: Revista gratuita de distribuição interna Gol Linhas Aéreas Inteligentes, nº 104, novembro de 2010






Ideias minhas - Outras águas aromatizadas:

Água fresca com rodelas de limão galego
Água fresca com rodelas de limão galego e gengibre
Água fresca com rodelas de limão Tahiti, lima da Pérsia e laranja
Água fresca com gomos de tangerina e gengibre
Água fresca com cascas de tangerina espetadas em cravos da Índia
Água fresca com maçã verde 
Água fresca com maçã brasileira e gengibre
Água fresca com pêssego em gomos
Água fresca com frutas vermelhas
Água fresca com frutas vermelhas e sálvia ou manjericão
Água fresca com frutas vermelhas e qualquer tipo de limão 
Água fresca com romãs
Água fresca com melancia e melão cantaloupe em cubos
Água fresca com melancia em cubos e raminhos de alecrim
Água fresca com rodelas de carambola (em formato de estrelas)
Água fresca com kiwi em rodelas e raminhos de alecrim
Água fresca com cascas de abacaxi e raminhos de hortelã
Água fresca com rodelas de pepino e limão
Água fresca com rodelas de pepino, limão, gengibre e folha de hortelã
Água fresca com flores de capuchinha e palitos de pepino
Água fresca com pétalas de rosas vermelhas orgânicas
Água fresca com folhas de capim limão fresco
Água fresca com pau de canela
Água fresca com mix de ervas aromáticas: ramos de hortelã, sálvia, capim limão, manjericão, alecrim e funcho

Todas as águas podem ser ainda mais perfumadas com águas de rosas, laranjeiras e melissa diluídas na água do filtro.


Curtido por uma multidão no Facebook, disponível no álbum e na postagem dos picolés caseiros, 30 (e muitos) picolés caseiros orgânicos e sugar-free: gelos aromatizados - para ter sempre no congelador





Mais informação:
Delícias geladas
Refrigerante caseiro
A história da água engarrafada
Flow, indústrias de bebidas desertificam entornos
Plásticos não podem embalar comida, bisfenol-A intoxica
Pure Life é uma água química, Nestlé mata fontes de São Lourenço
O mito da venda de água: não existe água mineral engarrafada sustentável

Verão Sustentável


É a minha estação favorita, esse blog é muito carioca e não nega as origens.

Seguem as dicas para sobrevivência no período mais quente do ano:

1. Ir à praia, é de graça, todo mundo está lá e o sol faz bem à saúde. Leve um bom livro, mp3, raquetes de frescobol, uma barraca de sol e um pote com castanhas, frutas secas ou salada de frutas caseira para beliscar (nas sobremesas da Ceia de Natal, deixo minha receita favorita de salada de frutas, com melão cataloupe e maracujá). Dê um tempo na água mineral engarrafada e beba muita água de coco e sucos verdes.
Aproveite para caminhar no final da tarde, ao por do sol, caminhar é bom para todo mundo.
Não deixe lixo na areia e garanta a sobrevida dos animais marinhos.
Leia melhor sobre os benefícios do sol em Vá pegar uma praia e sobre a hidropirataria do comércio de água mineral em Nestlé mata fontes de São Lourenço e sobre a Anew, empresa japonesa, que instalou sua fabrica no terreno acima do aquífero Guarani

2. Protetor solar não testado em animais. Veja a relação dos cosméticos biodegradáveis e não testados em animais. A linha mais popular é a Nívea.

3. Mantenha o couro cabeludo bem limpo, o calor tende a favorecer aparecimento de eczemas, e a pele do corpo e rosto bem hidratada. Mais uma razão para conhecer os cosméticos verdes e as dicas do tempo da vovó. Para quem abusou do sol, nada como compressa de chá de camomila bem gelado seguido de emplastro de babosa (aloe vera) e, para os que sofrem de seborréia oleosa, enxagues com vinagre de maçã, limão ou arroz. Se pegou muito sol e a pele está um lixo, o O emplastro de inhame com gengibre (e argila) é a solução.

3. Banho frio, mantém a oleosidade da pele e não consome energia (a gás, de perfuração em poço de petróleo ou do chuveiro elétrico, que consome 25% da energia de um lar). Não demore no banho, desperdiçando água, desligue o chuveiro quando for se ensaboar. Se ainda não usa um sabonete neutro de glicerina vegetal, a hora de conhecê-lo é agora - os melhores são os da querida Sonia Ornellas

4. Água de coco, chás gelados,  refrescos de gelatina de algas marinhas, smoothies, limonadas em todas as suas versões e o imbatível Refresco de Capim Limão. Se não vive sem um copo de leite gelado, tente o delicioso leite de castanha do pará geladinho e adoçado com passas claras, que também pode ser feito em leite de coco caseiro. Tente também as águas aromatizadas, são surpreendentes.

5. Bebidas alcoólicas fermentadas, como vinho e cerveja, sempre orgânicos, certificados e em pouca quantidade. Deixe os destilados para depois de abril. Bebendo, intercale cada drink com um copo de água, diminui os efeitos no dia seguinte. Lembre sempre que cada litro de cerveja e refrigerante industrial consumiu pelo menos 5 litros de água da nascente do entorno da indústria, leia melhor no Flow e em como a Ypioca secou a lagoa de uma reserva indígena e perdeu a certificação orgânica.
E se beber, não dirija. As épocas de festas, como final de ano e Carnaval, são as campeãs em acidentes de trânsito. Aproveite para ir doar sangue, os estoques já estão perigando.

6. Gazpacho Andaluz e Sucos verdes, 1 copo antes do jantar toda noite, diminui a fome, evitando que se coma demais antes de dormir e ainda alimenta muito. Veja mais dicas para um desdejum leve em Café da manhã de verão.

7. Comidas mais simples e de digestão rápida, como massas com recheios levessouflée de milho com queijo de cabra, vegetais refogados em sautée, risoto integral de açafrão com funghi porcini e, além de muitas saladas, cruas e cozidas, variadas e coloridas, que podem virar o delicioso sanduíche de salada no dia seguinte. Veja as saladas e entradas leves da Ceia de Natal e as hortaliças tradicionais que estão sendo extintas pela comida pronta e servem de inspiração o ano todo.
Para saladas de batata, veja a postagem exclusiva sobre batatas. Na dúvida faça maionese caseira com ovos orgânicos e substitua metade da quantidade por iogurte caseiro, fica levinho e delicioso.
 
8. Mousses de frutas sem açúcar, gelatinas caseiras, smoothies e os sorvetes caseiros em todas as suas versões. Para sobremesas mais pesadas, tente dar uma chance ao chantilly de iogurte, ambos combinam muito com o calor. Tudo sem açúcar e com muitas frutas tropicais de cultivo orgânico.
 
9. Reuse a água da máquina de lavar roupa, priorize os produtos biodegradaveis e deixe para passar à ferro apenas o essencial - nessa época se lava mais roupa, inclusive a roupa de cama e banho, e tradicionalmente, há falta de água. Aliás, faça isso o ano todo. Eu não passo nada a ferro, nem camisa social de algodão, deixo secar pendurada arrumadinha no cabide e fica ótimo.
 
10. Bicicleta, é a estação dela. Até para sair à noite, o que nessa época é uma delícia, o calor nos tira de casa. O vento que vem do mar deixa o passeio ainda mais fresquinho, boa razão para frequentar um grupo de pedalada.
 
11. Troque o ar condicionado por ventiladores - ar condicionado faz mal para a saúde: causa alergias, resseca a pele e todas as mucosas, consome um absurdo de energia e ainda existe o problema da reciclagem do eletro-eletrônico. Se trabalha fora, já passa a maior parte do dia em ambiente artificialmente refrigerado, nada mais justo respirar um pouco de ar puro em casa ao dormir. Falando em lixo, eletro-eletrônico ou não, o verão é a estação mais úmida do ano, propensa aos grandes temporais. Uma chuvarada no final da tarde é normal, esperado inclusive. Caos urbano com deslizamento de encosta e enchentes em áreas mais baixas, não são normais. O lixo jogado no chão entope bueiros e bocas de lobo, criando quadros lamentáveis que vemos todos os anos. A população do Morro do Bumba está desabrigada até hoje, lembre disso quando tiver que caminhar mais para procurar por uma lixeira.
 
12. Não abra a geladeira o tempo todo, não fique conversando com a geladeira aberta enquanto cozinha. Geladeiras com mais de 10 anos devem ser trocadas, as melhores atualmente são àquelas que vêm com selo "A" do Procel na etiqueta do Inmetro, consomem menos energia. A geladeira em condições normais ocupa o segundo lugar no consumo de energia, atrás do chuveiro elétrico, consumindo 22% de toda energia gasta.
 
13. Troque suas lâmpadas convencionais por econômicas, diminui o consumo de luz e a geração de lixo doméstico - outra dica que vale para o ano todo.
E não faça da sua casa uma alegoria natalina com mini-lâmpadas chinesas, além de cafona e caro, você pode causar um incêndio que tome o edifício inteiro. Se não consegue viver sem as luzes natalinas, desligue tudo ao sair de casa.
Não acredita? Veja no link como uma árvore de Natal doméstica incendeia uma sala em 5 segundos.
 
14. O verão é a melhor época do ano para fazer programas ao ar livre, especialmente à noite. Veja na sua cidade se existem shows, concertos, apresentações teatrais ou rodas de samba em praças, parques e anfiteatros.

15. Inhame e limpeza para prevenir a dengue. Inhame torna o sangue tóxico para os mosquitos, é remédio natural, e mantenha a casa limpa, sem focos de água parada para diminuir ainda mais a chance de qualquer infestação. Não gosta de inhame? Corta em rodelas fininhas depois de descascar e frita no azeite, tipo chips, sirva com Ketchup, mostarda e maionese caseiros (+ uma receita de salada de maionese sem maionese) e fique de consciência limpa. Gosta de provar coisas diferentes? Bata meio inhame descascado no liquidificador com 1 xíc. de água gelada, 1 col. de melado de cana e sumo de 1 limão galego. É limonada de inhame cru e ninguém diz do que foi feito, mas tem que ser bebido na hr como toda limonada. Dá para fazer também com suco de maracujá, laranja ou abacaxi, que aguentam mais na geladeira. Para mais sucos verdes, o verão é a época deles, vá na postagem linkada. Se pegou muito sol e a pele está um lixo, o O emplastro de inhame com gengibre (e argila) é a solução.

16. 1 copo de água em jejum, para rehidratar após 8 a 12 hrs sem ingestão de líquidos. O ideal é que a água esteja em temperatura ambiente. Deixe o copo tampado com um pires (ou lenço) na cabeceira da cama para impedir acesso de insetos. Esse hábito simples limpa o organismo e previne uma série de doenças de acordo com diversas linhas médicas holísticas. E vale para a vida toda.
 



As dicas do Instituto Akatu para reduzir o consumo de energia nesse calorão:

Calor leva o consumo de energia a bater recordes no Brasil
Mas o conforto dos eletrodomésticos como o ar-condicionado pode ser aproveitado sem desperdícios

Nunca antes na história deste país se consumiu tanta energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pelo controle das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), que cobre quase todo o país, anunciou que no dia 3 de fevereiro de 2010, uma quarta-feira, foi batido um recorde histórico. Pouco depois das 15 horas, foi atingido um ponto máximo de demanda instantânea – 70.400 MW – jamais visto no Sistema Nacional. Nunca o consumo máximo havia ultrapassado a marca de 70.000 MW.

Ao longo da primeira semana de fevereiro, os recordes históricos de consumo de energia foram batidos dia após dia. De acordo com a ONS, os recordes ocorreram devido às altas temperaturas no Brasil, que rondou os 35º C em várias regiões do país. Com tanto calor, aumenta o número de aparelhos de ar-condicionado e de ventiladores ligados pelo país afora.

A pior notícia é que, para atender um consumo tão alto, foi necessário ligar mais usinas termelétricas, que geram energia com a queima de gás natural. O gás é um combustível fóssil, que emite poluentes e gases de efeito estufa, os responsáveis pelo aumento do aquecimento global. O aquecimento global poderá levar às mudanças climáticas que ameaçam a natureza e a vida humana.

No Brasil, em torno de 92% da energia elétrica é gerada pelas usinas hidrelétricas, que têm alguns impactos ambientais importantes, como o alagamento de grandes áreas e o deslocamento de populações, mas são consideradas “limpas” em relação à emissão de poluentes. As poluidoras termelétricas a gás são responsáveis pela geração de 4% da eletricidade do país.

Entretanto, o consumo de eletricidade vem aumentando a cada ano – em dezembro de 2009, por exemplo, foi 8,4% maior do que em dezembro de 2008. O setor comercial e o residencial foram os maiores responsáveis por esse aumento. Para aumentar rapidamente a oferta de energia, o governo federal tem investido cada vez mais nas termelétricas. Isso significa que, ao consumir eletricidade, os brasileiros contribuirão cada vez mais para a emissão de gases de efeito estufa e, conseqüentemente, para intensificar o aquecimento global.

A tendência é que o consumo de energia elétrica cresça cada vez mais, pois o aumento do poder aquisitivo das pessoas das classes D e E levou-as a comprar mais eletrodomésticos. Para viver com o conforto proporcionado por esses aparelhos, entretanto, não é preciso desperdiçar energia. Veja abaixo algumas dicas:

Ar-condicionado: use com moderação

Os aparelhos de ar-condicionado são os maiores consumidores de energia elétrica em uma residência. Durante o verão, são responsáveis por um terço do gasto de eletricidade doméstico. Para manter a casa fresca sem desperdício, deixe as janelas e as portas do ambiente refrigerado fechadas e desligue o aparelho quando o ambiente estiver vazio. Feche as janelas ou as cortinas, para impedir que o sol bata lá dentro, pois isso vai aumentar a temperatura interna e exigir mais trabalho do aparelho. Ao comprar um aparelho de ar-condicionado, prefira os que têm o selo Procel, pois são mais eficientes e gastam menos energia.

Banho sem desperdício

A maioria das casas no Brasil ainda tem chuveiro elétrico, o maior devorador de eletricidade dentro de uma residência, responsável por quase 25% do consumo. O jeito mais simples de economizar energia elétrica é regulá-lo na posição “inverno” somente quando estiver frio. E, é claro, passar menos tempo embaixo do chuveiro, fechando-o enquanto se passa sabonete ou xampu. Ao diminuir o tempo do banho de 12 para 6 minutos, uma pessoa economiza energia suficiente para manter uma lâmpada acesa por 7 horas.

Geladeira mais econômica

A geladeira é um prato cheio para economizar energia. Como fica ligada o tempo todo, é responsável por 22% do consumo doméstico de eletricidade de uma casa, quase empatando com o “campeão” chuveiro. Se sua geladeira tiver mais de 10 anos, vale a pena pensar em trocá-la por uma nova, pois as mais antigas consomem muito mais energia. Se decidir comprar uma nova, prefira as que têm o selo Procel com nota “A” na etiqueta do Inmetro o que indica que gastam menos energia do que as geladeiras equivalentes na mesma categoria, e por isso recebem o selo Procel .

Seja nova ou antiga, evite ficar abrindo a porta da geladeira o tempo todo, pois isso faz com que ela tenha de trabalhar mais para manter a temperatura fria. Pelo mesmo motivo, não deixe a porta muito tempo aberta enquanto escolhe o que quer pegar. Evite forrar as prateleiras com plásticos ou vidro e procure não abarrotá-las, desta forma deixando espaço para a circulação do ar. E não guarde líquidos nem alimentos ainda quentes na geladeira, pois o motor vai ter de trabalhar mais para esfriá-los, e isso vai provocar mais gasto de energia.

Aparelhos desligados de verdade

Um jeito fácil economizar energia é desligar “de verdade” os aparelhos eletrônicos que funcionam com controle remoto. Isto significa apertar o botão on/off e não apenas desligar no controle remoto. Para que o controle remoto possa ligar um aparelho instantaneamente, como a TV ou o som, é preciso que fique ativado o “stand-by”. Mas, o “stand-by” é um devorador de energia elétrica, sendo responsável por até 25% do consumo de energia dos equipamentos eletroeletrônicos.

Lembre-se também de desligar computadores e monitores de vídeo, mesmo quando deixar de usá-los apenas por pouco tempo. Muitas pessoas acreditam que o processo de ligar e desligar computadores e monitores consome muita energia, mas isso não é verdade. Os computadores devem ser desligados sempre que forem ficar mais de meia hora inativos, e os monitores, quando forem ficar sem uso por mais de quinze minutos.

Mais luz com menor gasto

Outro jeito simples de economizar energia elétrica é trocar as lâmpadas da casa pelas mais econômicas, como as fluorescentes. Elas são mais caras, mas economizam até 80% de energia em relação à lâmpada comum e duram até 13 vezes mais. Com isso, o preço maior pago por elas é compensado, em 8 meses, pela economia de energia elétrica. Procure usar a luz natural sempre que for possível, deixando janelas e cortinas abertas. E apague as luzes sempre que sair de um ambiente.

Roupa lavada e passada sem desperdício

Na hora de usar a máquina de lavar roupa, economize água e energia lavando, de uma só vez, a quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante do equipamento. Se usar a secadora, utilize também a capacidade máxima, evitando o desperdício de energia elétrica. Ao passar a roupa, espere acumular uma quantidade razoável de peças e passe tudo de uma vez só, desta forma você só esquenta o ferro uma única vez. Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de desligar o ferro, aproveite o menor calor para passar algumas roupas leves.


Dicas minhas (Carol):
1. Não compre roupas que precisem passar a ferro, fique livre dessa trabalheira - eu fiquei, meu ferro está sem uso há 5 anos :-)))
Se você é um homem infeliz que usa camisas sociais, entre na moda do tecido amassadinho e faça feliz sua mulher-mãe-passadeira - seu chefe também está suando em bicas e será solidário;
2. Troque todas as suas lâmpadas por econômicas e mantenha as janelas-cortinas abertas para a luz natural entrar;
3. Aproveite que vai aposentar o ferro elétrico e aposente também a secadora de roupas e o secador de cabelos, à exceção de lugares que nevam, ninguém precisa de nenhum dos dois;
4. Esqueça que chuveiro elétrico existe, é uma porcaria mesmo - aliás, para quê água quente nesse calorão? E não tome banhos longos em época nenhuma do ano, quente ou frio, a economia de água é ainda mais importante que a de luz;
5. Fogão e geladeira não devem ficar na mesma parede da cozinha, principalmente um ao lado do outro, a geladeira gasta energia em dobro para manter tudo frio;
6. Não coloque nada quente dentro da geladeira, espere esfriar do lado de fora, para que a mesma não trabalhe em dobro;
7. Verão é a época campeã para falta de água, começa a fazer reuso das águas cinzas da máquina de lavar roupa imediatamente.





Mais informação:
Gripes e Resfriados
Café da manhã de verão
O mar de lixo do Carnaval baiano
Incidentes com Tubarões em Recife
Chuveiro ecologicamente correto para praias
30 (e muitos) sorvetes caseiros orgânicos e sugar free
A casa sustentável é mais barata - parte 16 (piscinas naturais)
Boa ação de verão para o ano todo: deixe água para os animais de rua
Turismo Sustentável e o Mapa nacional de praias próprias para balneário
Férias de Verão em Natal (RN): Vamos passear de camelo em Genipabu? Não, obrigada!


A foto é minha, de uma pilha de cadeiras para alugar na praia do Pepê, RJ

domingo, 28 de novembro de 2010

Prêmio Dardos

A equipe de A Hora do Planeta lembrou de mim para o Prêmio Dardos, aceito e agradeço imensamente.

O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Receber o prémio implica aceitar as suas regras, que neste caso são:
1 - Exibir a imagem do selo no blogue;
2 - Revelar o link do blogue que atribuiu o prémio;
3 - Escolher 10, 15 ou 30 blogues para premiar.


Aceito e divulgo meu Top10:

1. Deixa Sair, de Sonia Hirsch, educando a população há mais de 30 anos

2. Medindo Água, a posição da engenharia sanitária e a viabilidade do reúso de água

3. Perigo Concreto - o melhor sobre energia nuclear, sempre comprando a briga da população de Caetité

4. Orgânicos do Brasil, um agronônomo mostra como o consumo de orgânicos é viável e prazeroso

5. Imensidão Azul, meu colega ciclista e mergulhador defende tubarões, golfinhos e baleias

6. Casa de Garrafas Pet, o blog da turma que vive em ecovila rural na fronteira com Uruguai e vive da construção alternativa

7. Vida Operária, blog de um ciclista vegano que vive em outra ecovila, urbana, em Londrina

8. Maquiagem livre de crueldade, tudo sobre cosméticos e artigos de higiene não-testados em animais e biodegradáveis

9. Ecotelhado, design e reflorestamento urbano, certificados pelo Greenbuilding Council

10. Viver Sustentável, muito querido

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Amazônia e Greenpeace lança Atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito"

A Venezuela é um dos maiores produtores mundiais de petróleo, membro da OPEP (ao contrário de nós) e agora, anunciaram oficialmente o Petróleo da Amazônia bem do outro lado da fronteira.


A companhia petrolífera Petrobras anunciou nesta sexta-feira a descoberta de uma nova jazida de petróleo com capacidade para produzir 2,5 mil barris diários de óleo leve na Amazônia, onde a empresa já explora gás natural.

A nova reserva foi confirmada após um Teste de Longa Duração (TLD) realizado no poço exploratório Igarapé Chibata, perfurado em uma região do município de Tefé (AM), a 630 quilômetros da cidade de Manaus.
A jazida com petróleo de alta qualidade foi identificada após a perfuração de um poço de 3.485 quilômetros de profundidade na Bacia do Solimões e em uma concessão na qual Petrobras tem 100% de participação, informou a empresa em comunicado.

O óleo está situado a 32 quilômetros da Província Petrolífera de Urucu, onde a Petrobras explora três jazidas de gás natural que é usado para abastecer a cidade de Manaus.
Apesar da capacidade para produzir 2,5 mil barris diários, o índice é baixo em comparação a outras áreas exploradas pela empresa.

Cada um dos poços da concessão Tupi, localizados nas jazidas descobertas pela Petrobras em águas profundas do oceano Atlântico, tem capacidade para produzir 30 mil barris diários.
Contudo, a Petrobras esclareceu que se trata de "um excelente resultado levando em conta o tipo de bacia no Brasil".

A companhia acrescentou que realizará novos estudos sísmicos e de perfurações para definir a extensão da jazida, quantificar as reservas e determinar a viabilidade comercial de seu exploração.


Atualmente, Urucu é a maior província gaseífera terrestre do Brasil, com produção média de 55 mil barris de óleo equivalente (BOE) processados por dia e a maior unidade de processamento de gás natural do País, com um volume de 10 milhões de metros cúbicos por dia. Esse volume faz do Amazonas o segundo maior produtor nacional em barris de óleo equivalente, e do município de Coari o maior produtor terrestre. A produção de GLP em Urucu abastece os estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá e parte do nordeste.

Fonte: Revista Fator


A campanha de Oceanos do Greenpeace acaba de lançar o atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito". o objetivo é mostrar, por meio da representação em mapas, o conflito cada vez mais intenso que ocorre em nosso litoral entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.

Nossa zona costeiro-marinha, que se alonga por mais de 8, 600 km de costa e se estende por aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados, abriga ecossistemas diversos, habitados por inúmeras espécies da flora e da fauna,muitas das quais ameaçadas de extinção.
Apesar da sua importância ecológica, atividades econômicas impactam seriamente o nosso litoral sem que sejam adotadas medidas para sua proteção.

O interesse pela utilização de novas áreas no litoral deverá crescer com o início da exploração do pré-sal, tornando ainda mais complicado e difícil o atendimento da recomendação do Ministério do Meio Ambiente para a criação de unidades de conservação em nossa zona marinha

Para baixar o Atlas do Greenpeace, clique aqui


Mais informação:
AmazoniAdentro
Amazônia Ilegal: O que se tira da Floresta
O PAC não se paga: Jirau, Belo Monte e Mauá
Vazamento de óleo no Golfo do México, as estatísticas e imagens da tragédia
A maior turbina movida a energia de marés do mundo será testada na Escócia
Awás lutam contra a destruição dos madeireiros no que restou da Floresta Amazônica do Maranhão
Lataria e um caminho sem volta: Projeto do pré-sal brasileiro está entre os dez mais 'sujos' do mundo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Só um macarrãozinho


Tem dias (e noites) que a gente não consegue nem fritar um ovo, você chega em casa com fome e não quer jantar sanduíche, mas tampouco pode enfrentar as panelas.

O melhor amigo para esses momentos é o macarrão integral com um molho que não precise ir ao fogo e possa ser colocado direto na massa escorrida ainda quente, um molho simples que cozinhe no próprio vapor.
Existem centenas de marcas de massas integrais, das mais populares como a Renata, à sofisticada Barilla e as "alternativas" como Mãe Terra, além das de cultivo orgânico. São facilmente encontradas nos supermercados e lojas de produtos naturais nas versões spaguetti, fusilli (parafuso), farfale (gravatinha), conchiglione (conchinha, ideal para sopas) e lasagna (que pode virar canelonni e rondelle).
Se você prefere massas mais largas como tagliarini e tagliatelle, cozinhe as fatias de lasagna integral, escorra, disponha numa tábua de madeira e corte à faca na largura desejada. Fica ótimo, parecendo massa caseira.
Se tem restrições à glúten, escolha massas à base de arroz ou em trigo sarraceno, como na receita tradicional de yakisoba. Eu falo melhor sobre o yakisoba tradicional no post sobre a acelga sautée.

Faça assim seu macarrãozinho: ferva a água em chaleira de inox, coloque na panela de barro e espere borbulhar, vai levar apenas alguns segundos. Se deixar a água fervendo na panela de barro, tomará mais tempo.
Junte a massa crua e espere cozinhar, vai levar pelo menos 15 minutos - a massa integral demora mais.
Você pode até tomar um banho enquanto isso.
Escorra a massa e não lave (não se lava macarrão), arrume em prato fundo ou bowl, regue com azeite aromatizado ou manteiga orgânica em temperatura ambiente e parta para o acompanhamento, que deve ficar "curtindo" na travessa tapada por 5 minutos.
Um bom vinho biodinâmico e você não precisa de mais nada.

Vou deixar as minhas dicas favoritas, aproveitando os "restinhos" de geladeira:
manteiga orgânica com sal marinho e pimenta do reino moída na hora

manteiga orgânica com gersal e massala caseiro

pestos variados

azeite e shoyu com gergelim negro e ramas do bulbo de alho picadinho (tem gosto de nirá)

azeite e shoyu com shiitake hidratado sem refogar

azeite e shoyu com azeitona e champignon em conserva fatiados

azeite e shoyu com grão de bico previamente cozido, cenoura crua ralada e salvia em folhas frescas da horta caseira

azeite e shoyu com ramas de cenoura e orégano seco a granel

azeite, tomate picado, manjerona seca a granel  e manjericão fresco da horta caseira

azeite, abobrinha crua ralada em espaguete e folhas de sálvia da horta caseira

azeite, muzzarela de bufala, orégano seco a granel e rúcula fresca orgânica picadinha

manteiga orgânica, gorgonzola picado, passas claras a granel, nozes moídas a granel e 1 colher de sopa rasa de iogurte caseiro orgânico

manteiga orgânica, raspas de limão siciliano, 1 colher de sopa do sumo do limão, 1 colher de iogurte caseiro orgânico e sal a gosto

manteiga orgânica, 1 ovo caipira cru batido com sal e pimenta (deixe por 10 minutos junto à massa ainda quente para cozinhar o ovo e virar um creme misturado ao amido), castanhas-amêndoas cruas torradas por cima de tudo


Para fazer um soba desenfastioso, como uma sopa, junte à massa uma tigela de missô dissolvido em água fervida, um missoshiro. Cubra tudo com cebolinha crua picada.

Se está com muita vontade de lasagna, cozinhe a massa integral, escorra e arrume num pirex untado com azeite intercalando muitas camadas de abobrinha e berinjela orgânica cruas e em rodelas, molho de tomate caseiro com muito manjericão fresco, ricota de búfala temperada com sal, pimenta, noz moscada, manjerona seca e folhas de salsa e espinafre crus picados. Termine as camadas com massa e molho de tomate com manjericão, cubra com um pouco de queijo de cabra tipo bola picado e leve para assar, gratina em 15 minutos e os legumes também cozinham rapidamente.


Sobremesa: frutas assadas, assam enquanto o jantar é servido e não precisam de nenhuma supervisão


A foto é google images e está presente em outros sites, aparecendo o autor, damos o crédito.

Imagem do dia (em Buenos Aires): Tartarugas não são animais domésticos


Tartarugas não são animais domésticos, são pré-históricas e seu comércio (ilegal) está causando a extinção de espécies nativas, além de contribuir para dizimar os ecossistemas.

Fonte: Centro de Répteis do Zoológico de Buenos Aires


Outras tartarugas vítimas do nosso "progresso":
Infelizmente nenhum dos filhotes sobreviveu
Para onde vai o lixo jogado no mar
Uma tartaruga só não faz verão


Mais informação:
Zoológicos x Reservas
Coelhos não são animais domésticos
Equitação, hipismo e charretes são insustentáveis, veja como é a aposentadoria de um cavalo
Blackfish, o filme - entenda porque parques aquáticos com orcas e golfinhos deveriam ser fechados

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Boa ação de Natal: Cartões de Natal pintados com a boca e os pés


A antiga moradora de meu atual apartamento não comunicou mudança de endereço a muitas instituições, o que me obriga a jogar muita correspondência fora, mas dessa vez algo chamou minha atenção: o envio de cartões de Natal cuja frente são obras de arte pintadas por pessoas sem os membros superiores.
Os cartões, além de serem de muito bom gosto e técnica apurada, são chancelados pela Associação dos Pintores com a Boca e os Pés.
Se você tem o hábito de enviar cartões de Natal pelo correio, priorize os cartões dessa associação.

A Pintores com a Boca e os Pés não é uma associação beneficente, mas sim uma sociedade de membros importantes. Todos os seus integrantes aprenderam a desenhar e pintar sustentando o pincel com a boca ou com os dedos dos pés, por terem perdido o uso das mãos.

A constituição da sociedade, no ano de 1956, deu oportunidade a todos os seus membros de se manterem com a venda de pinturas em forma de cartões, calendários e outros artigos. Nossa principal preocupação é incentivar pessoas com essas deficiências, proporcionando-lhes uma bolsa de estudos até o seu aperfeiçoamento na pintura.

Os artistas associados recusam caridade, preferindo reter seu respeito próprio competindo em termos iguais com artistas "normais"; eles fazem de tudo para assegurar que sua Associação seja entendida como um trabalho, um negócio, e que não seja confundida com entidades filantrópicas, colorindo assim a apreciação pela sua arte por sentimento.

Os quadros dos Pintores com a Boca e os Pés estiveram expostos no Brasil e por todo mundo.



Mais informação:
Natal Sustententável
Boa ação de Natal: Papai Noel dos Correios
Boa ação de Natal: O Natal Azul do Dr. Veit
Boa Ação de Natal: Cartões de Natal pintados com a boca e os pés
Boa Ação de Natal: Dê um destino nobre ao seu 13º, doe uma parte
Boa Ação de Natal: Anistia Internacional: cartões de Natal pela liberdade de expressão

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aterro Sanitário para cogeração de energia limpa


O primeiro biocombustível que eu simpatizo. Explico melhor, há uma grande empolgação em torno dos biocombustíveis. A mamona, soja, babaçu e até o cacau tornaram-se literalmente a salvação da lavoura, como já foi o Pró-álcool há alguns anos.


Do ponto de vista ambiental é uma temeridade, por 2 razões:
1. Devasta-se uma área nativa para uma monocultura, transgênica provavelmente
2. Não conscientiza o cidadão, consumidor final, que o problema não é só o combustível fóssil, mas o fato dele ter 3 carros na garagem e até ferro e aço serem transportados em caçamba de caminhão, quando a solução seria a ferrovia e a navegação de cabotagem.

A saída sempre é a diminuição do consumo, consumo consciente, aliada ao pensamento global, nesse caso o transporte coletivo.

Acha que eu exagero? Leia mais sobre o aumento de emissões a partir dos biocombustíveis

Abaixo, segue uma iniciativa inteligente na área, aplicando reúso do resíduo urbano em prol da coletividade. Tudo certo, reduz o lixo urbano, não utiliza combustível fóssil e aplica-se a um processo insubstituível.


Aterro Sanitário para cogeração de energia limpa


O Rio de Janeiro se prepara para uma revolução verde na gestão de seu lixo. As obras da nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, começaram nesta sexta-feira, dia 13/08, como anunciou o prefeito Eduardo Paes durante o lançamento do Fórum Carioca de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, no Palácio da Cidade, em Botafogo.

Na abertura do fórum foi apresentado o Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa, que aponta os resíduos sólidos (lixo) como um dos principais vilões do meio ambiente na cidade, com 24% das emissões de gases do efeito estufa, atrás apenas do transporte rodoviário, responsável por 33% das emissões. A CTR entrará em operação em 2011 e também receberá o lixo dos municípios de Itaguaí e Seropédica. Com isso, a Prefeitura encerrará as atividades no Aterro Controlado de Gramacho, em Caxias, o que ocorrerá gradativamente até o segundo semestre de 2012.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Comlurb, estará à frente da implementação da CTR pela empresa concessionária Ciclus. A moderna tecnologia da nova CTR permitirá a redução recorde na emissão de gases de efeito estufa. A mitigação estimada nos empreendimentos é de 1,9 milhão de toneladas de CO2 por ano. É como se 1,4 milhão de carros movidos a gasolina deixassem de circular pela cidade. Esse desempenho ajudará o Rio a cumprir a meta para a redução de gases do efeito estufa, estabelecida em 2009 pela Política Municipal de Mudanças Climáticas, e compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional para os Jogos Olímpicos de 2016. A proposta do Rio, estabelecida pela Prefeitura é diminuir em 8% a emissão até 2012, 16% para 2016 e 20% para 2020.

“A prefeitura do Rio de Janeiro já pode orgulhar-se de estar no caminho limpo e ambientalmente correto da gestão de seu lixo. Em 2012 vamos botar um cadeado para o fechamento definitivo do Aterro de Gramacho, que hoje representa um grande passivo ambiental do Rio”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

Para o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, o Rio entra numa nova era com relação a gestão do lixo da cidade. “O Rio tem compromisso com a sustentabilidade e a Prefeitura quer que a nova CTR seja essa marca. Com a CTR de Seropédica, o Rio conta com projeto de alta tecnologia que permitirá o controle de riscos”, afirmou Osório.


Tecnologia limpa
A moderna CTR, que já tem licença ambiental, será construída com a tecnologia de ponta usada nos países com gestão de resíduo mais avançada da comunidade européia. O solo receberá uma tripla impermeabilização de base reforçada, com duas mantas de polietileno de alta densidade e, no meio delas, um sistema de sensores interligados para dar total segurança à central. A CTR será a primeira do Brasil com tantos recursos de controle de qualidade ambiental – as novidades implementadas devem se tornar referência até para os órgãos ambientais.

O volume de 1,9 milhão de toneladas de redução de CO2 por ano, estimado pela Ciclus, e que será negociado no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL, da ONU), é recorde mundial no setor de resíduos, segundo ranking disponível no site da ONU. Atualmente, a maior operação de créditos de carbono no setor de lixo é de 1,2 milhão de toneladas de CO2 por ano, num empreendimento baseado na Coreia do Sul. As empresas que conseguem reduzir suas emissões de gases poluentes obtêm créditos de carbono, comprados por companhias de países ricos que têm metas obrigatórias de baixar seus níveis de poluição.

O aproveitamento bioenergético é capaz de gerar 30 MW de energia quando a CTR estiver em pleno funcionamento, o que corresponde à iluminação de uma cidade de 200 mil habitantes. Além disso, em duas das sete estações de transferência de resíduos (ETRs) que beneficiarão o lixo recolhido nos municípios de Rio, Seropédica e Itaguaí, serão implantas usinas de geração de energias térmica e elétrica a partir da queima do lixo. A tecnologia é largamente utilizada na Europa, pois filtra os gases poluentes e reduz significativamente o volume de lixo que vai para o centro.


Fórum Carioca de Mudanças Climáticas
Formado por representantes dos Governos, da sociedade civil e meio acadêmico, o Fórum Carioca de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável é discutir propostas de sustentabilidade e políticas públicas voltadas para o meio ambiente.

O trabalho do grupo que integra o Fórum terá como base o Inventário de Emissões de GEE. De acordo com o levantamento, o Rio possui um dos menores índices de emissões per capita de carbono entre as principais metrópoles do mundo.

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro





Solução do lixo no Rio vai gerar redução recorde da emissão de gases do efeito estufa

O Rio se prepara para uma revolução verde na gestão de seu lixo. O encerramento do Aterro Metropolitano de Gramacho, que por anos recebeu todo o lixo da Região Metropolitana, e a nova central de tratamento de resíduos (CTR) Ciclus, que passará a receber a partir de 2011 todo o lixo de Rio de Janeiro, Itaguaí e Seropédica, vão gerar uma redução recorde na emissão de gases de efeito estufa, através do aproveitamento bioenergético do gás formado pela decomposição dos resíduos orgânicos. A mitigação estimada nos empreendimentos é de 1,9 milhão de toneladas de CO2 por ano. É como se 1,4 milhão de carros movidos a gasolina deixassem de circular pela cidade.

A Ciclus tira a Região Metropolitana do século XX, com seus lixões a céu aberto repletos de catadores trabalhando em condições degradantes, e a coloca no século XXI. A moderna CTR será construída com a tecnologia de ponta dos países com gestão de resíduo mais avançada do mundo. O solo receberá uma tripla impermeabilização de base reforçada, com duas mantas de polietileno de alta densidade e, no meio delas, um sistema de sensores interligados para dar total segurança ao aterro. A CTR, que terá capacidade para receber 9 mil toneladas de lixo por dia, será a primeira do Brasil com tantos recursos de controle de qualidade ambiental – as novidades implementadas devem se tornar referência até para os órgãos ambientais.

O aproveitamento bioenergético é capaz de gerar 30 MW de energia quando a CTR estiver em pleno funcionamento, o que corresponde à iluminação de uma cidade de 200 mil habitantes. Além disso, nas estações de transferência de resíduos (ETRs) que beneficiarão o lixo recolhido no Rio, serão implantas usinas de geração de energia limpa a partir da destruição térmica do lixo. A tecnologia, largamente utilizada na Europa, filtra os gases poluentes, reduz significativamente o volume de lixo que vai para o aterro e gera energia.

A redução de emissões propiciada pelo novo empreendimento permitirá que a prefeitura do Rio de Janeiro cumpra a sua meta de redução de Gases de Efeito Estufa, assinada voluntariamente pelo prefeito Eduardo Paes no fim do ano passado, na ocasião da apresentação do Plano Rio Sustentável, pouco antes da Conferência das Nações Unidas (COP 15), em Copenhague. O objetivo é reduzir as emissões em 8% até 2012, 16% até 2015 e 20% até 2020. Os lixões ainda existentes na Região Metropolitana do Rio são responsáveis, ainda hoje, por uma das maiores parcelas de lançamento de gás estufa no Estado do Rio.

A nova Central de Tratamento de Resíduos do Rio é fundamental para a estratégia de tornar os Jogos Olímpicos de 2016 as olimpíadas verdes, um evento marcado pela atitude sustentável. Além disso, a redução de emissões e o encerramento dos lixões estão na lista de encargos elaborada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Com o empreendimento implantado, as duas metas poderão ser cumpridas.

Fonte: site independente Envolverde



Outra opção: Biocombustível para aviões será feito a partir do lixo
 

A foto é de Marcos Prado, autor do livro sobre jardim Gramacho e do filme Estamira


 

Mais informação:
Ilha das Flores e Estamira
Cemitérios e enterros sustentáveis
Como funciona um aterro sanitário
Como funciona uma estação de tratamento de água
Como funciona uma estação de tratamento de esgoto
O mito da embalagem sustentável: manual básico de reciclagem
Você compra demais ou "De onde vem o lixo produzido no mundo?"
Lâmpadas, termômetros e baterias: onde descartar itens com mercúrio e o que fazer em caso de intoxicação



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A guerra pelas sementes da monocultura transgênica e corporativa




Em O mundo segundo a Monsanto, um dado alarmante nos é informado: de que a empresa e suas subsisdiárias já detêm 80% da produção mundial de sementes, o monopólio do cultivo que quebrou centenas de produtores rurais e dizimou plantações orgânicas pela polinização de cultivos e sementes transgênicas muitas vezes contrabandeadas e ilegais, além da venda casada (e criminosa) das sementes com o pesticida exclusivo da empresa, o Round-up Ready, que mata até os filhos dos agricultores.

Já no livro O mundo é o que você come, a fazendeira orgânica norte-americana prioriza os catálogos de sementes mantidas por seus maiores interessados: os fazendeiros locais, seus vizinhos. Afirma a autora que aquelas sementes, nativas e de cultivo orgânico, seriam a verdadeira evolução da espécie, sementes não alteradas geneticamente, mas que representam não apenas a melhor safra daqueles produtores, mas a manutenção da cultura gastronômica da região.

Comprar direto do produtor rural, na Feira de Orgânicos, tornou-se uma questão política que vai muito além de qualquer discurso simplista de que agrotóxicos fariam mal à saúde. Mas fazem mal também, e muito.
Veja que a massificação cultural impede as novas gerações de conhecer os vegetais nativos de seu entorno em Hortaliças extintas pelas tentações da cidade grande.


Visitando o blog da Em Pratos Limpos, vejo que aqui no Brasil, a transgenia aumenta gradativamente e confirma tudo o que é alertado pelo filme e livro:

Enquanto as empresas seguem renovando suas promessas – a bola da vez são as sementes resistentes à seca – cresce o monopólio e as sementes convencionais cada vez mais somem do mercado.

E que já há procura pela soja convencional, de cultivo tradicional, chancelada pela Embrapa e igualmente endossada pelos produtores rurais:

A ideia de uma tecnologia que beneficiaria produtor e meio ambiente ficou apenas na propaganda. O que prevalece na prática é a força do monopólio sobre o mercado de sementes e a contaminação, que se dá a campo e também na falta de segregação. É o que mostra a reportagem abaixo.

Líder absoluta nos campos brasileiros, a soja transgênica vai ocupar 80% da área nacional destinada à cultura na safra 2010/11. A estimativa é da Monsanto, multinacional norte-americana detentora da tecnologia Roundup Ready (RR), a única oleaginosa geneticamente modificada disponível atualmente no mercado nacional. A projeção considera dados de produção e comercialização de sementes da empresa no país.

Se as contas da Monsanto estiverem certas, quase 55 milhões das 68 milhões de toneladas que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), devem ser colhidas no Brasil no ciclo 2010/11 serão de soja transgênica. Na safra passada, ainda segundo os cálculos da multinacional, as sementes GM cobriram 73% dos 23,5 milhões de hectares que foram cultivados com a oleaginosa no país, o equivalente a pouco mais de 50 milhões de toneladas.


“Como no Rio Grande do Sul, quase 100% dos produtores já usam a tecnologia, a expansão deve ocorrer no cerrado”, detalha o diretor comercial da empresa, Antonio Smith, lembrando que nos Estados Unidos os transgênicos correspondem a 90% da produção da oleaginosa e na Argentina o porcentual é de quase 100%.

“A biotecnologia é um caminho sem volta. Na soja e, ainda mais rapidamente, no milho. Daqui a alguns anos, só haverá lavouras transgênicas”, prevê o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Ele lembra que a soja GM levou cerca de cinco anos para alcançar cobertura de 70%, índice atingido pelo milho transgênico em apenas três anos. “Se você falar para o produtor: ‘Olha, te pago um prêmio de R$ 10 por saca pela soja convencional’. Acho quem nem assim ele plantaria”, diz. O gargalo, afirma o diretor operacional da Imcopa, José Enrique Marti Traver, não está no campo ou no mercado, mas na pesquisa. Para ele, a aposta massiva dos produtores brasileiros na transgeníase acontece porque investe-se mais na pesquisa e desenvolvimento de variedades geneticamente modificadas do que em sementes convencionais.

Gallassini endossa a avaliação de Traver. Segundo o dirigente da Coamo, foram lançadas neste ano oito novas variedades de soja transgênica, mas apenas uma convencional. No ano passado, essa relação foi de 12 para 2. Segundo ele, além de mais numerosas, as sementes GM seriam mais produtivas. Para lançar uma nova variedade de soja geneticamente modificada as empresas precisam primeiro desenvolver a tecnologia usando grãos convencionais, explica Traver. “Mas essas sementes muitas vezes nem chegam ao mercado porque as empresas não têm interesse em comercializar o produto convencional”, diz.

O problema, afirma, é que a legislação brasileira não estimula o desenvolvimento de novas variedades não-transgênicas. A Lei de Proteção de Cultivares (LPC), que regula o mercado de sementes convencionais, protege os direitos intelectuais de criação, mas não prevê a cobrança de royalties como a Lei de Patentes, que rege o mercado GM. “Precisamos uniformizar a legislação para não desestimular a produção de uma ou de outra. Se continuar como está vai virar tudo transgênico mesmo, por questões econômicas”, considera Traver. Para ele, o grande desafio a vencer é viabilizar as duas opções de forma que o direito de livre escolha seja assegurado tanto ao produtor quanto ao consumidor.


Ainda:

Quase 80% de 1.2 milhões de hectares ocupados pela agricultura no Uruguai estão semeadas com soja e milho. Segundo a estatal Direção de Estatísticas Agropecuárias e a privada Câmara Uruguaia de Sementes, a totalidade da soja e pelo menos 80% do milho são transgênicos, isto é, são organismos geneticamente modificados (OGM).

Cárcamo alerta sobre as dificuldades que se apresentam com o manejo dos transgênicos e quando se trata de milho, devido ao tipo de polinização que essa espécie realiza. Um estudo da estatal Universidade da República revelou que “três em cada cinco casos com potencial risco de interpolinização -mistura de pólen de variedades diferentes- tiveram como resultado a presença de transgênicos na espécie não geneticamente modificada”. Isso quer dizer que a proximidade aos cultivos OGM e não OGM provoca contaminação quando os tempos de floração coincidem.

Tanto para os investigadores quanto para os ambientalistas, essa realidade, misto de descontrole e da problemática apresentada pelo manejo dos transgênicos, torna necessária a abertura de um debate sobre a “coexistência regulada” entre vegetais OGM e não OGM, regulamentada em 2008.

Segundo a Rede de Amigos da Terra, a política de coexistência regulamenta não leva em consideração os eventuais impactos para a saúde humana, as ameaças ao meio ambiente, a relação dos transgênicos com a agricultura tradicional, natural e orgânica e os mecanismos de informação ao consumidor; daí que deve ser revisada.

Segundo a Rede, no Uruguai, tem que acontecer um debate sobre esse tema, “porque até agora as organizações da sociedade civil somente foram convidadas pelas autoridades para apresentar informação por escrito; porém, não para debater opiniões”.





Caso você tenha pensado em hibridismo e nos muitos cruzamentos naturais que sempre ocorreram na natureza, como a mula por exemplo, leia o B+A=BA do Greenpeace, logo abaixo:

Os transgênicos, ou organismos geneticamente modificados, são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como, por exemplo, arroz com bactéria.

Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a engenharia genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: riscos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos.
O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O aumento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em cheque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversidade agrícola.

Diante da crise climática em que vivemos, a preservação da biodiversidade funciona como um seguro, uma garantia de que teremos opções viáveis de produção de alimentos no futuro e estaremos prontos para os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura,

Nesse cenário, os transgênicos representam um duplo risco. Primeiro por serem resistentes a agrotóxicos, ou possuírem propriedades inseticidas, o uso contínuo de sementes transgênicas leva à resistência de ervas daninhas e insetos, o que por sua vez leva o agricultor a aumentar a dose de agrotóxicos ano a ano. Não por acaso o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos em 2008 – depois de cerca de dez anos de plantio de transgênicos – sendo mais da metade deles destinados à soja, primeira lavoura transgênica a ser inserida no País.

Além disso, o uso de transgênicos representa um alto risco de perda de biodiversidade, tanto pelo aumento no uso de agroquímicos (que tem efeitos sobre a vida no solo e ao redor das lavouras), quanto pela contaminação de sementes naturais por transgênicas. Neste caso, um bom exemplo de alimento importante, que hoje se encontra em ameaça, é o nosso bom e tradicional arroz.

A diversidade do arroz brasileiro congrega desde o arroz branco plantado no Rio Grande do Sul, que é adaptado a temperaturas amenas, àquele plantado no interior do nordeste, vermelho, resistente a climas quentes e secos. Ambos são necessários, sem seus respectivos climas e solos, para garantir que o cidadão brasileiro tenha sempre arroz em seu prato, em qualquer região do país.




Infelizmente, a tecnologia Terminator não é uma novidade de ontem – é uma séria e imediata ameaça à diversidade de cultivos e à soberania alimentar em todo o mundo. Governos estão esboçando propostas para permitir testes a campo e comercialização de sementes Terminator. A Federação Internacional de Sementes, agora, apóia abertamente o Terminator e está trabalhando de mãos dadas com governos complacentes com as indústrias para desmantelar a moratória de facto das Nações Unidas. Um banimento total é a única defesa contra as sementes suicidas.

ANTECEDENTES
O que é Terminator? A tecnologia Terminator refere-se a plantas que foram geneticamente modificadas (GM) para tornar as sementes estéreis quando da colheita. A tecnologia Terminator foi inicialmente desenvolvida pela indústria multinacional de sementes/agroquímicos e pelo governo dos EUA para evitar que os agricultores replantassem as sementes colhidas maximizando, assim, os lucros dessa indústria. As sementes Terminator ainda não foram comercializadas ou testadas a campo – embora experimentos estejam ocorrendo em estufas, nos EUA.

Tecnologia Genética de Restrição do Uso (em inglês, GURTs ) é o termo “oficial” utilizado pelas Nações Unidas e pela comunidade científica para se referir ao Terminator. Tecnologia Genética de Restrição do Uso é uma expressão ampla que se refere à utilização de um indutor químico externo para controlar a expressão de um traço genético de uma planta. GURTs é freqüentemente usado como sinônimo para esterilização genética de sementes ou tecnologia Terminator.

Por que Isso é um Problema? Mais de 1,4 bilhão de pessoas, principalmente famílias de pequenos agricultores, no mundo em desenvolvimento, têm como fonte principal de sementes as guardadas de seus próprios cultivos. As sementes Terminator forçarão à dependência de fontes externas e quebrarão com as práticas de troca de sementes dos povos locais e indígenas, bem como com a prática milenar de seleção e reprodução efetuada pelos agricultores – a base para a segurança local de disponibilidade de sementes.

Se o Terminator for comercializado, a esterilidade das sementes será, provavelmente, incorporada em todas as plantas GM. Isso porque a esterilidade das sementes permite um monopólio muito mais forte do que as patentes; ao contrário das patentes, não há data de expiração, nenhuma exceção para os melhoristas e nem necessidade de advogados.

Quem detém as patentes do Terminator? O departamento de agricultura dos EUA e a Delta & Pine Land, a 7ª maior companhia de sementes do mundo, detêm, conjuntamente, três patentes da tecnologia Terminator. Syngenta, DuPont, BASF e Monsanto estão entre as outras companhias multinacionais que obtiveram patentes. Em março de 2004, a Syngenta obteve sua mais recente patente nos EUA para a tecnologia Terminator. Um representante da Delta & Pine Land está, atualmente, viajando ao redor do mundo para promover a tecnologia Terminator de sua companhia.

Terminator NÃO é uma questão de biossegurança: A indústria multinacional de sementes está fazendo uma campanha de relações públicas para promover a tecnologia Terminator como um mecanismo para conter o fluxo indesejado de genes de plantas GM (particularmente de novos produtos em desenvolvimento, como árvores GM e plantas modificadas para produzirem drogas e químicos industriais). A indústria argumenta que a esterilidade engenheirada oferece uma característica de segurança construída internamente para as plantas GM porque, se os genes de uma cultura Terminator tiverem polinização cruzada com plantas parentes da vizinhança, as sementes produzidas pela polinização indesejada serão estéreis – não irão germinar. A fuga de genes de plantas GM tem causado contaminação genética e se coloca como ameaça à biodiversidade agrícola e aos meios de vida dos agricultores – especialmente em centros de diversidade genética de cultivos. Por exemplo, estudos confirmam que o DNA de milho GM tem contaminado milho tradicional plantado por agricultores indígenas no México.

As mesmas companhias cujas sementes GM estão causando contaminação indesejada sugerem, agora, que a sociedade aceite uma nova e não testada tecnologia para conter a poluição genética. Se as sementes GM não são seguras não devem ser usadas. E, mais importante, a segurança alimentar das pessoas com menos recursos não deve ser sacrificada para resolver o problema de poluição genética provocado pela indústria. Que impactos terão as sementes Terminator sobre os pequenos agricultores? As sementes Terminator geneticamente modificadas não são importantes para as necessidades dos pequenos agricultores, mas isso não quer dizer que esses agricultores não irão encontrar sementes Terminator em seus cultivos, se elas forem comercializadas. Se grãos importados contiverem genes Terminator e agricultores, desavisadamente, os plantarem como sementes, eles não irão germinar. Da mesma forma, agricultores que dependam de ajuda humanitária de alimentos arriscam ter uma perda devastadora em seus cultivos se, sem saberem, utilizarem como sementes esses grãos que contêm genes Terminator.


ATUALIDADES
Moratória Internacional Sob Ataque: Em 2000,a Convenção de Biodiversidade das Nações Unidas (CDB) recomendou que os governos não realizassem testes a campo nem comercializassem tecnologias genéticas de esterilização de sementes – desse modo criando uma moratória internacional de facto. Muitos governos, povos indígenas e organizações da sociedade civil têm, repetidamente, apelado à CDB para banir a tecnologia Terminator porque ela ameaça a biodiversidade, os sistemas de conhecimento indígenas, os pequenos agricultores e a segurança mundial de alimentos. Mas, quando o corpo de consultores científicos da CDB se reuniu, em fevereiro de 2005, em Bangkok, a indústria e governos aliados quase conseguiram derrubar a moratória existente. Vazou uma nota revelando que o governo canadense estava preparado para introduzir um texto permitindo testes a campo e a comercialização. O desastre foi evitado devido à intervenção de muitos governos mas a moratória sobre o Terminator está, agora, sob ataque.

É NECESSÁRIO AGIR EM TODOS OS NÍVEIS
Banimentos Nacionais: Fazer campanhas nacionais para banir o Terminator é decisivo – e há precedentes importantes. Em 2005, o governo do Brasil aprovou uma lei que proíbe o uso, a venda, o registro, o patenteamento ou o licenciamento da tecnologia Terminator. O governo indiano baniu, em 2001, o registro de sementes Terminator. Campanhas locais, nacionais e regionais para banir o Terminator irão encorajar os governos a trabalharem no sentido de banir o Terminator internacionalmente.


Fonte: BanTerminator.org




Para maior aprofundamento, leia também o livro da Dr. Vandana Shiva sobre a questão



Mais informação:
Alimentos irradiados
A soja é desnecessária
O arroz transgênico da Bayer
O mundo segundo a Monsanto
Mel de abelhas x melado de cana
Como comprar e reconhecer produtos orgânicos
Todos cobaias: o mito da eficiência em transgenia
Agronegócio perde em eficácia para agricultura familiar
Greenwashing é isso aí: Monsanto e Syngenta recebem o Nobel da Agricultura