quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mamãe não passou açúcar em mim!

Desde que criei esse blog, há quase 1 ano, tenho o marcador açúcar disponível e comprometi-me a sempre postar receitas sugar-free.
Aqui, não há nenhuma receita sequer com açúcar refinado ou sua forma mais popular, farinha branca e carboidratos refinados em geral. Em todas as muitas receitas disponíveis, há o compromisso de oferecer a opção com melado ou rapadura e farinha-arroz-massa integral.



Caso você ainda não saiba, o açúcar branco é a droga mais perigosa de nossa sociedade. Você, que vive com uma balinha no bolso, está viciado e foi traído e enganado pela cultura de massa.

Não exagero, açúcar refinado mata e pior, é socialmente estimulado desde que somos bebês, onde o sinônimo da comida caseira é um prato cuja base é arroz branco (refinado ou beneficiado) e todos os salgadinhos de festa, são em massa base de farinha branca com água (receita de cola caseira).

Ainda, sobre o açúcar, há pelo menos 2 livros imperdíveis: "Sugar Blues", de William Dufty e "Sem Açúcar e com Afeto", da querida Sônia.
Em ambos, estão disponíveis inúmeras receitas saudáveis e dados impressionantes relacionando o consumo de açúcares refinados com grande parte das doenças "modernas", além da Peste Negra e claro, da diabetes.

No Sugar Blues, Willian Dufty, faz uma pergunta até então impensada "Você já notou que os índios sempre fumaram tabaco sem desenvolver câncer de pulmão, mas quando adicionamos açúcar refinado ao processo de secagem das folhas, o cigarro industrializado tornou-se cancerígeno?"






A informação trocada no meu bate-bola com Sônia acerca da cerveja ser considerada alimento medicinal recomendado até para lactantes (por ser fermentado e à base de trigo, como pão), disponível no post sobre long necks, foi igualmente retirada do Sugar Blues.


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Sônia Hirsch, em seus livros, não alivia o açúcar, nos ensina a ler rótulos com mais atenção e nos lembra que não havia um pé de cana de açúcar no Brasil, quando os portugueses aqui chegaram. As primeiras mudas vieram de caravela importadas da Índia.
Em tempo, sabia que se você for chupar em cana de açúcar a quantidade de açúcar branco e refinado que consome diariamente, passaria horas e horas enfrentando aqueles bambus? O processo de refino estranhamente chamado de beneficiamento, é justamente o que retira todos os sais minerais e vitaminas da cana, potencializando milhares de vezes um único princípio ativo: o que permite adoçar.





Atente que até mostarda industrializada leva açúcar atualmente!

E se gosta e tem o hábito de consumir pão, priorize pães 100% integrais, raros de encontrar no supermercado, onde o pão integral industrializado é molengo e a base de farinha enriquecida com ferro e ácido fólico, o nome pomposo da farinha branca. Lojas de produtos naturais e feiras de orgânicos vendem pães caseiros 100% integrais, alguns pães multigrãos de receita alemã e industrializados são 100% integrais e confiáveis, além de deliciosos. Leia o rótulo, pão integral é farinha de trigo integral, água e fermento, se for multigrão, será composto de farinha integral, água, fermento e aveia, linhaça, fubá, centeio, etc... mas nunca levará farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico.
O melhor pão 100% integral do RJ é o querido Pão do Bento e eu mesma faço em casa meu Pão de Raízes, que permite tantas variações, inclusive com a adoção de aveia e fubá, 100% orgânico e integral.


A Comunidade Sugar Blues do Orkut apresenta-se com o seguinte texto que nos leva à reflexão:

Você sabe que algo vicia quando produz:
1-desejo continuado
2-necessidade irresistível
3-dependência física
4-tolerância
5-psicotoxidez
6-psicose na abstinência

Você está com a saúde debilitada, vive gripado e com CORIZA?
Não consegue se livrar da ACNE?
O COLESTEROL não baixa?
Sofre de ENXAQUECA?
Tem INSONIA?
Morre de SEDE deliberadamente?
Sua MENSTRUAÇÂO está irregular, você tem corrimento?
Não consegue descobrir o motivo? Já fez uma infinidade de exames e não chegou a conclusão nenhuma?
Preste atenção na sua alimentação!
Provavelmente, você consome muito açúcar...


Faz-se açúcar de tudo, até da beterraba, o que era muito comum na Europa até o século XIX, quando o advento da plantação de cana de açúcar nas colônias da América substituiu a cultura. Muitos pesquisadores e historiadores dão à cana, que foi ciclo econômico como a borracha e o ouro no Brasil, uma importância tão grande quanto qualquer outra commoditie, inclusive a mão de obra escrava, que também exportamos para o resto do mundo. A cultura da cana no Brasil é tão entranhada em nossa economia que, dela fizemos combustível como o álcool e mantivemos toda uma estrutura fundiária baseada na figura do usineiro. Nosso primeiro Presidente da República democraticamente eleito após 21 anos de Ditadura Militar era filho, neto e bisneto de coronéis de engenho, que transformaram nosso sertão e agreste num curral eleitoral, sinônimo de atraso e subdesenvolvimento dessa cultura agrícola que escraviza crianças.

Existem ainda fontes de malte de cerais, como a cevada e o arroz, muito tradicionais principalmente no Oriente e até agora, sem críticas. Mas não são produtos exatamente fáceis de serem encontrados no Brasil. E daí, nós voltamos ao ponto inicial, comprar localmente o que é sazonal e da agricultura familiar. Se você mora em estado com forte colonização japonesa, onde o Amazake (mel de arroz integral com consistência de pudim) é facílimo de ser encontrado na feirinha da agricultura familiar, receita trazida de navio e passada de geração em geração, ótimo! Eu não tive essa sorte, infelizmente. Então, sigo comprando melado orgânico e ralando minhas rapaduras nordestinas compradas na Feira de São Cristóvão, atração turística imperdível do Rio de Janeiro.


Mais informação no brilhante artigo de Denis Russo:

Farinha de trigo, açúcar e cocaína
segunda-feira, 5 de outubro de 2009 | 16:12

Se um dia alguém resolver erigir um monumento em praça pública às boas intenções frustradas do pensamento científico, podia ser uma estátua monumental de um prato cheio de pó branco. Assim homenagearíamos de uma só vez três enganos cientificistas: a FARINHA DE TRIGO REFINADA, o AÇÚCAR BRANCO e a COCAÍNA. Três pós acéticos e quase idênticos, três frutos do pensamento que dominou o último século e meio: o reducionismo científico. Três matadores de gente.

Não é por acaso que os três são tão parecidos. Todos eles são o resultado de um processo de “refino” de uma planta – trigo, cana e coca. Refino! Soa quase como ironia usar essa palavra chique para definir um processo que, em termos mais precisos, deveria chamar-se “linchamento vegetal” ou algo assim. Basicamente se submete a planta a todos os tipos de maus-tratos imagináveis: esmagamento entre dois cilindros de aço, fogo, cortes de navalha, ataques com ácido. Até que tenha-se destruído ou separado toda a planta menos a sua “essência”. No caso do trigo e a da cana, o carboidrato puro, pura energia. No caso da coca, algo bem diferente, mas que parece igual. Não a energia que move as coisas do carboidrato, mas a sensação de energia ilimitada, injetada diretamente nas células do cérebro.
Começou-se a refinar trigo, cana e coca mais ou menos na mesma época, na segunda metade do século 19, com mais intensidade por volta de 1870. No livro (que recomendo muitíssimo) “Em Defesa da Comida”, o jornalista Michael Pollan conta como a tal “cultura ocidental” adorou a novidade. Os cientistas ficaram em êxtase, porque acreditavam que o modo de compreender o universo é dividi-lo em pequenos pedacinhos e estudar um pedacinho de cada vez (esse é o tal reducionismo científico). Nada melhor para eles, então, do que estudar apenas o que importa nas plantas, e não aquele lixo inútil – fibras, minerais, vitaminas e outras sujeiras. Os capitalistas industriais também curtiram de montão. Um pó refinado é super lucrativo, muito fácil de produzir em quantidades imensas, praticamente não estraga, pode ser transportado a longuíssimas distâncias. A indústria de junk food floresceu e sua grana financiou as pesquisas dos cientistas, que, animadíssimos, queriam mais.

Sabe por que esses pós refinados não estragam? Porque praticamente não têm nutrientes. As bactérias e insetos não se interessam pelo que não tem nutriente.

Os três tem efeito parecido na gente. Eles nos jogam no céu com uma descarga de energia e, minutos depois, nos deixam despencar. Aí a gente quer mais. Como eles foram separados das partes mais duras das plantas – as fibras – nosso corpo os absorve como um ralo, de uma vez só. Seu efeito eletrificante manda sinais para o organismo inteiro, o metabolismo se acelera. Aí o efeito vai embora de repente. E o corpo é pego no contrapé.

Cocaína, farinha e açúcar eram O Bem no final do século 19. Eram conquistas da engenhosidade humana. Eram a prova viva de que a ciência ainda iria conquistar tudo, de que o homem é maior do que a natureza, de que o progresso é inevitável e lindo. Cocaína era “o elixir da vida”. Nas palavras publicadas numa revista do século 19, “um substituto para a comida, para que as pessoas possam eventualmente passar um mês sem comer.” Farinha e açúcar davam margem a fantasias de ficção científica, como a pílula que dispensaria o humano do ato animal e inferior de comer.

O equívoco da cocaína ficou demonstrado mais cedo, já nas primeiras décadas do século 20. De medicamento patenteado pela Bayer, virou “droga”, proibida, enquanto exterminava uma população de viciados. A proibição amplificou seus males, transformando-a de algo que afeta alguns em algo que machuca o planeta inteiro, movendo a indústria do tráfico, que abastece quase todo o crime organizado e o terrorismo do globo.

Levaria muito tempo até que os outros dois comparsas fossem desmascarados. Até os anos 1990, farinha e açúcar ainda eram “O Bem”, enquanto “O Mal” era a gordura, o colesterol. Os médicos recomendavam que se substituisse gorduras por carboidratos e o mundo ocidental se entupiu de farinha e açúcar. Começou ali uma epidemia de diabetes tipo 2, causada pelas pancadas repentinas que farinhas e açúcar dão no nosso organismo. Começou também uma epidemia de obesidade. Sem falar que revelou-se que açúcar e farinha estão envolvidos no complô para expulsar frutas, folhas e legumes dos nossos pratos, o que está exterminando gente com câncer e doenças cardíacas. Como câncer e coração são as maiores causas de morte do mundo urbanizado, chega-se à constatação dolorosa: farinha e açúcar são na verdade muito mais letais do que cocaína. É que cocaína viciou poucos, mas açúcar e farinha viciaram quase todo mundo.

Agora os três pós brancos são “O Mal”. A humanidade está mobilizada para exterminá-los. Há até uma nova dieta vendendo toneladas de livros pela qual corta-se todos os carboidratos da dieta e come-se apenas gordura.

Em 1870, caímos na ilusão de que era possível “refinar” plantas até extrair delas o bem absoluto, apenas para nos convencermos décadas depois de que tínhamos criado o mal absoluto. Mas será que o problema não é essa mania humana de separar as coisas entre “O Bem” e “O Mal” em vez de entender que o mundo é mais complexo que isso e que há bem e mal em cada coisa? Trigo, cana e coca, se mastigados inteiros – integrais – são nutritivos e inofensivos e protegem contra doenças crônicas. Precisamos parar de tentar “refinar” a natureza e entender que ela é melhor integral.






E caso você queira ir ainda mais fundo, recomendo fortemente o blog de Pat Feldman, cujo marido neurologista escreveu livros sobre a CURA DA ENXAQUECA pela mudança alimentar - cortando açúcar e produtos refinados, é claro. A pesquisa desse casal foi ainda mais longe e mostra muitos casos de cura da forma mais leve de AUTISMO, a Síndrome de Asperger, a partir da exclusão de carboidratos processados.







E se você já está diabético, veja a história impressionante de um grupo de pessoas doentes que conseguiu reverter o quadro em 30 dias, sem remédios, adotando uma dieta a base de frutas, verduras, legumes e grãos integrais - todos crus - em Simply Raw: porque podemos viver 120 anos


Cuidado! Muita rapadura vem contaminada com lixo: O lado duro da rapadura




Mais informação:
Refrigerante caseiro
"É câncer, mas não é nada."
Leites Vegetais x Leite animal
Prós e contras do agave orgânico
Mel de abelhas x melado de cana
Carnes orgânicas, o quê e como comer
Bolos integrais e sem açúcar 02: chocolate
Rapadura, brasileira e 100% caldo de cana
Como comprar e reconhecer produtos orgânicos


29 comentários:

Pedro Lüscher disse...

Ei, Carol!
Por sorte e também pela minha mãe ter sido macrobiótica rs... durante os primeiros anos da minha vida eu fiquei bem longe dos doces.
Hoje, infelizmente, eu já não sou mais tão radical, mas sempre que cozinho para mim dou preferência para açucar mascavo ou, em último caso, o cristal.
Concordo que há uma dependência química e física em relação ao açucar. Eu tenho amigos que todos os dias têm que comer uma barra de chocolate.
Um alternativa aos doces são as frutas, que além do mais são saldáveis.
abraços

Sonia Hirsch disse...

Parabéns, Carol, belo post - e obrigada pela parte que me toca! Beijos, grande 2010!

Pérola disse...

Carol,
Lindissímo post!
Vou indicá-lo no meu blog de receitas, atualmente, sugar-free!
Muito bom!
Beijos,
Pérola, em reabiliatação para se livrar do vicío do açúcar!

Maeve Vida disse...

Oi Carol,
Esse livro foi um divisor de águas em minha vida. A partir da leitura dele, há 30 anos atrás, virei naturalista, depois macrobiótica e hoje vegetariana. A macrobiótica curou uma endometriose fortíssima que tinha, já havia sido operada inclusive e ela voltou. Com a macrô me curei, pude ter mais dois filhos depois.
Depois de tantas idas e vindas, hoje divido com amigos o projeto Omnisciência, que tem dois sites que vou indicar para vocês conhecerem: www.omnisciencia.com.br e www.educacaoparapaz.com.br
Luz!
Maeve Vida

sylribeiro disse...

Carol estou encantada com a materia e a realidade crua dessa postagem, vou mandar para todos meus amigos e pedir que divulguem.
muito obrigado, espero que essa postagem atravesse muitas fronteiras e dê um pouco mais de compreensão sobre um assunto tão serio e tão verdadeiro, o inicio de um basta nessa cumplicidade esquisita.

abraços e feliz 2010!

Carol Daemon disse...

Oi Pedro, legal te ver de novo por aqui.
Atente para o mascavo e quaisquer formas de açúcar, como demerara, pois são 50 a 70% de sacarose refinada.
Uma boa forma de "fazer" mascavo em casa é ralar a rapadura. Como aliás eram as primeiras formas de açúcar de engenho.
Há até a piada sobre a divisão de raças em nosso país "brasileiro é como açúcar de engenho, pode até virar branco, mas lá atrás é escuro."

Carol Daemon disse...

Oi Pérola, seja bem vinda.
Fique à vontade, aqui vc vai encontrar muitas receitas totalmente sugar-free, algumas até sem melado e rapadura.
Tentei entrar no seu blog e não consegui.

abs,
Carol

Carol Daemon disse...

Oi Syl, feliz ano novo!
beijinho,
Carol

Carol Daemon disse...

Oi Maeve,
sua história é incrível, eu mesma posso dizer tb que curei um ovário policístico após ler os livros da Sônia, em especial o "Sem açúcar", e adotar a alimentação sugerida.
Ambos os sites são ótimos, tantos livros maravilhosos sugeridos.
Apareça sempre.

abs, Carol

Carol Daemon disse...

Oi Sônia, nós todos é que te agradecemos ao que seus livros nos fizeram.
Feliz 2010 :-)

Carol Daemon disse...

Mais informação:

Mortes por diabetes crescem quase 50% em sete anos

19 de novembro de 2009

Um estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira aponta um aumento nas mortes por diabetes, de 1990 a 2006, ao se considerar apenas o óbito por causa básica. O risco de morte nos adultos de 20 a 74 anos passou de 16,3 por 100 mil habitantes, no começo da década passada, para 24 por 100 mil habitantes, em 2006. Os dados fazem parte do "Saúde Brasil", publicação anual da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), que em 2009, segundo o ministério, abrange os 20 anos do Sistema Único de Saúde (SUS).
"O principal fator associado é a mudança na alimentação do brasileiro, que leva ao sobrepeso, afinal o diabetes tem relação direta com a obesidade", diz o diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde da SVS, Otaliba Libânio Neto. "No entanto, observamos estabilização em algumas regiões do país a partir do ano 2000."
De acordo com o estudo, o aumento se concentra entre homens com 40 anos ou mais, sendo de 2,3% ao ano. Depois dos 60 anos, o aumento é de 3,5% ao ano. No caso das mulheres, em comparação com a mesma faixa etária, o aumento é de 1% e 1,7% ao ano, respectivamente. Por fim, as mortes entre pessoas de 20 a 39 anos diminuíram de 1,6% para mulheres e 1,5% para homens.

(Agência Estado)

Karin Fromm disse...

Adorei Carol! É impressionante como as receitas sem açúcar tb me fazem feliz, e do mesmo modo os que são viciados...
São presentes estimulantes que vc posta!
Um grande beijo!

Carol Daemon disse...

Oi Karin, suas receitas cruas e sem sugar blues do Orgônio tb são uma fonte de inspiração.
abs e feliz 2010,
Carol

Marcia disse...

Gostei muito do seu blog. Se desejar conhecer o meu, o endereço é www.medicinanatural.blogspot.com.

fabiana disse...

Olá Sônia Hirsch.
Realmente depois que lí tudo isso fiquei chocada! E agora você com toda sua experiência pode me dar dicas de como me alimentar sem incluir açúcar,farinha e outros alimentos citados no livro a Dieta do Dr. Barcellos...
Tenho 2 filhos e um marido que não gosta muito dessa idéia de soja, sementes,etc...
Por favor me ajude a mudar os hábitos alimentares da minha família.

Carol Daemon disse...

Olá Fabiana, o blog não é da Sonia, mas meu - Carolina.
Caso queira falar com Sonia, entre no "Deixa Sair".

Carol Daemon disse...

Oi Marcia, visitei seu blog e amei, andei postando por lá. Qualquer dia desses linko você por aqui, tanta dica boa :-)
abs e apareça quando quiser,
Carol

Camila disse...

Carol, conheci seu blog através de um post no "Deixa Sair". Adorei desde o nome, li esse livro na infância e sua mensagem me marcou até hoje.

Sou macrobiótica desde que nasci e as vezes acho que chego a ser até chata quando bato nesta mesma tecla do açúcar. Essa semana juntei coragem e escrevi um relato pessoal no meu blog (www.beijonopadeiro.blogspot.com)sobre como eu, nascida e criada em uma família macrobiótica, me descobri viciada em açúcar branco. O mais difícil foi admitir para mim mesma que apesar de todo o conhecimento que sempre tive de seus males consegui cair nessa cilada. Por isso mesmo tenho pavor e considero uma droga tal qual a cocaína (quem começa a usar também sabe que faz mal, da mesma forma que eu quando me deixei trair pelo doce paladar). Graças a Deus percebi que tinha entrado numa roubada logo e consegui sair rápido... Mesmo assim, ainda me pego com água na boca olhando para certos doces e hoje ainda me considero uma pessoa forte cada vez que nego um chocolatinho... Penso na força desse vício para quem se quer tem consciência dele e utiliza o açucar desde a infância...

Parabéns pelo blog e pelo post. Aos poucos irei me atualizando!! =)

P.S.: Conhece "O Livro Negro do Açúcar"? Mais uma pra listinha de livros no tema.

Ticiany disse...

Farinha de mandioca - aquela bem fininha, boa pra acompanhar arroz com feijão, churrasco e frango assado (hmm deu água na boca) é "do Mal" também?

Carol Daemon disse...

Oi Ticiany,
farinha de mandioca, d´água, de milho, tapioca ou seja lá o que for, é sempre ótimo. A bronca é só com farinha (arroz) branca refinadíssima.
abs,
Carol

Carol Daemon disse...

Adoçante de sisal, esqueci à época desse post:
http://caroldaemon.blogspot.com/2009/08/sisal-bioinseticida-parasiticida-e.html

Carol Flor disse...

Socorro! Sou totalmente viciada, desde o berço.
Há 1 ano tento mudar isso, mas é muito difícil, eu que achava que não consumia nenhuma droga. Leio muito o blog da Pat Feldman, mas tenho muita dificuldade de fazer as pessoas entenderem como o açucar é nocivo.
Tenho dois filhos pequenos e todo dia é uma batalha sofrida e eu sempre fico péssima. O mais velho já adora um docinho. A mais nova estou segurando tudo que eu posso e brigando muito. É uma dor de cabeça diária. Triste

Carol Daemon disse...

Oi Carol, o segredo é fazer muitos "doces" caseiros sem açúcar e substituir tudo por integral.
Dica nova: banana passa coberta com chocolate meio amargo derretido, delícia!
Quantos aninhos tem seu filho mais velho?
abs,
Carol

Mamãe caprichosa disse...

OI Carol!
Nossa...eu me enquadro na posição de "viciada", mas estou correndo atrás e, em breve, quero deixar essa porcaria para trás, pelo menos reduzi-la ao máximo!!
Confesso que nunca tinha ouvido falar so açúcar dessa maneira, mas se for pensar bem, é por aí mesmo!! Quanto mais a gente come, mais quer comer...é um círculo vicioso.
Eu que já sou uma mãe cuidadosa com a alimentação de meus filhos, vou ter que rever algumas práticas alimentares que pelo jeito estão equivocadas!!
Um abraço
Carla

Mamãe caprichosa disse...

Bom,gostei mesmo do seu blog. Já coloquei-o na minha lista de preferidos! Deixa eu meter o meu bedelho....vc deveria colocar um FEEd, assim as possoas podereiam se inscrever e receber suas novas postagens!!
Bjs
Carla

Anônimo disse...

Prezados, bom dia!!!!

Resolvi parar de comer açúcar por várias razões e confesso: Estava louca de medo que isso significasse algum problema de saúde futuro. Amei as postagens! Vou procurar os dois livros indicados! Muito obrigada!!!!

http://equilibrioalternativo.blogspot.com
Vou linkar este blog no endereço acima.

Beijos.

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Pessoal, escrevi uma postagem sobre os principais adoçantes naturais, mais opções:
http://caroldaemon.blogspot.com/2011/06/adocantes-naturais.html

Abs!

Fábio disse...

Olá, Carol. Tudo bem?
Primeiro meus parabéns pelo blog, é de extrema utilidade. Leio há pouco tempo e já está me fazendo mudar muitos hábitos alimentares e implantar um cardápio mais saudável.
Gostaria de saber se você sabe algo sobre os refris Zero, como Coca Zero e Guaraná Antártica Zero. Eles são 'menos piores' que o refrigerante normal? Ou são tão prejudiciais quanto os refris Diet?
Obrigado!

Carolina Daemon Oliveira Pereira disse...

Oi Fabio, todo refrigerante é uma porcaria, que só serve para adoecer o corpo e o planeta.
Toda bebida industrializada, mesmo orgânica, é crime de hidropirataria, já que cada litro produzido consome 5lts de água do entorno. A fábrica de hoje é o deserto de amanhã. Há uma postagem aqui que se aprofunda no assunto, chama-se "Flow".
E convenhamos, que a química encontrada nos refrigerantes e adoçantes artificiais é cancerígena, debilitante e leva até ao alzeimer e esclerose, além de aumentar incidência de retardamento em fetos...
Sinceramente, refrigerante é o fim, dos 10 piores produtos para a saúde, refrigerantes comuns e diet constam como 2 ítens distintos tamanho o mal. Veja tb uma postagem chamada "os 10 piores alimentos para a saúde".

Vc não precisa beber só água pura, vá em outra postagem sobre bebidas do Natal Sustentável e veja quantas receitas boas e saudáveis. Apenas uma busca pelo marcador hidropirataria já vai te dar outra dimensão do problema.

Boa sorte e chega de refri!