quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Boa ação de Natal: Cartões de Natal da Anistia pela liberdade de expressão



A Anistia Internacional todos os anos estimula as pessoas a enviarem mensagens de Natal em solidariedade aos presos de consciência.
Não são criminosos comuns, são pessoas - como eu e você - que discordaram e, por viverem em regimes não-democráticos, são mantidas encarceradas.

Escreva uma mensagem de esperança para essas pessoas, muitas vezes abandonadas pela própria família, que não contam com os recursos legais para defender-se e estão à margem de qualquer direito civil.

Escreva, até 31 de janeiro de 2010, para quantas pessoas puder, lembrando que uma simples mensagem personalizada poderá levar felicidade a um prisioneiro numa cela ou a uma família que espera por seu ente querido.

Veja as orientações gerais (abaixo) e siga as instruções que constam em cada caso: lembre que elas são importantes para garantir o bem-estar e a segurança das pessoas que receberão as mensagens:
- Não mencione a Amnesty International na mensagem, a menos que especificado o contrario;
- Não inclua comentários políticos.
- Como regra, não envie mensagens com cunho religioso. Nos casos especificados em que cartões religiosos podem ser enviados, evite se referir à religião na mensagem pessoal. Por exemplo: ao invés de escrever “estamos rezando por você”, escreva “estamos pensando em você” - siga a orientação de cada caso.
- Coloque seu nome e endereço completos, incluindo o país, no cartão exceto se especificado o contrário.
- Escreve sua carta em português. Somente escreve na língua do recipiente se você tiver certeza que a mensagem está correta.
- Os cartões poderão ser enviados até 31 de janeiro de 2010.
- Caso receba resposta, por favor, envie uma cópia para a RAU-Brasil ou encaminhe para Caixa Postal 2516 - Santos – SP CEP 11021-970


A quem escrever:
Povos Indígenas do Paraguai
Comunidade San José na Colombia
Mulheres do Zimbábue
11 estudantes de Marrakesh
Campanha anti-aborto e esterilização forçada na China
Assentamento Deep Sea no Quênia
Estudantes da Geração de 88 em Myanmar
Jornal censurado no Azerbaijão
Movimento Pró-democracia na Síria


Em tempo, se um Estado não possibilita Liberdade de Expressão, pode ser considerado democrático?


Mais informação:
Natal Sustentável
Boa ação de Natal: Papai Noel dos Correios
Boa ação de Natal: O Natal Azul do Dr. Veit
Boa Ação de Natal: Cartões de Natal pintados com a boca e os pés
Boa Ação de Natal: Dê um destino nobre ao seu 13º, doe uma parte
Boa ação de verão para o ano todo: deixe água para os animais de rua


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Embalagem Long Neck




Mais um crime ambiental praticado pela indústria de bebidas, além da hidropirataria, o resíduo.

A poluição causada pelas embalagens long neck e a lei 333/09

As embalagens de cerveja tipo long neck ou one way, são consideradas hoje, um dos mais problemáticos resíduos gerados no mundo, pois após o consumo da bebida, são simplesmente descartadas, ou seja, o material é tratado como lixo, ocupando espaço do destino final.

A embalagem do tipo “long neck” ou “one way” (somente uma via) é fabricada para atender aos interesses das indústrias vidreiras e as indústrias envasadoras de bebidas, visando a competitividade entre as embalagens, especificamente entre o alumínio e o vidro sem pensar nas conseqüências da poluição causada ao meio ambiente, comprometendo a qualidade de vida e a segurança de todos.

Para deixar este tipo de embalagem competitiva junto ao alumínio, a indústria vidreira retirou alguns componentes químicos que davam certo peso à embalagem, ficando comprometida a sua resistência, não permitindo o retorno para um segundo envase, ou seja, ela só vai ao consumidor não retornando para ser reutilizada, passando a ser um problema ambiental, já que é descartada no lixo.

Para constatar o problema ambiental que é gerado por este tipo de garrafa, basta ir a um local onde existiu uma festa que as garrafas estarão por todo local. Como facilmente as quebramos, os cacos de vidro podem se tornar uma arma em caso de briga entre os jovens que as consomem largamente.

Se existisse o interesse da indústria em reciclar estas garrafas, ela poderia voltar para a cadeia produtiva, mas as indústrias, principalmente as cervejeiras, desde a introdução dessa embalagem no Brasil em 1993, sequer propuseram ações e incentivos visando a logística reversa (retorno) dessas embalagens para que as mesmas voltassem à cadeia produtiva. Nunca respeitaram Lei Federal 6.938/81, que trata sobre a responsabilidade solidária com relação às embalagens de seus produtos pós-consumo ou mesmo a Lei 11445/2007.

As garras tipo long neck, geralmente utilizadas em embalagem de cerveja, com capacidade para 300 ml, representam cerca de 50% do volume total de bebidas comercializadas em postos de gasolina. As indústrias dizem que este volume não chega a 5% das vendas. Se o volume é insignificante como dizem, então por que não substituí-las? As latas de alumínio ficam com 26% e o restante são as garrafas retornáveis de 600ml.

O material utilizado na fabricação desse tipo de garrafa long neck, que leva cerca de 5.000 anos para sua decomposição, não permite a sua reutilização, ou seja, a embalagem não é retornável, e assim, após a utilização do produto, são jogadas no lixo e levadas aos lixões ou aterros sanitários, ocasionando poluição ambiental e ocupando espaço nesses depósitos que poderiam ser utilizados por materiais orgânicos de rápida decomposição.

Vale salientar que tal medida, ao ser colocada em prática, vai reduzir significativamente a agressão ao meio ambiente no território paranaense, e não deve prejudicar os fabricantes da bebida, pois outros materiais poderão ser utilizados no seu envase, como é o caso do vidro retornável que pode ser reutilizável e reciclável, ou alumínio, 100% reciclável. Vale lembrar que o vidro é 100% reciclável e pode ser infinitamente reaproveitado.

Outro fato que desmerece esse tipo de embalagem e mostra seu potencial anti meio ambiente é a rejeição por parte dos carrinheiros, cooperativas ou associações em coletar as mesmas, pois esta embalagem tem um valor insignificante, e que não compensa o esforço para carregá-las. Elas são vendidas como cacos de vidro e o valor pago pelo quilo no Brasil em julho de 2009 é de R$ 0,05.

O problema é transferido mais uma vez para os municípios que deverão de alguma forma solucionar mais uma vez essas questões sem o auxílio das indústrias responsáveis por esses passivos ambientais.

As indústrias ficam com o bônus e não dividem seus lucros.

Deixam o ônus totalmente para os municípios, que por muitas vezes assumem integralmente esses passivos e são processados por não apresentarem soluções ambientalmente corretas.

É preciso evitar que esse tipo de embalagem ou qualquer outra que não seja sustentável na sua logística reversa seja comercializada no Paraná e posteriormente, no Brasil e no mundo, protegendo assim o nosso meio ambiente.

A utilização de outras embalagens como de vidro e latas de alumínio, geram emprego e renda aos recicladores, através de cooperativas, assegurando fonte de receita complementar.

Quando você for beber cerveja, recuse long neck, dê preferência à garrafa de vidro retornável, ou, se for inevitável, use lata de alumínio, que tem mais de 95% de taxa de reciclagem no país.

Você pode fazer sua parte para aprovar a lei 333/09, que proíbe a long neck sem sair da frente do computador, ajude o planeta e as futuras gerações. Basta mandar a mensagem abaixo para todos os deputados estaduais do estado do Paraná, para incentivá-los a votar SIM na lei 333/09.

Use sua rede de contatos e solicite para que também ajudem a limpar o Paraná da poluição causada pelas long neck. Mesmo se você não residir no estado do Paraná, nos ajude, afinal, todos moramos no mesmo planeta.

Sugira aos seus deputados em seu estado e seu país para proporem a mesma lei, afinal, a poluição causada pelas long neck e one way é um problema mundial.

Todos juntos podemos mudar o futuro da humanidade neste planeta.


Mais informação:
Tetrapack não recicla
Como funciona um aterro sanitário

Natal sustentável: rabanada


Se o panetone é herança da colônia italiana, a rabanada é portuguesa com certeza.
As receitas convencionais pedem pão próprio, só à venda nessa época do ano que tampouco se presta a sanduíches, o "pão de rabanada".

Mas pode ser feita igualmente com pão integral, desde que o pão não venha cortado em fatias finas - seja do tipo caseiro, que é vendido inteiro, para que você corte como quiser. Na Feira Orgânica do Russel, sempre há disponível e muita gente vende e entrega a domicílio pão 100% integral caseiro nos mais diversos formatos. A própria padaria mais próxima pode fazer sob encomenda.

A rabanada fica melhor ainda no dia seguinte, acompanhada de café logo pela manhã.

O segredo da rabanada tradicional é não molhar muito as fatias de pão e cortar as mesmas com 2 dedos, se forem mais finas, desmancham. Com pão integral, você pode e deve chafurdar no creme, principalmente o vegano em banana.
Apesar de frita, toda rabanada pode ser assada ou grelhada.


Rabanada portuguesa adaptada
pão integral caseiro
canela em pó e gengibre em pó
leite orgânico (com leite de coco é como fica melhor)
rapadura ralada (ou deixe o bloco de rapadura derreter no leite com 4hrs de antecedência)
raspas da casca de limão / laranja
ovos caipiras (para cada litro de leite, uma média de 4 ovos)
vinho do Porto orgânico
baunilha
Misture todos os ingredientes, do leite para baixo com um fouet (ou garfo).
Passe as fatias de pão nesse creme e doure ou grelhe. Não frite em imersão nem use óleo de soja. Eu faço as minhas na bifeteira de ferro com um fiozinho de azeite de oliva.
Polvilhe canela e gengibre em pó depois de fritas.




Rabanada de banana (vegana, sem ovos) adaptada
Rabanada vegana
8 fatias grossas de pão integral caseiro
4 a 6 bananas orgânicas
1 xíc. de leite de amêndoas ou leite de coco caseiro
1 col de café de essência de baunilha (opcional)
1 col de café de bicarbonato de sódio (opcional)
1 col de sopa de rapadura ralada (ou deixe o bloco de rapadura derreter no leite com 4hrs de antecedência)
Bata tudo no liquidificador, exceto o pão.
Passe as fatias de pão nesse creme, deixe por meia hr. e doure ou grelhe. Não frite em imersão nem use óleo de soja. Eu faço as minhas na bifeteira de ferro com um fiozinho de azeite de oliva.
Polvilhe canela, cardamomo e gengibre em pó depois de fritas.
Para uma rabanada amarelinha, junte 1 col de sopa de açafrão em pó ao creme de banana. Sua rabanada vai ficar dourada.





As fotos do passo a passo da rabanada de banana feita com açafrão na bifeteira de ferro, são originalmente da postagem sobre os brunchs dos feriadões: "Breakfast in America".




Mais informação:
Natal Sustentável
Bolos integrais e sem açúcar 01: bolos de iogurte e pão de ló
Bolos integrais e sem açúcar 03: não contém glúten, os bolos da vovó

Tapioca de coco com banana e canela em doce de leite de tahine com melado de cana.
Natal Sustentável: Panetone Italiano, Xmas Fruit Cake e Bolo Português de maçã e amêndoas (orgânicos, integrais e sugar-free)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal sustentável: Ceia







São o "piece de resistance", as saladas acompanham e continuam à mesa, mas os pratos abaixo são os de forno e fogão - os que dão trabalho e justificam a visita.
Permitem inúmeras combinações entre si, podem ser feitos de formas distintas e valem para o ano todo. Todos os ingredientes, dos legumes orgânicos aos temperos a granel, podem ser comprados em feiras e empórios a quilo, mais em conta e dispensando embalagens.
As sugestões abaixo são todas vegetarianas, justamente porque sempre aparece alguém com um peru, tender ou bacalhau, nem que seja no salpicão. Então, como já se come muita carne, que não deveria ser o prato principal mas o acompanhamento em pequena quantidade, as opções estritamente vegetais precisam ser caprichadas para mudar a cultura do consumo.

Para pratos tradicionais que levam carnes em pequenas porções e servem muita gente a custo baixo, a postagem específica sobre Caldos: a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso traz todas as receitas dos bobós e atolados em geral. São uma opção excelente para famílias grandes onde há membros que fazem questão de pelo menos um prato de carne em toda refeição.

Outras opções aqui no blog que fazem acompanhamento e prato principal:  Natal Sustentável: beliscar antes da ceia (saladas substanciosas, antipastis, entradinhas e salgadinhos saudáveis)

Para ter ainda mais ideias, 35 receitas veganas - bebidas, entradas, pratos principais e sobremesas do Jamie Oliver: Christmas Collection Vegan


As minhas sugestões:

Frutas assadas, para quem gosta de misturar doce com salgado. Para a data: maçãs, abacaxis e pêras recheados de frutas secas como ameixas, tâmaras, figos e damascos, combinam muito.


Assado de nozes, Centro Vegetariano Português
Ingredientes:
4 cebolas médias
5 tomates
2 cenouras médias raladas
3 fatias de pão integral esfareladas
meia chávena de caldo de legumes
100g amêndoas moídas
100g castanhas de caju moídas
Preparação:
Num tacho, refoga as cebolas durante 5 minutos. Junta os tomates, a cenoura ralada, o pão esfarelado e o caldo de legumes. Deixa cozinhar cerca de 15 minutos. Junta o caju e as amêndoas e coloca numa forma de ir ao forno (forma de bolo inglês). Assa a 200 graus centígrados durante meia hora.
Outra versão:
O mesmo refogado, muito temperado com cominho e shoyo, adicionar um mix de damasco picado, nozes e castanhas moídas bem finas. A massa é enriquecida com linhaça e farinha de rosca crua a partir de pão integral amanhecido, temperada com cravo, canela, pimenta do reino e noz moscada. O recheio não leva apenas cenoura crua ralada, mas folhas de espinafre também.
Acompanha um molho madeira feito com champignons refogados no azeite com sal, pimenta do reino, orégano, e cheiro verde, um copo de vinho branco ou champagne orgânicos já misturados com uma colher de araruta, é servido em molheira a parte.
Acompanha bem farofa, todos os tipos de arroz, pirão de alho poró, tomate recheado, cuscuz e todas as saladas


Conserva de “batatalhau” – Luciane Lopes
A primeira vez em que comi essa conserva foi num Natal, na casa da Lu, fiquei viciada e fazia todo mês, até porque todos os ingredientes são facilmente encontráveis nas versões orgânicas em qualquer supermercado. Dura 2 semanas na geladeira e rende muito, 3 travessas.
A receita original levava bacalhau desfiado, mas eu sempre fiz sem e nunca senti a menor falta, porque o bom nela é mesmo o gosto de picles.
500 g de grão de bico;
1kg de tomate orgânico
1kg de cebola orgânica
1kg de batata orgânica (prefira a baroa, ou mandioquinha)
1 lata de 500ml de azeite (com extra-virgem fica mais gostoso)
1 vidro de vinagre branco (maçã  ou limão são ideais);
Azeitona, cheiro verde e ovos orgânicos a gosto.
1. Deixar o grão de bico de molho por uma noite;
2. Cozinhar o grão de bico por aproximadamente 30 minutos em panela aberta: deixar al dente;
3. Juntar à panela do grão de bico ainda fervendo, a batata cortada em rodelas grossas. Tapar a panela, vai cozinhar no vapor.
Preparando o molho - por último:
1. Fatiar a cebola em rodelas grossas de 1 dedo de espessura;
2. Cortar os tomates em gomos, cortar em pé em 4 pedaços removendo os caroços;
3. Cozinhar os tomates e cebola com o azeite e vinagre até o tomate começar a desmanchar.
Arrumando a salada:
1. Botar as batatas no fundo da tigela, depois o grão de bico e azeitonas.
2. Jogar o molho fervendo sobre a salada.
3. Após esfriar, vai a geladeira.
Pode colocar ovos caipiras cozidos cortados em rodelas por cima, salpicar cheiro verde ou mesmo deixar as azeitonas para colocar apenas por cima.
Segredo: não cozinhar demais o grão e as batatas.
No dia seguinte fica ainda mais gostosa, é para ser feita de véspera e as sobras são um senhor recheio para sanduíches
Acompanha bem farofa, arroz de açafrão, pirão de alho poró, cuscuz, quiche e todas as saladas


“Bacalhoada” de forno
É das coisas mais fáceis e todos os ingredientes podem ser encontrados orgânicos no supermercado.
Basta arrumar no pirex: muitas rodelas de batata, tomate e cebola, grão de bico al dente, pimentão vermelho em fatias, azeitonas pretas inteiras (quanto maior a azeitona, melhor), ovos cozidos cortados em gomos grossos. Regar tudo com muito azeite, sálvia, tomilho, sal e pimenta calabresa desidratados, ramos de alecrim fresco inteiros, uma cabeça de alho inteira no meio e cobrir com papel laminado. Assa em menos de meia hr e o cheiro invade a casa toda.
Acompanha bem farofa, arroz de açafrão, pirão de alho poró, cuscuz, quiche e todas as saladas

Outra versão: Batatalhau de forno com iogurte e pimenta rosa





Cuscuz de semolina
A receita tradicional marroquina leva carne de carneiro em cuscuz de semolina, mas cuscuz pode ser feito com tudo, legumes, azeitonas, frutas secas e até grão de bico al dente.
Tempere com sal, pimenta síria e algum tempero de sua preferência (como curry) antes de hidratar.
As versões brasileiras são em milho, combinam com os legumes e temperos da nossa terra, pedem alho, cebola e pimentão vermelho, ficam interessantes se feitos com nossos feijões secos al dente (sem caldo, como de corda e fradinho). O cuscuz à paulista é feito com ovos cozidos em rodelas, tomate e petit pois.
Regue tudo com azeite aromatizado de tomilho ou sálvia.

Cuscuz Paulista, fácil, barato e com cara de comida natalina.





Bobó de tempeh ou seitan - bobó normalmente é feito com aipim, mas também pode ser feito com batata baroa, fica melhor inclusive. O refogado tem que ser muito caprichado, um pouco pegado na pimenta, se ainda tiver coentro em pó e um azeite de urucum, é o ideal.
Acompanha bem o arroz de açafrão, farofa, cuscuz, quiche e todas as saladas


Palmito-shiitake na moranga – a dica é usar polpa de tomate caseira, shoyu e cominho no refogado que deve ter muito alho e cebola, ser bem temperado e pode ficar interessante se refogado no azeite de dendê.
Acompanha bem o arroz de açafrão, farofa, cuscuz, quiche e todas as saladas


Moqueca de banana da terra verde no leite de coco e dendê – um diferencial é juntar algas marinhas picadinhas à moqueca, dá gosto de “mar” e o refogado tem que ser bem forte, um pouco pegado na pimenta, com azeite de urucum para "pegar cor". Depois de pronto, cubra com muita salsa e coentro frescos picados. O azeite de dendê só entra no final, para não deixar "ranço".
Acompanha bem o arroz de açafrão, farofa, cuscuz, quiche e todas as saladas


Kibe de forno recheado de cenoura crua ralada, azeitona e abóbora - coberto com a tradicional saladinha de tomate, cebola e cheiro verde
Acompanha o arroz de lentilha, todas as saladas, tomate recheado, cuscuz e a polenta


Quiche na massa de tomate seco
A massa é o diferencial desse quiche.
Eu bato no liquidificador tomate seco com azeite.
Para cada parte dessa pasta, junto 2 de farinha de trigo integral , um pitada de sal e 1 inhame cozido e amassado para digamos 1 xícara da pasta.
Asso em forma de torta e recheio com o que quiser.
A massa fica vermelha, com pedacinhos do tomate seco. Muito marcante.
Existem muitas receitas de quiche, as mais tradicionais levam creme de leite, ovos, queijo ralado e fermento, adicionando então o recheio escolhido (espinafre, cebola, alho poró, presunto, bacon, etc)
Caso você siga por essas receitas, use ovos caipiras, creme de leite fresco e orgânico. Fuja dos enlatados e da margarina. Troque o queijo ralado barato por um bom queijo certificado em menos quantidade, o de cabra deixa um sabor definido, a muzzarela de búfala por sua vez combina com tudo. Experimente substituir o bacon-presunto por alho poró, espinafre, cogumelos variados refogados no alho, azeitonas, cebolas refogadas em pouco shoyu, etc...
A receita do souflée de milho verde com queijo de cabra rende uma base boa para qualquer quiche.
Sugestões, todas podem levar queijo também, desde que pouco e de boa procedência:
Creme de milho + azeitona preta + folhas de espinafre + alho poro por cima
Creme de espinafre + aspargos em conserva + cebola em rodelas no shoyu + abóbora crua em lascas por cima
Creme de abóbora + azeitona verde + tomate picado + shimeji por cima
Acompanha todas as saladas, o pirão, a polenta, o tomate recheado e as comidas em creme.


Polenta com mix de cogumelos ao azeite aromático de tomilho
Faça uma polenta como manda a embalagem, capriche na manteiga orgânica (ou azeite aromatizado) e na noz moscada.
Refogue cogumelos variados (frescos e hidratados) com alho, shoyu, cominho, manjerona, manjericão e orégano secos e pimenta calabresa. Faça um molho madeira com água, vinho e araruta, junte aos cogumelos. Corrija o sal.
Arrume a polenta quente numa travessa, cubra com o molho madeira de cogumelos e regue tudo com o azeite de tomilho.
Para fazer polenta colorida, junte espinafre refogado em cebola e picado na ponta da faca para uma polenta verde ou abóbora cozida e amassada para uma polenta laranja ou o mesmo em beterraba para polentas cor de vinho.
Se sobrar, rende polenta frita nos dias seguintes.


Pirão de alho poró
3 alhos-porós (500 g)
1/3 de xícara de manteiga orgânica
1\4 de xícara de farinha de mandioca crua -a torrada é para farofa, não serve (ou farinha de milho-aveia finas)
2 xícaras de leite orgânico (ou leite caseiro de coco ou castanhas)
Sal, noz moscada e sálvia a gosto.
Lave bem o alho-poró e corte a parte verde e a parte branca em pedaços. Numa panela, derreta a manteiga, junte o alho-poró e refogue em fogo baixo por 15 minutos até que fique macio, com a panela tampada. Passe pelo processador até ficar bem picado. Volte o purê para a panela, acrescente a farinha e cozinhe mexendo sempre por 5 minutos. Adicione o leite aos poucos, raspando o fundo da panela. Cozinhe até engrossar e soltar do fundo e tempere.
Para um pirão verde, fatie finamente taioba, mostarda, vinagreira, almeirão ou mesmo agrião e espinafre. Junte ainda cru depois de pronto e deixe cozinhar no vapor do creme quente.






Batatas rústicas com alecrim


Tomate recheado
Arrume os tomates limpos em pirex, recheie com o que quiser.
Pode ser recheado de arroz integral (ou quinoa) com azeitonas, nozes, castanhas e gergelim negro, creme de milho-espinafre, refogado de pão integral dormido com palmito e cebola, farofa simples, legumes salteados com cogumelos frescos, refogado de shiitake com alho poró e chapéu de padre, etc...
Asse com o topo do tomate servindo de “tampinha”.
Substitua os tomates por mini-abóboras, mini-berinjelas ou mesmo fruta-pão


Risoto integral em açafrão com lâminas de amêndoas e gergelim negro ou o refogado de shiitake com alho poró e chapéu de padre


Arroz integral de lentilha com cebola empanada em farinha integral (fica ainda melhor, mais crocante)


Farofalho, com azeitonas, frutas secas, castanhas, coco, cenoura ralados...
Faça a farofa com 2 tipos de farinha, mandioca e aveia em flocos finos (ou germen de trigo), partes iguais. Não faça farofa de biscoito cream cracker moído, não vale a pena.
Refogue muito alho na manteiga orgânica, ou no azeite de alecrim (ou dendê), junte tudo que quiser, até figo seco picado e nozes moídas.
Capriche no sal e pimenta do reino moída na hr, junte mais manteiga-azeite, tem que ficar bem molhado.
Finalize com muito cheiro verde picadinho, coentro se gostar.
Cubra com muitas rodelas finas de cebola refogada no shoyu.
Decore com pimentas malaguetas inteiras, cruas, não interferem no sabor.
E farofa boa, tem que ser feita na hr.







As saladas muitas vezes são metade da refeição, o prato principal é quem acompanha.
Molhos criativos como chutneysazeites aromáticos de tomilho e sálvia com limão siciliano, iogurte batido com azeite e hortelã, mostarda l´ancienne com melado ou mesmo a polpa do maracujá engrossada com araruta e vinho branco (como um molho madeira), rendem um sabor sofisticado. Pestos, de tudo (até tomate seco e azeitona), são a opção mais rentável, já que o sabor forte exige parcimônia no uso, duram meses na geladeira e geralmente todo mundo gosta.

Para quem não gosta de comida crua e prefere legumes cozidos, uma ideia muito interessante é grelhar legumes finamente fatiados, arrumar em travessa, regar com muito azeite, um bom molho caseiro e cobrir com ervas aromáticas frescas picadas, passas e castanhas. Os legumes que melhor se prestam são: cebola, pimentão, tomate, berinjela, abobrinha, rabanetes, cenoura, couve flor, brócolis e cogumelos de todos os tipos. E batatinhas calabresas também são sempre uma opção simpática.


Uma salada verde feita de verduras pouco comuns, como azedinha, chicória frisée, rúcula e radichio. Não é noite para alface e agrião, a não ser que todos adorem.

Um queijo de boa qualidade, de cabra, bufála ou minas curado; orgânico e de boa procedência. Para complementar a salada verde, nunca como base.

Muitas frutas, frescas e secas, para quem gosta de montar sua salada-sanduíche com frutas e fazer um salpicão personalizado.

Uma salada com mais substância (nunca um salpicão de maionese), com feijões al dente, batatas (baroa é o ideal), como a salada de trigo em grão com grão de bico, palmito de açaí, pimenta biquinho e azeitonas. Se já tiver feito pastinha de grão de bico, faça a salada com feijão de corda, fradinho ou feijão branco, sempre dá certo.


A salada de batata do Bar Luiz, patrimônio carioca, sem maionese, com receita segredo.





Raitas, como na foto acima, são saladas de origem indiana excelentes e pouco comuns, as mais tradicionais são de tomate e pepino (crus e picadinhos), mas também existem raitas de abobrinha e berinjela (crus e em cubos) ou mesmo batatas cozidas. O segredo desse salpicão indiano feito em iogurte é temperar sempre com cominho, mostarda e coentro em grãos, além de pimenta e gengibre. Algumas receitas levam coentro fresco picado, outras açafrão ou curry, algumas levam limão, mas todas podem ser adaptadas ao gosto pessoal de cada um. A raita fica muito bonita decorada com as especiarias em grãos, o iogurte "colorido" com curry ou açafrão e muitas rodelas de limão finíssimas formando pétalas ao redor da travessa.
Para ver como fazer seu iogurte, coalhada e kefir caseiro, vá na postagem Kefir e Iogurte.





Mais saladas tradicionais e festivas:

Salada Waldorf
Maionese caseira em pouca quantidade, maçãs ácidas em cubos, aipos em rodelas finas e nozes picadas. Corrija o sal e junte curry, se gostar
Caso não consuma ovos, use maionese de inhame ou cenoura, igualmente linkadas.


Fusilli ao pesto com tomate cereja
Massa tipo parafuso 100% integral cozida al dente.
Molho pesto: folhas de manjericão batidas no liquidificador com azeite e nozes (ou castanhas, até do Pará).
Não use os talos do manjericão, é muito fibroso. Leia melhor sobre ele no link.
O molho deve ser jogado em cima da massa enquanto está quente.
Eu gosto de pingar o sumo de 1/4 de limão para que o molho não fique marrom.
Espere esfriar, junte mais folhas de manjericão inteiras, nozes moídas e azeite. Acrescente tomate cereja em gomos e queijo minas, de cabra ou tofu em cubos.
Corrija o sal, pode ficar melhor com sal grosso - como quase toda salada
A receita original é com pinhole e também leva parmegiano, mas o parmegiano batido não fica tão bom quanto em lâminas por cima da salada depois de pronta.
O fusilli pode ser substituído por farfalle, penne, ou conchiglionne.
Molho pesto é muito versátil, pode ser feito até com amendoim e hortelã fresca no lugar do manjericão.


Salada Grega
Rápida e fácil: tomates, pepinos, cebola e queijo feta (de cabra) em cubos. Azeitonas pretas inteiras (quanto maiores, melhor), muito azeite de oliva, sal grosso, ervas finas e salsa picada. Para ser servida em prato fundo, tem que "nadar" no azeite.


Conserva de “batatalhau” – Luciane Lopes
A primeira vez em que comi essa conserva foi num Natal, na casa da Lu, fiquei viciada e fazia todo mês, até porque todos os ingredientes são facilmente encontráveis nas versões orgânicas em qualquer supermercado. Dura 2 semanas na geladeira e rende muito, 3 travessas.
A receita original levava bacalhau desfiado, mas eu sempre fiz sem e nunca senti a menor falta, porque o bom nela é mesmo o gosto de picles.
500 g de grão de bico;
1kg de tomate orgânico
1kg de cebola orgânica
1kg de batata orgânica (prefira a baroa, ou mandioquinha)
1 lata de 500ml de azeite (com extra-virgem fica mais gostoso)
1 vidro de vinagre branco (maçã  ou limão são ideais);
Azeitona, cheiro verde e ovos orgânicos a gosto.
1. Deixar o grão de bico de molho por uma noite;
2. Cozinhar o grão de bico por aproximadamente 30 minutos em panela aberta: deixar al dente;
3. Juntar à panela do grão de bico ainda fervendo, a batata cortada em rodelas grossas. Tapar a panela, vai cozinhar no vapor.
Preparando o molho - por último:
1. Fatiar a cebola em rodelas grossas de 1 dedo de espessura;
2. Cortar os tomates em gomos, cortar em pé em 4 pedaços removendo os caroços;
3. Cozinhar os tomates e cebola com o azeite e vinagre até o tomate começar a desmanchar.
Arrumando a salada:
1. Botar as batatas no fundo da tigela, depois o grão de bico e azeitonas.
2. Jogar o molho fervendo sobre a salada.
3. Após esfriar, vai a geladeira.
Pode colocar ovos caipiras cozidos cortados em rodelas por cima, salpicar cheiro verde ou mesmo deixar as azeitonas para colocar apenas por cima.
Segredo: não cozinhar demais o grão e as batatas.
No dia seguinte fica ainda mais gostosa, é para ser feita de véspera e as sobras são um senhor recheio para sanduíches






As saladas natalinas do Restaurante Moinho de Pedra:

Salada de Arroz Selvagem com avelãs
1 e 1/2 xícara de arroz selvagem
3 xícaras de água para deixar de molho
4 xícaras de água
1 colher de chá de sal Marinho
1 xícara de avelãs
2/3 de xícara de passas
1 xícara de água
1 xícara de suco de laranja
Vinagrete Cítrico
2 bulbos pequenos de erva-doce
2 maçãs pequenas ou 1 grande.
Procedimento
Deixar de molho por 1/2 hora. Levar para cozinhar por 30-35 minutos.
Toste as avelãs no forno 350 graus. Remova a pele e pique grosseiramente.
Escalde as passas e deixe secá-las e cubra com o suco de laranja deixando de molho. Prepare o vinagrete.
Adicione as passas e a erva doce ao arroz morno e misture ao vinagrete cítrico.
Um pouco antes de servir pique as maçãs e adicione com as avelãs ao arroz.


Lentilha Libanesa com pêra e banana ao curry
250g de lentilha libanesa
1 pêra
1 bananas nanica
1 colher de sopa rasa de curry
1 colher de chá de sal marinho
Caldo de legumes o suficiente para o cozimento
cebolinha
Salsinha
Coentro opcional
1 colher de chá de semente de mostarda tostada
Procedimento
Levar a lentilha para cozinhar com o caldo e o curry e sal.
Depois que a lentilha estiver cozida e ao dente, acrescentar a pêra e a banana, as ervas e as sementes de mostarda.
Regar com azeite e se quiser coentros e semente de mostarda.


Salada de Rabanetes, Castanhas tostadas e Aspargos
6 rabanetes
6 aspargos
12 laranjinhas kinkans
1/2 xícara de castanha de cajú tostada
12 tomatinhos cereja
Molho
100ml de azeite de oliva extra-virgem
25ml de vinagre champagne ou de maçã
1 colher de sopa de melado
1 pitada de sal
Ciboulette
Manjericão
Procedimento
Laminar os rabanetes. Picar com a faca os aspargos e as laranjinhas.
Misturar os ingredientes do molho com um batedor até que fique emulsificado.
Misture tudo e sirva com ervas.


Salada de aspargos, ervilha torta, mini laranja e castanha de cajú
8 ervilhas-torta
8 aspargos
8 laranjinhas kinkan
2 colheres de sopa de castanha de caju
Molho
200 ml de azeite extra-virgem
Suco de 2 à 3 limões cravo
1 colher de chá de melado
1 pitada generosa de sal marinho
Ervas frescas
Procedimento
Misture os ingredientes do molho e emulsifique.
Fatiar em diagonal as ervilhas e aspargos e as laranjinhas em lâminas retas, retirando as sementes. Misturar todos os ingredientes ao molho e as castanhas de caju no final.


Salada verde com laranjinhas, brócoli, ervilha torta e castanhas
Mix de folhas (fuja do trio alface-rúcula e agrião, dê uma chance ao radichio, azedinha, carvalho roxo, almeirão e tantas mais)
Laranja kinkan
Laranja Lima em gomos
1 xícara de brócoli em fluoretes
1 xícara de ervilha torta em diagonal
Molho
1 xícara de azeite de oliva extra-virgem
1\2 xícara de suco de laranja
Sal
Melado
1\4 de xícara de Vinagre Champagne
Ciboulette picada
Pimenta rosa moída
Para finalizar
Mix de sementes (gergelim natural, gergelim preto, linhaça)
Noz pecans inteiras
Procedimento
Misturar todos os ingredientes do molho com um batedor. Misturar o molho às laranjas e separar.
Dipor os ingredientes da salada em um prato grande e regar com o molho.
Finalizar dispondo sobre a salada temperada as castanhas e o mix de sementes e servir.




Mais comidas vegetarianas em geral, as receitas mais populares do melhor restaurante vegetariano do mundo, administrado há mais de 20 anos em cooperativa autogestionária: Moosewoodcooks All Recipes



Mais informação:
Natal Sustentável
Águas aromatizadas
Guardanapos de pano

Natal sustentável: rabanada
Natal Sustentável: beliscar antes da ceia
Tudo sobre as bebidas de festa: Eu bebo sim!
Natal Sustentável: Panetone Italiano, Xmas Fruit Cake e Bolo Português de maçã e amêndoas (orgânicos, integrais e sugar-free)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal Sustentável: beliscar antes da ceia




A Ceia é tarde, as pessoas chegam cedo por causa do trânsito e ficam comendo, comendo e comendo...
Acordam empanzinadas no dia seguinte e ainda voltam para "enterrar os ossos"!
Faz parte, é preciso bom humor e sabedoria.

Para iniciar os serviços de forma sustentável, ninguém precisa de um mundo de salgadinhos fritos e pacotes de biscoito.
A boa comida é feita com ingredientes frescos e de boa procedência, não tem nada a ver com uma pastinha industrializada embalada em pote plástico e há meses numa estante de supermercado.
A massa das coxinhas e risoles, vendidos a cento, são feitos com a mesma receita de cola caseira: farinha branca e água, fervidos até formar uma goma.

Para pratos tradicionais que levam carnes em pequenas porções e servem muita gente a custo baixo, a postagem específica sobre Caldos: a tradição alimentar para muita gente e pouco recurso traz todas as receitas dos bobós e atolados em geral. São uma opção excelente para famílias grandes onde há membros que fazem questão de pelo menos um prato de carne em toda refeição.

Outras opções aqui no blog que fazem acompanhamento e prato principal:  Natal Sustentável: pratos principais da ceia

Para ter ainda mais ideias, 35 receitas veganas - bebidas, entradas, pratos principais e sobremesas do Jamie Oliver: Christmas Collection Vegan





As boas dicas:
Nozes, castanhas e frutas secas - todos comprados a granel. Ficam lindos em pratos de vidro-cristal, você pode até fazer desenhos e mandalas.


Antipastis de berinjela, abobrinha e pimentão vermelho, regados com azeites aromáticos, cheios de verdinhos secos para temperar - usando orégano, manjerona e manjericão secos, não há como errar. Ervas finas e de Provence também combinam.
Os de berinjela também ficam bons com manjericão fresco, já os de abobrinha combinam com hortelã fresca.


Picles e conservas caseiras feitas com todos os legumes em vinagre de cidra. Os legumes tradicionais que se prestam a picles: azeitonas, cogumelos, ceboulettes, cenouras, tomates secos, alcachofras, tremoços e pepinos.


Gazpacho Andaluz, a salada líquida espanhola


Cuscuz Paulista, fácil, barato e com cara de comida natalina.








Uma bruschetta, ou até bruschettas de vários sabores. Um vidro de azeite extra-virgem aromatizado com sálvia, tomilho, alho ou alecrim do lado e cada um pega seu pedaço.
Receita básica de bruschetta:
Tostar os 2 lados de um pão de raízes já cortado ao comprido (longitudinal).
Refogar tomates (berinjelas, cogumelos variados, abobrinhas e cebolas) picados em azeite com um dente de alho por xícara.
Cobrir um dos lados do pão com esse refogado
Juntar azeitonas inteiras, tomate seco picadinho, orégano, manjerona seca, ervas finas e regar com azeite
Levar ao forno para assar.
Juntar muitas folhas de manjericão (ou rúcula) fresco na hora de servir.



Tempurá de Cambuquira recheada

Kibe, falafel, abará e bolinho de arroz integral

Para batata frita em todas as versões, até cará moela e chips de taro: Ok, você venceu: batata frita!

Pão de queijo caseiro, até com inhame e batata baroa sem queijo


Panetone Integral, em várias versões, até salgada, como o querido Pão de raízes (minha versão favorita é em abóbora com azeitona e fubá de milho). Para adaptar, basta substituir a banana por abóbora cozida, esquecer do melado, dobrar o azeite e juntar acompanhamentos salgados, como: 1 col de sobremesa de sal marinho e meia de pimenta; orégano-manjerona-ervas finas, tomate seco-azeitonas, alho frito, salsa-cebolinha, picles... Com um bom pesto caseiro, fica divino e viciante!





Patês e pastinhas feitos em casa, pão integral para acompanhar, as pessoas vão fazer sanduichinhos com os picles e antipasti:

Guacamole

Melitzanosalata

Queijo de pinhão e açafrão

Chutneys de manga, abacaxi e mamão

Coalhada seca com azeite aromatizado, sal grosso e ervas finas

Galatine - a mousse salgada de todos os sabores, gelatina salgada

Pestos e Olivitas italianas, Tapenades francesas e o Salmorejo madrileño

Ketchup, mostarda e maionese caseiros (+ uma receita de salada de maionese sem maionese)

Geleias para adultopimenta, gengibre, vinho quente, manga com pimenta rosa e capim limão e hortelã

Manteiga de alho, é para ter sempre na geladeira, acompanha até macarrão quando não há molho.
Regue com muito azeite (aqui em casa, sempre há um vidro de azeite colorido com urucum, só para deixar a manteiga mais bonita).
Veja como fazer também em cogumelos, cebolas e berinjela


Patês de feijão, qualquer feijão rende uma pastinha, o mais tradicional é o de grão de bico, mas em feijão branco com manjericão também fica ótimo.
Receita básica:
2 xícaras de grão de bico cozido al dente
1 colher de sopa cheia de tahine (opcional)
sumo de 2  limões galego
1 xícara de azeite extravirgem aromatizado
1/2 cabeça de alho (prove e, se for o caso, use até a cabeça de alho inteira)
sal marinho, pimenta e salsa previamente limpa
Bater tudo no liquidificador, exceto a salsa, que entra picadinha por cima na hora de servir.
O segredo de um bom patê de feijão é não usar água para bater os grãos, bata só com azeite e limão para não ficar com gosto de papinha de bebê.



Para quem gosta de carne:
patê de fígado caseiro
mousse de salmão feita a partir de um único ingrediente: a cabeça do peixe
caviar doméstico e ceviche panamenho (também em versões vegetarianas)






As saladas muitas vezes são metade da refeição, o prato principal é quem acompanha.
Molhos criativos como chutneysazeites aromáticos de tomilho e sálvia com limão siciliano, iogurte batido com azeite e hortelã, mostarda l´ancienne com melado ou mesmo a polpa do maracujá engrossada com araruta e vinho branco (como um molho madeira), rendem um sabor sofisticado. Pestos, de tudo (até tomate seco e azeitona), são a opção mais rentável, já que o sabor forte exige parcimônia no uso, duram meses na geladeira e geralmente todo mundo gosta.

Para quem não gosta de comida crua e prefere legumes cozidos, uma ideia muito interessante é grelhar legumes finamente fatiados, arrumar em travessa, regar com muito azeite, um bom molho caseiro e cobrir com ervas aromáticas frescas picadas, passas e castanhas. Os legumes que melhor se prestam são: cebola, pimentão, tomate, berinjela, abobrinha, rabanetes, cenoura, couve flor, brócolis e cogumelos de todos os tipos. E batatinhas calabresas também são sempre uma opção simpática.


Uma salada verde feita de verduras pouco comuns, como azedinha, chicória frisée, rúcula e radichio. Não é noite para alface e agrião, a não ser que todos adorem.

Um queijo de boa qualidade, de cabra, bufála ou minas curado; orgânico e de boa procedência. Para complementar a salada verde, nunca como base.

Muitas frutas, frescas e secas, para quem gosta de montar sua salada-sanduíche com frutas e fazer um salpicão personalizado.

Uma salada com mais substância (nunca um salpicão de maionese), com feijões al dente, batatas (baroa é o ideal), como a salada de trigo em grão com grão de bico, palmito de açaí, pimenta biquinho e azeitonas. Se já tiver feito pastinha de grão de bico, faça a salada com feijão de corda, fradinho ou feijão branco, sempre dá certo.


A salada de batata do Bar Luiz, patrimônio carioca, sem maionese, com receita segredo.





Raitas, como na foto acima, são saladas de origem indiana excelentes e pouco comuns, as mais tradicionais são de tomate e pepino (crus e picadinhos), mas também existem raitas de abobrinha e berinjela (crus e em cubos) ou mesmo batatas cozidas. O segredo desse salpicão indiano feito em iogurte é temperar sempre com cominho, mostarda e coentro em grãos, além de pimenta e gengibre. Algumas receitas levam coentro fresco picado, outras açafrão ou curry, algumas levam limão, mas todas podem ser adaptadas ao gosto pessoal de cada um. A raita fica muito bonita decorada com as especiarias em grãos, o iogurte "colorido" com curry ou açafrão e muitas rodelas de limão finíssimas formando pétalas ao redor da travessa.
Para ver como fazer seu iogurte, coalhada e kefir caseiro, vá na postagem Kefir e Iogurte.



Mais saladas tradicionais e festivas:

Salada Waldorf
Maionese caseira em pouca quantidade, maçãs ácidas em cubos, aipos em rodelas finas e nozes picadas. Corrija o sal e junte curry, se gostar
Caso não consuma ovos, use maionese de inhame ou cenoura, igualmente linkadas.


Fusilli ao pesto com tomate cereja
Massa tipo parafuso 100% integral cozida al dente.
Molho pesto: folhas de manjericão batidas no liquidificador com azeite e nozes (ou castanhas, até do Pará).
Não use os talos do manjericão, é muito fibroso. Leia melhor sobre ele no link.
O molho deve ser jogado em cima da massa enquanto está quente.
Eu gosto de pingar o sumo de 1/4 de limão para que o molho não fique marrom.
Espere esfriar, junte mais folhas de manjericão inteiras, nozes moídas e azeite. Acrescente tomate cereja em gomos e queijo minas, de cabra ou tofu em cubos.
Corrija o sal, pode ficar melhor com sal grosso - como quase toda salada
A receita original é com pinhole e também leva parmegiano, mas o parmegiano batido não fica tão bom quanto em lâminas por cima da salada depois de pronta.
O fusilli pode ser substituído por farfalle, penne, ou conchiglionne.
Molho pesto é muito versátil, pode ser feito até com amendoim e hortelã fresca no lugar do manjericão.


Salada Grega
Rápida e fácil: tomates, pepinos, cebola e queijo feta (de cabra) em cubos. Azeitonas pretas inteiras (quanto maiores, melhor), muito azeite de oliva, sal grosso, ervas finas e salsa picada. Para ser servida em prato fundo, tem que "nadar" no azeite.


Conserva de “batatalhau” – Luciane Lopes
A primeira vez em que comi essa conserva foi num Natal, na casa da Lu, fiquei viciada e fazia todo mês, até porque todos os ingredientes são facilmente encontráveis nas versões orgânicas em qualquer supermercado. Dura 2 semanas na geladeira e rende muito, 3 travessas.
A receita original levava bacalhau desfiado, mas eu sempre fiz sem e nunca senti a menor falta, porque o bom nela é mesmo o gosto de picles.
500 g de grão de bico;
1kg de tomate orgânico
1kg de cebola orgânica
1kg de batata orgânica (prefira a baroa, ou mandioquinha)
1 lata de 500ml de azeite (com extra-virgem fica mais gostoso)
1 vidro de vinagre branco (maçã  ou limão são ideais);
Azeitona, cheiro verde e ovos orgânicos a gosto.
1. Deixar o grão de bico de molho por uma noite;
2. Cozinhar o grão de bico por aproximadamente 30 minutos em panela aberta: deixar al dente;
3. Juntar à panela do grão de bico ainda fervendo, a batata cortada em rodelas grossas. Tapar a panela, vai cozinhar no vapor.
Preparando o molho - por último:
1. Fatiar a cebola em rodelas grossas de 1 dedo de espessura;
2. Cortar os tomates em gomos, cortar em pé em 4 pedaços removendo os caroços;
3. Cozinhar os tomates e cebola com o azeite e vinagre até o tomate começar a desmanchar.
Arrumando a salada:
1. Botar as batatas no fundo da tigela, depois o grão de bico e azeitonas.
2. Jogar o molho fervendo sobre a salada.
3. Após esfriar, vai a geladeira.
Pode colocar ovos caipiras cozidos cortados em rodelas por cima, salpicar cheiro verde ou mesmo deixar as azeitonas para colocar apenas por cima.
Segredo: não cozinhar demais o grão e as batatas.
No dia seguinte fica ainda mais gostosa, é para ser feita de véspera e as sobras são um senhor recheio para sanduíches




As saladas natalinas do Restaurante Moinho de Pedra:

Salada de Arroz Selvagem com avelãs
1 e 1/2 xícara de arroz selvagem
3 xícaras de água para deixar de molho
4 xícaras de água
1 colher de chá de sal Marinho
1 xícara de avelãs
2/3 de xícara de passas
1 xícara de água
1 xícara de suco de laranja
Vinagrete Cítrico
2 bulbos pequenos de erva-doce
2 maçãs pequenas ou 1 grande.
Procedimento
Deixar de molho por 1/2 hora. Levar para cozinhar por 30-35 minutos.
Toste as avelãs no forno 350 graus. Remova a pele e pique grosseiramente.
Escalde as passas e deixe secá-las e cubra com o suco de laranja deixando de molho. Prepare o vinagrete.
Adicione as passas e a erva doce ao arroz morno e misture ao vinagrete cítrico.
Um pouco antes de servir pique as maçãs e adicione com as avelãs ao arroz.


Lentilha Libanesa com pêra e banana ao curry
250g de lentilha libanesa
1 pêra
1 bananas nanica
1 colher de sopa rasa de curry
1 colher de chá de sal marinho
Caldo de legumes o suficiente para o cozimento
cebolinha
Salsinha
Coentro opcional
1 colher de chá de semente de mostarda tostada
Procedimento
Levar a lentilha para cozinhar com o caldo e o curry e sal.
Depois que a lentilha estiver cozida e ao dente, acrescentar a pêra e a banana, as ervas e as sementes de mostarda.
Regar com azeite e se quiser coentros e semente de mostarda.


Salada de Rabanetes, Castanhas tostadas e Aspargos
6 rabanetes
6 aspargos
12 laranjinhas kinkans
1/2 xícara de castanha de cajú tostada
12 tomatinhos cereja
Molho
100ml de azeite de oliva extra-virgem
25ml de vinagre champagne ou de maçã
1 colher de sopa de melado
1 pitada de sal
Ciboulette
Manjericão
Procedimento
Laminar os rabanetes. Picar com a faca os aspargos e as laranjinhas.
Misturar os ingredientes do molho com um batedor até que fique emulsificado.
Misture tudo e sirva com ervas.


Salada de aspargos, ervilha torta, mini laranja e castanha de cajú
8 ervilhas-torta
8 aspargos
8 laranjinhas kinkan
2 colheres de sopa de castanha de caju
Molho
200 ml de azeite extra-virgem
Suco de 2 à 3 limões cravo
1 colher de chá de melado
1 pitada generosa de sal marinho
Ervas frescas
Procedimento
Misture os ingredientes do molho e emulsifique.
Fatiar em diagonal as ervilhas e aspargos e as laranjinhas em lâminas retas, retirando as sementes. Misturar todos os ingredientes ao molho e as castanhas de caju no final.


Salada verde com laranjinhas, brócoli, ervilha torta e castanhas
Mix de folhas (fuja do trio alface-rúcula e agrião, dê uma chance ao radichio, azedinha, carvalho roxo, almeirão e tantas mais)
Laranja kinkan
Laranja Lima em gomos
1 xícara de brócoli em fluoretes
1 xícara de ervilha torta em diagonal
Molho
1 xícara de azeite de oliva extra-virgem
1\2 xícara de suco de laranja
Sal
Melado
1\4 de xícara de Vinagre Champagne
Ciboulette picada
Pimenta rosa moída
Para finalizar
Mix de sementes (gergelim natural, gergelim preto, linhaça)
Noz pecans inteiras
Procedimento
Misturar todos os ingredientes do molho com um batedor. Misturar o molho às laranjas e separar.
Dipor os ingredientes da salada em um prato grande e regar com o molho.
Finalizar dispondo sobre a salada temperada as castanhas e o mix de sementes e servir.





Mais comidas vegetarianas em geral, as receitas mais populares do melhor restaurante vegetariano do mundo, administrado há mais de 20 anos em cooperativa autogestionária: Moosewoodcooks All Recipes




Mais informação:
Natal Sustentável
Águas aromatizadas
Guardanapos de pano

Natal sustentável: Ceia
Natal sustentável: rabanada
Tudo sobre as bebidas de festa: Eu bebo sim!
Natal Sustentável: Panetone Italiano, Xmas Fruit Cake e Bolo Português de maçã e amêndoas (orgânicos, integrais e sugar-free)

Natal Sustentável: Panetone Italiano, Xmas Fruit Cake e Bolo Português de maçã e amêndoas (caseiros, integrais e sem açúcar)




O Panetone Integral de Banana é fácil, delicioso e muito adaptável - permite mil variações.

Se você gosta do Panetone tradicional e industrializado, faça uma receita básica e use muita raspa das casca de uma laranja orgânica e frutas secas como damasco, passas, abacaxis, figos e até banana passa. O gostoso do Panetone do supermercado é gosto da essência de laranja e as frutas cristalizadas. A farinha branca-açúcar e conservantes, não te acrescentam nada. Fuja deles!
É no mínimo de se estranhar porque o panetone industrializado dura tantos meses sem sequer dar bolor ou ressecar na prateleira do supermercado.

Eu gosto do meu com 1 copinho de leite de coco, muito bagaço residual do leite caseiro de castanha do Pará e ainda recheio com a geleia de damasco ou a goiabada cascão, a cocada de abacaxi em pasta  antes de assar, faço movimentos com o garfo, como que para "marmorizar" - como alguns panetones industrializados são trufados, eu adaptei a minha versão, e deu certo.
Outras versões boas, podem levar cacau em pó orgânico à massa ainda crua e, depois de assado, cobrir com a Nutella caseira, "marmorizado" com  geleias de damasco, cupuaçu e geleias de frutas vermelhas e geleias para adulto: pimenta, manga com pimenta rosa, gengibre, vinho quente, hortelã e capim limão
Você pode comprar tudo orgânico, a granel no empório, economizar muito e ainda dispensar as embalagens.
Na hora de assar, fuja dos tabuleiros de teflon-alumínio e siga a dica da Juliana, use papel manteiga, que ainda facilita o transporte e embalagem dele, assando em pirex.

Esse Panetone ainda pode ser um presente muito simpático e o fato de possibilitar tantas variações, permite que você presenteie as pessoas de acordo com o gosto delas. Veja como fazer versões salgadas ou mesmo em inhame, batata doce e abóbora na postagem Pão de raízes em inhame, batata doce e abóbora


Pão-Bolo 100% integral e sugar-free - receita básica de 5 ingredientes
6 bananas bem maduras
1/2 xí­cara de melado   (ou rapadura ralada)
1/4 xí­cara de óleo extra virgem aromatizado e orgânico, e mais um pouco para untar a travessa
(você pode usar qualquer óleo vegetal, mas não use óleo de soja, eu uso sempre o huile de noix francês)
2 xí­caras de farinha de trigo integral (tente usar fubá, aveia ou qualquer outro farelo integral na proporção de meio a meio com a farinha de trigo integral)
1 1/2 colher de sobremesa de fermento biológico

O que mais pode levar que dá certo (colheres sempre rasas, todos os sabores são fortes):
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sobremesa de cravo em pó
1 colher de sobremesa de gengibre em pó
1 colher de sobremesa de cardamomo em pó
1/2 de colher de sobremesa de noz moscada ralada
1 colher de sopa de extrato de baunilha
1 xí­cara de castanhas picadas (do Pará, nozes, amêndoas, avelâs, etc)
1 xí­cara de frutas secas picadas (damasco, passas, ameixas, tâmaras, banana passa, etc)
1 xícara de leite de coco caseiro + 1 xícara do bagaço residual (o mesmo se aplica ao leite caseiro de castanha do Pará)
1/2 xicara de cacau em pó (já existe orgânico)
1 colher de sopa de café instantâneo orgânico (ou 1/2 xícara do café pronto em versão líquida)

Modo de fazer:
Pré-aqueça o forno e unte levemente uma travessa refratária
Amasse as bananas e misture com os ingredientes molhados (melado, leite de coco, azeite e baunilha)
Adicione as frutas e castanhas
Em outro recipiente, misture bem os ingredientes secos (farinha de trigo, fermento, canela e sal)
Misture bem todos os ingredientes e passe para o refratário untado
Asse por cerca de 40-45 minutos
Tudo deve ser amassado com as mãos, não bata no liquidificador para não virar uma panqueca.



Panetone de Inhame 
2 xícaras de inhame cozido
2 xícaras de aveia em flocos
2 xícaras de farinha de arroz integral caseira (toste o arroz, bata no liquidificador e peneire)
750ml de suco de laranja ou leite de coco caseiro
1\2 xícara de  melado de cana
1 colher de café de bicarbonato de sódio
1 colher de sopa de fermento biológico e deixar fermentar por 1hr
1 colher de sopa de manteiga ou tahine ou manteiga de castanha do Pará (opcional)
A gosto:
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sobremesa de cravo em pó
1 colher de sobremesa de gengibre em pó
1 colher de sobremesa de cardamomo em pó
1/2 de colher de sobremesa de noz moscada ralada
1 colher de sopa de extrato de baunilha
1 xí­cara de castanhas picadas (do Pará, nozes, amêndoas, avelâs, etc)
1 xí­cara de frutas secas picadas (damasco, passas, ameixas, tâmaras, banana passa, etc)
Modo de fazer:
Asse em forma untada e enfarinhada em forno médio para alto por meia hora, assim que começar a cheirar diminua o forno e verifique no palito quando estiver assado.



O Fruit Cake adaptado de Nigella Lawson também é uma receita muito tradicional natalina, mais comum em países da Europa e, assim como o Panetone Integral, tampouco sola e permite centenas de variações, podendo ser feito com ou sem o cacau da receita original.

Chocolate fruitcake
Pré-aqueça o forno a 150˚C
Forre uma forma de bolo redonda, de fundo falso, com (aproximadamente) 20cm de diâmetro e 9 cm de profundidade, com papel manteiga dobrado, sendo que a borda fique o dobro da altura da forma.
Colocar numa panela, 250grs de passas escuras, 125grs de groselhas secas, 350grs de ameixas secas sem caroço, picadas, 1 colher de sobremesa de café instantâneo orgânico ou 100ml do café pronto , 175grs de manteiga orgânica sem sal, 1 colher de sopa de especiarias (cravo torrado e moído, gengibre, canela e noz moscada em pó), 200grs de rapadura ralada, 175ml de melado (ou maple syrup), 2 colheres de sopa de cacau em pó, raspas e suco de duas laranjas.
Ligar o fogo brando, derreter a manteiga e deixar no fogo, mexendo sempre por 10'.
Retire a panela do fogo e deixar em repouso durante 30 minutos.
Após 30 minutos, a mistura vai ter esfriado um pouco. Adicione 3 ovos batidos, 100grs de farinha de trigo integral (ou metade em farinha e metade em aveia), 75grs de amêndoas moídas, 1 colher de café de fermento biológico em pó e 1 colher de café de bicarbonato de sódio, misturar bem com uma colher de madeira ou espátula até os ingredientes tenham-se agregado.
Coloque em forno baixo por 2hrs, forma forrada com papel manteiga.
Depois de desenformado, decore com frutas vermelhas, estrelas de carambolas e folhas de hortelã.







A tradição de nossos antepassados portugueses, nos traz esse delicioso, simples e molhado bolo caseiro

Bolo Português de maçã e amêndoas (ou castanhas)
1 xíc. de farinha de trigo integal fino
1 1/2 xíc. de farinha de trigo integral grossa (prefira aveia em flocos, é mais leve e gostoso)
200ml de de leite de amêndoas com o bagaço residual
1 xíc. de melado de cana (ou maple syrup)
1 xíc. de amêndoas picadas
2 maçãs picadas em cubinhos
3 col. de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de noz-moscada ralada, canela, gengibre e cravo em pó
Modo de fazer: misturar o melado e o leite de castanhas, mexer bem e então adicionar todos os outros ingredientes. Misturar bem até unir os ingredientes formando uma massa cremosa. Se necessario adicionar um pouquinho mais de trigo integral fino para dar a consistência ideal. Untar uma forma redonda com um bruraco no meio colocar a massa e assar em fogo médio por 25 a 30 minutos .
Tente enfeitar com lâminas de maçã e amêndoas antes de assar, cubra com mais amêndoas depois de assado.





quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ketchup, mostarda e maionese caseiros (+ uma receita de salada de maionese sem maionese)

São o trio tradicional em toda pizzaria, lanchonete e até botequim.
Atualmente, por determinação da Anvisa, não se encontram mais as bisnagas comuns desde os anos 40, era insalubre - de imenso risco de contágio biológico, além da velha técnica de diluir os produtos em água, comum em muitos estabelecimentos.
Ganhamos em saúde, mas o aterro sanitário saiu perdendo nesse mundo de embalagens sachê, que por hora nos assola.

Nunca encontrei ketchup e mostardas orgânicos e o ketchup sequer encontrei em versão sem açúcar - só com adoçante, o que também é proibitivo.

Ambos são conservas avinagradas (como picles e chucrute) e foram criados inicialmente com o intuito de ajudar a digerir a gordura das carnes secas, defumadas e salgadas pela ação da fermentação e também a manter aqueles vegetais ao longo do inverno.
Antes da invenção da geladeira, ou mesmo da descoberta da eletricidade, a forma mais comum de conservar carnes era salgando ou defumando e de conservar os vegetais, era fazendo conserva em salmoura ou vinagre (daí o nome).

Ketchup é uma conserva cremosa de tomate, de origem inglesa a partir de um molho chinês e totalmente adaptada pelos norte-americanos, já a mostarda, é a conserva das sementes da planta mostarda, cujas folhas refogadas são ótimas, mas a conserva feita com as sementes é de origem francesa.

Foi quando tive a ideia de comprar uma conserva de tomates orgânicos, afinal já existem à venda tantas conservas de produtores orgânicos certificados pelos supermercados. Como todas as conservas orgânicas que encontrei, levavam açúcar orgânico demerara na composição de ingredientes, lembrei que Barbara Kingsolver, conserva os tomates de sua fazenda, desidratando e fazendo picles, há um capítulo inteiro sobre o assunto no maravilhoso livro "O mundo é o que você come".


Para quem adora, tente também outras receitas tradicionais como um Gazpacho Andaluz, um Salmorejo Madrileño ou um chutney caseiro

Se pensou em azeitonas, uma leitora ensina na postagem Em Viseu, curtem-se azeitonas e serve-se medronhada



Para quem gosta de fazer seu ketchup e mostarda caseiros, veja abaixo as receitas de José Hugo Celidônio adaptadas por mim:

Mostardas e ketchups gourmet

Ketchup com pimentão e cebola
2 kg de tomates orgânicos maduros
2 cebolas orgânicas médias
1 pimentão orgânico vermelho pequeno
½ xícara de vinagre branco
¼ xícara de rapadura ralada
pau de canela
2 cravos-da-índia
1 folha de louro
1/2 dente de alho
sal marinho e pimenta-do-reino
Retire as sementes dos tomates e pique grosseiramente. Pique também as cebolas e o pimentão. Coloque em uma panela grande, acrescente o alho e ½ xícara de água, tampe e leve ao fogo baixo. Cozinhe até que os ingredientes estejam bem macios, cerca de 1 hora. Passe os ingredientes por uma peneira grossa ou bata no liquidificador. Em outra panela, coloque o vinagre e o açúcar. Leve ao fogo e, assim que o açúcar desmanchar, acrescente a mistura de tomates, folha de louro, canela e cravo. Cozinhe em fogo baixo por mais 20 minutos. Elimine o louro, canela e cravo. Acerte o ponto de sal e pimenta-do-reino. Se ficar muito espesso acrescente um pouco de água. Se ficar muito fino, cozinhe por mais alguns minutos. Deixe esfriar e sirva.


Guava ketchup
200ml de goiabada caseira
200ml de ketchup (ver receita acima)
1 col sopa de gengibre ralado
Pimenta calabresa a gosto
Dissolva a goiabada em fogo baixo, junte o ketchup fora do fogo.
Misture bem e tempere a gosto


Mostarda acredoce
125ml de sementes de mostarda em pó
3 col sopa de licor Grand Marnier
3 col sopa de vinagre de maçã ou vinho branco
50ml de rapadura ralada
Sal marinho
Misture tudo numa vasilha de vidro ou cerâmica. Cubra e deixe na geladeira por pelo menos 24hrs.
Dura 3 meses em vidro vedado


Molho JHC
200ml de ketchup
2 col sopa mango chutney
2 col chá shoyo
1 col sob conhaque (ou qualquer bebida destilada orgânica)
1 col sob gengibre ralado
1 col café tabasco ou geleia de pimenta caseira
1 col sob suco limão
Misture tudo numa vasilha de vidro ou cerâmica. Cubra e deixe na geladeira por pelo menos 24hrs.
Dura 2 semanas em vidro vedado.








Maionese é um produto industrial que não presta para nada, inicialmente criada para ser usada parcimoniosamente - como manteiga de boa qualidade. A maionese hoje, é a base da maioria das saladas.
As saladas de legumes que antes, eram de legumes (sem agrotóxico) com um POUCO de maionese caseira (feita com os ovos excedentes das galinhas do quintal) para umedecer e dar um gostinho, hoje, são compostas de 50% de maionese industrializada.

Mesmo que você faça sua maionese em casa, seguindo uma receita tradicional e substituindo todos os ingredientes por ovos caipiras, limão orgânico, azeite extra-virgem, sal marinho, etc... você vai observar que, além do custo de um potão de 500gr. ser altíssimo (o que comprova que a industrializada é barata, porque é uma porcaria), a própria maionese caseira não dura tanto na geladeira (quanto mais fora, como na prateleira do supermercado) e tampouco dá a "liga" para as saladas.

Maionese caseira tem textura de molho, é amarelinha, mais rala e muito mais suave, para passar um poquinho em cima de alguns legumes, massas e peixes/carnes brancas e nunca para virar uma "argamassa" branquela, como vemos por aí.

Ontem, fiz uma salada de ovo, que tradicionalmente leva maionese, sem colocar o produto - até porque maionese já é ovo!

Veja só:
6 ovos caipira cozidos picadinhos
sumo de 1 limão orgânico
1 col de sopa de mostarda l´ancienne de Dijon
sal marinho
Misture tudo com uma colher, rende 2 porções muito bem servidas e dura 3 dias na geladeira
A gema, se estiver ainda quente melhor, mistura com o azeite e o limão, virando um creme amarelinho.
Opcionais para salpicar por cima: orégano, cheiro verde picadinho, estragão, pimentas malaguetas vermelhas picadinhas... Quanto mais azeite e limão, mais vai render.
























Sobre a mostarda, tente não usar aquela tradicional de tubo amarelo, além dos conservante, é açucarada, como todos os picles e conservas baratos. Um vidro de mostarda do tipo "Dijon" não é caro, existem nacionais, dura muito mais do que a amarela e muitas marcas não levam açúcar em sua composição (leia o rótulo). Eu uso as das marcas Grain D´Or ou Casino (francesa, melhor mas mais difícil de encontrar), ambas tipo l´ancienne - com sementinhas da própria mostarda, não é orgânica, mas tampouco têm açúcar e não troco até que encontre uma mostarda Dijon orgânica e sem açúcar.
A Maille, francesa, produz alguns tipos de mostarda. As versões em estragão e poivre vert não levam açúcar, já a l´ancienne sim, infelizmente. Se gosta de mostarda com estragão, é ótima opção.




Em tempo, mostarda é uma folha, que pode ser refogada como couve e espinafre, o que faz o molho-conserva que usamos para temperar, é feito a partir de suas sementes, que são consideradas sagradas por serem as menores sementes encontradas na natureza. Leia mais, aqui, aqui e aqui também!
Para ver como se refoga mostarda à mineira, leia a postagem sobre a Feira de Orgânicos do Flamengo, o passo a passo está lá.


Receita tradicional de maionese caseira, para ser feita em ocasiões especiais com ovos orgânicos e servida numa molheira, nunca como base:
2 ovos ou 4 gemas
2 col sopa de suco de limão
1 xícara de azeite aromatizado
quanto baste de sal marinho
1 col sopa de mostarda de Dijon

Os ingredientes devem estar em temperatura ambiente. Misture os ovos, o suco de limão e a mostarda e bata por alguns segundos no liquidificador e deixe descansar alguns minutos. Ligue o liquidificador e adicione o óleo bem lentamente através do furo da tampa. Bata até atingir o ponto e acrescente o sal. Faça somente a quantidade necessária para o consumo imediato, não guarde mais do que um dia.
Para uma maionese mais cremosa e densa, use apenas a gema em vez do ovo todo.
Se você quiser incrementar o sabor de uma maionese industrializada, adicione algumas gotas de limão ou vinho branco seco. Caso a sua maionese não emulsificar, experimente adicionar algumas gotas de água enquanto estiver batendo.
Para dar mais sabor a sua maionese, você poderá usar curry, hortelã, tomate seco, chili, raiz forte ou frutas. 








Mais, 3 receitas de maioneses caseiras de legumes, para quem não consome ovos poder fugir da maionese industrial de soja., leia mais em Soja é desnecessário


Maionese de cenoura (foto acima daqui de casa):
cenoura cozida com a casca
azeite aromatizado
sumo e raspas de limão (tente o galego)
1 dentinho de alho (eu gosto com 3)
sal marinho, pimenta e temperos a escolher (como curry e manjerona)
Bater tudo no liquidificador


Maionese de inhame, dica da Cida
inhame cozido
azeite aromatizado
sumo e raspas de limão (tente o galego)
sal marinho, pimenta e temperos a escolher (azeitonas pretas, verdes, tomate seco, cheiro verde fresco, alho, mostarda, melado, curry....)
Bater tudo no liquidificador


Maionese de abacate (primeira foto da postagem, fonte: Nourishing Meals)
1 abacate maduro (retire a polpa)
suco de 1\2 limão
1 col de sopa de azeite aromatizado
1 col de sopa rasa de melado de cana
1 col de sopa rasa de mostarda dijon
Bater tudo com garfo até ficar homogêneo e serve para substituir a maionese em saladas de batata.
Há quem faça em manga verde batida no liquidificador com azeite, limão e sal, até um dentinho de alho se tiver, mas não é um sabor que agrada a todos. Eu adoro, até por não ser doce como a manga madura.


O queijo de pinhão, se caprichado no azeite e açafrão, também rende uma boa maionese vegetal.




Outras opções que sempre rendem:
Abacate
Queijo de pinhão
Gazpacho Andaluz
Soja é desnecessário
Salmorejo Madrileño
Goiabada cascão sem açúcar
Mel de abelhas x melado de cana
Chutneys de manga, abacaxi, mamão, maracujá com carambola, flores...
Geleias para adulto: pimenta, manga com pimenta rosa, gengibre, vinho quente, hortelã e capim limão
Manteigas de berinjela, cebola, alho e champignon com azeites extra virgens orgânicos e aromatizados